sábado, 10 de setembro de 2011

VOAR NO TRISTAR DA TAP


Foi em 29 de Março de 1996 que voei a primeira e única vez num Lockheed L-1011 Tristar, quando ainda nessa altura, a TAP tinha ao seu serviço alguns desses imponentes aparelhos.
Quando fiz o check-in, ia comentando comigo mesmo que o mais certo seria viajar num já por mim "batido" Boeing 737 sendo que a dúvida se estabelecia entre ser um 200 ou 300.
Contudo, quando me encaminhei para a Porta de Embarque para tomar o voo para Ponta Delgada, fui percebendo que algo não batia certo com a dimensão dos 737, isto é, estava mesmo muita gente à espera do avião...
Cresceu, pois, a minha expetativa sobre o avião em que iria voar e uma vez no autocarro, à medida que passámos por muitos aviões iluminados pelas torres do aeroporto (o voo foi de noite, às 21 horas...) , percebi que nos encaminhávamos para junto de dois imponentes Tristar que estavam lado a lado numa das placas.
E minha emoção e ansiedade cresceu. Seria a primeira vez que iria voar num avião com 3 motores e, conceda-se, tão grande!
O voo decorreu calmo, até ficarmos a meia hora de aterrar, altura em que o Comandante nos alertou para ventos fortes de SW à chegada a LPPD.
Como ia junto de uma janela, do lado direito da aeronave, apercebi-me da aproximação à pista 30, observando as luzes da cidade de Ponta Delgada muito "oscilantes", acompanhando os fortes abanões do avião.
Contudo, o comandante foi competente e a aterragem foi relativamente suave, mesmo tendo em conta o forte vento e chuva que na altura se faziam sentir!
Quanto ao avião em si e o seu voo, gostei muito. Não era um avião hi-tec como são os de hoje, mas terá sido, seguramente, um dos mais emocionantes e voos que efetuei na minha vida.


Crédito das imagens: Na base das fotografias.

2 comentários:

JOAO ROSA disse...

Relembro da mesma forma as idas aos USA. Depois vieram os A310 e nunca mais foram as mesma.

Paulo Viveiros disse...

Fiz muitas viagens nos Lockeed L-1011, para mim foi dos melhores e mais seguros aviões que já se fabricaram, era um avião muito avançado para a sua época.
Pena foi a crise internacional ter ditado o seu fim, pois os motores RB-211B gastavam muito combustível, por outro lado a Fábrica deixou a vertente Comercial em função da Militar.

Enviar um comentário

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.
 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...>