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terça-feira, 9 de setembro de 2014

JÁ HÁ CONCLUSÕES SOBRE A CATÁSTROFE DO VOO MH17


O avião da Malaysia Airlines, que se despenhou na Ucrânia, partiu-se em vários bocados durante o voo depois de ter sido atingido por numerosos objetos a alta velocidade, de acordo com um relatório divulgado hoje na Holanda.
Segundo o relatório, "o voo MH17, operado pela Malaysia Airlines, partiu-se no ar, provavelmente em resultado de danos estruturais causados por um grande número de objetos de alta energia que penetraram o avião vindos do exterior", lê-se no relatório preliminar sobre o desastre que matou 298 pessoas, a maioria das quais era de nacionalidade holandesa.
O documento de 34 páginas, divulgado quase dois meses depois de o voo MH17 ter caído na Ucrânia, também afirma que o Boeing 777-200 estava em boas condições para voar, era operado por uma "tripulação qualificada e experiente" e "não havia problemas técnicos".
O relatório diz que o facto de o avião ter sido atingido por múltiplos objetos a grande velocidade "explica o abrupto fim dos registos de dados, a simultânea perda de contacto com o controlo de tráfego aéreo e o desaparecimento do radar".
O Boeing explodiu no ar por cima da Ucrânia quando fazia o voo entre Amsterdão e Kuala Lumpur no dia 17 de julho, matando todos os pas
sageiros e tripulantes, dos quais 193 holandeses.
Kiev e as principais potências ocidentais acusaram os separatistas pró-russos de terem abatido o avião com um míssil fornecido por Moscovo, mas o Governo de Vladimir Putin nega qualquer envolvimento direto e culpa as forças governamentais pelo ataque.

Adenda: Relatório completo - http://www.onderzoeksraad.nl/uploads/phase-docs/701/b3923acad0ceprem-rapport-mh-17-en-interactief.pdf

Fonte: DNMadeira

domingo, 27 de julho de 2014

CAIXAS NEGRAS CONFIRMAM MÍSSIL COMO CAUSA DE QUEDA DO VOO MH17

Local do despenhamento do Boeing 777 do voo MH17   Foto:DigitalGlobe


Os primeiros dados obtidos das caixas negras do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que se despenhou no leste da Ucrânia, são consistentes com uma explosão causada por um míssil, revelou hoje a cadeia norte-americana CBS News.

A CBS News cita fontes europeias próximas da investigação sobre o desastre com o voo MH17, no qual morreram 298 pessoas, que indicam que os dados confirmam "uma massiva descompressão explosiva" e o impacto de múltiplos fragmentos de estilhaços de um míssil.

As caixas negras tinham sido entregues às autoridades malaias pelos rebeldes pró-russos que controlam a região ucraniana onde caiu o avião, tendo sido levadas para um laboratório no Reino Unido para análise.

Grupos de investigadores malaios, holandeses e australianos tem estado durante os últimos dias no local da queda do avião, em plena zona de conflito entre as forças armadas ucranianas e os separatistas pró-russos, para analisar os restos do avião. Os especialistas encontraram sinais de impacto de estilhaços na fuselagem, indicadores de que o avião foi derrubado por um míssil terra-ar.

Segundo os serviços de informações norte-americanos, a causa mais provável da tragédia foi o lançamento de um míssil SA-11, que terá sido fornecido pela Rússia aos rebeldes da região de Donetsk, que terão derrubado o avião de passageiros ao confundi-lo com um avião militar.




quinta-feira, 17 de julho de 2014

DESPENHAMENTO DE AVIÃO DA MALAYSIA AIRLINES (Em atualização)


As agências de notícias estão a dar conta de um acidente grave e fatal com um Boeing 777-200 da Malaysian Airlines, numa zona de fronteira entre a Ucrânia e a Rússia. O avião descolou de Amesterdão e rumava a Kuala Lumpur, capital da Malásia. O avião caíu perto de Donetsk, na Ucrânia, onde decorrem confrontos entre a Ucrânia e a Rússia.
As mesmas agências referem 295 mortos, ou seja a totalidade dos ocupantes do avião.
A notícia, como é evidente, ficará a aguardar desenvolvimentos, sendo que correm já rumores que referem que o avião poderá ter sido abatido, uma vez que a região está envolvida num conflito que teve a sua génese com a crise na Krimeia.
Seja como for, a Malaysian Airlines está, de novo no topo da atualidade, pelos piores motivos, através de uma notícia que continuaremos a acompanhar.

Nota: Existem já várias imagens no Youtube e fotos em diversas páginas que reportam uma enorme coluna de fumo negro e já outras que revelam destroços do avião.
Por opção editorial, não as divulgaremos no Porta de Embarque 04/Pássaro de Ferro.

Screenshot do Flightradar 24:



Atualização (16:45h): Ministro do Interior Ucraniano diz que avião foi abatido e que não há sobreviventes.

Atualização (17:25h): Fontes do Ministério do Interior da Ucrânia referem que o avião voava a 10 mil metros e terá sido abatido por um míssil.

Atualização (17:30h): Uma outra versão aponta para "um engano", uma vez que se alega que o míssil que terá atingido o Boeing 777 se destinava a uma avião militar de transporte Il-76 da Ucrânia (tal como sucedeu a 14 de junho passado), mas que desta vez voava numa rota similar à do avião Malaio.
Os separatisas afirmam que não possuem armas capazes de abater um avião que voe a altitudes da ordem dos 10 mil metros.
Já do lado governamental ucraniano, é referido que "não existem forças de defesa nem tropas ucranianas na zona", apontando o dedo acusador a forças russas, essas sim possuidoras de armamento capaz de abater uma aeronave a 10.000 metros de altitude.
A agência russa Interfax avança mesmo com a informação que o sistema anti-aéreo usado terá sido o 9K38 Buk de fabrico russo.


Sistema SAM 9K38 Buk       Foto:Wikipedia

Entretanto, através do Flightradar24 é possível ver os voos comerciais que normalmente atravessariam a zona onde ocorreu o sinistro, a evitarem cruzar tal espaço aéreo:

Imagem: Flightradar 24 via RT

Durante o dia de ontem, 16 de julho, há relatos oficiais de que dois Su-25 ucranianos foram alvejados por mísseis, embora em condições diferentes. Alegadamente um terá sido atingido por um míssil ar-ar e o outro por um míssil de ar-terra de curto alcance.

Atualização (21:00):
Embora com algumas informações contraditórias, a cadeia noticiosa russa dá conta de que o avião presidencial de Vladimir Putin estaria no ar ao mesmo tempo que o 777 da Malaysia, e ter-se-ão mesmo cruzado em voo sobre a Polónia. As aeronaves têm, além disso bastantes semelhanças de aspeto, como se pode ver pela imagem abaixo.


O avião do presidente russo contudo, não sobrevoou a Ucrânia, nem o faz já há bastante tempo, segundo fontes em Moscovo.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

MAIS UMA EXPLICAÇÃO PARA O VOO MH370: DERRUBADO!

Nota do editor: Segundo a TSF, que se baseia numa notícia publicada no jornal ABC do país vizinho, há mais uma "explicação" para o sumiço do voo MH370.
Aliás, a miríade de versões sobre esta matéria assemelha-se a uma espécie de "matriosca noticiosa" em que as coisas se sucedem, com maior ou menor grau de (in)certeza. E tal como já se disse, alguma tinta ainda vai correr sobre este famigerado voo.


Citando a notícia da TSF:
«A jornalista Pilar Cernuda, escreveu no jornal espanhol ABC que o avião da Malaysia Airlines pode ter sido derrubado para evitar um possível ataque terrorista. Na Malásia, a polícia descartou responsabilidades dos passageiros.
Cernuda diz mesmo que o objetivo da ação seria evitar uma nova catástrofe, semelhante à que derrubou as torres do World Trade Center em 11 de setembro de 2001.
Pilar Cernuda revela ter falado com especialistas que lhe garantiram que o Boeing 777 teria sido sequestrado por terroristas que queriam lançá-lo contra um alvo muito sensível.
No texto, ainda é citada outra fonte que diz que, a ser verdade, dificilmente algum governo o confirmará.
Na Malásia, a polícia local diz não considerar os 227 passageiros do avião responsáveis por quaisquer atos de sequestro e sabotagem. Da mesma forma, um responsável citado na imprensa malaia diz não acreditar em problemas pessoais ou psicológicos que possam ter provocado um acidente.
O mesmo não acontece com a tripulação: o inspetor Khalid Abu Bakar afirmou que a investigação sobre a tripulação, formada por 12 malaios, continua.»

Fonte: TSF

domingo, 30 de março de 2014

OBJETOS ENCONTRADOS NO ÍNDICO SUL NÃO SÃO DO VOO MH370



A Austrália confirmou hoje que os objetos recuperados no mar por um navio chinês não pertencem ao avião da Malaysia Airlines desparecido desde 08 de março com 239 pessoas a bordo.
De acordo com o comando australiano das operações de busca e salvamento, os objetos foram recuperados na zona, a cerca de 1.850 quilómetros a oeste de Perth poderão ser lixo de pesqueiros.
A busca pelo avião da Malaysia Airlines, com o envolvimento de vários países, meios aéreos e navais, está centrada numa região com 319.000 quilómetros quadrados e vai continuar enquanto as condições meteorológicas permitirem dado estarem previstas chuvas e nuvens baixas.
A caminho da zona de busca está já o navio australiano Ocean Shield que tem a bordo um detetor de caixas negras e um veículo submarino.
O avião da Malaysia Airlines partiu de Kuala Lumpur sob o código MH370 com 239 pessoas a bordo, mas nunca chegou ao seu destino, a capital chinesa, Pequim.
Poucos minutos despois da descolagem desapareceu dos radares numa ação, alegadamente, deliberada por quem estava aos comandos da aeronave que, soube-se depois, ainda voou várias horas sem emitir qualquer sinal de emergência ou perigo. 
Fonte: Diário de Notícias/ Madeira

segunda-feira, 24 de março de 2014

CONFIRMAÇÃO - MH370 TERMINOU NO ÍNDICO SUL



O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirmou nesta segunda-feira 24 de março, que o voo MH 370 caiu no sul do Oceano Índico.  De acordo com o líder do Governo malaio, novos dados de satélites analisados por uma empresa britânica levaram à conclusão de que o Boeing 777-200 com 239  pessoas a bordo saiu da rota prevista, percorreu o chamado corredor sul entre o Sudeste Asiático e a costa oeste da Austrália e caiu a sudoeste de Perth. A Malaysia Airlines divulgou um comunicado no qual oferece condolências às famílias dos passageiros e tripulantes do voo e informa que as buscas continuam.

Antes do anúncio de Razak, parentes de passageiros disseram que a companhia enviou uma mensagem de texto afirmando que todos que estavam a bordo do avião morreram. "Lamentamos profundamente que temos de aceitar que o voo MH 370 se encerrou e que ninguém que estava a bordo sobreviveu. Como vocês vão ouvir na próxima hora do primeiro-ministro da Malásia,  temos de aceitar que todas as evidências mostram que o avião caiu no sul do Oceano Índico", dizia a mensagem mostrada ao NYT pela americana Sarah Bjac. O namorado dela estava no avião.

" É com profunda tristeza que informo que o avião terminou a sua jornada no sul do Oceano Índico", disse o primeiro-ministro. "Amanhã haverá uma conferência de imprensa com novos detalhes sobre o caso."

No comunicado da Malaysia Airlines, a empresa diz que é preciso aceitar que todas as informações disponíveis levam a crer que o avião tenha "terminado o seu voo" no mar e oferece condolências pelas 239 pessoas a bordo.  Parentes das vítimas foram levados em voos fretados de Pequim para a Austrália, onde estão sedeadas as buscas.

"Sabemos que não há palavras que nós ou qualquer pessoa possa dizer para amenizar a vossa dor", diz o texto. "Continuaremos a oferecer ajuda e apoio, como temos feito desde o desaparecimento do voo a 8 de março. Oferecemos nossos pensamentos, orações e condolências a todos afetados por esta tragédia."

Fonte: Estadão
Adaptação: Pássaro de Ferro

AINDA O FAMIGERADO VOO MH370



O Primeiro-Ministro da Malásia anunciou hoje que o Boeing 777 do famigerado voo MH 370 se despenhou algures no Índico sul, numa zona remota e sem qualquer aeroporto a uma distância que permitisse uma aterragem, fosse ou não de emergência.
A declaração, não fora todo o circo que foi montado à volta deste acontecimento, (sobretudo pelos órgãos de comunicação social) e o facto de terem passado mais de duas semanas, teria sido óbvia e até normal no seu teor.
Mas a mesma, tendo em conta tudo o que se disse e não disse, escamoteuou, como seria de esperar, uma série de questões que muita gente, dentro e fora do mundo da aviação, gostaria de ver esclarecidas, como por exemplo, o que fazia aquele avião, naquele lugar, justamente oposto à sua rota normal, rumo a Pequim?
Passados estes 15 dias, mil e uma teorias, umas mais espúrias do que outras, foram elaboradas, congeminadas, asseguradas, perpetradas, entre gente mais ou menos especialista, sendo que, para além da solenidade da declaração do governante malaio, permanece uma perturabadora cortina de dúvidas sobre o que terá acontecido - de facto - ao voo MH 370, sendo que, por isso, as famílias dos 239 ocupantes do aparelho não sabem e provavelmente, não virão a saber que factor(res) levaram à perda da vida dos seus familiares.
Nenhum dos meios tecnológicos que acompanham as aeronaves conseguiu estruturar uma explicação, sendo que, durante estes dias, vários "achamentos" de supostos destroços se sucederam também, não se tendo nenhum deles solidificado como claramente credível.
A menos que algo de concreto surja nos próximos dias, para lá do politicamente correto e desejável "esquecimento" do caso, ficará a pairar uma dúvida que a paz de consciência deveria esconjurar de forma tranquila, quanto mais não seja pelas famílias das vítimas e, de certa forma, pelos muitos milhares de pessoas que, todos dias, a toda a hora, continuam a confiar no transporte aéreo como o mais seguro a que temos acesso.

Nota: este texto reflete, apenas, a opinião do seu autor.

quinta-feira, 20 de março de 2014

AUSTRÁLIA ANUNCIA POSSÍVEIS DESTROÇOS DO MH370

Imagens: Australian Maritime Safety Authority

O primeiro-ministro australiano disse hoje que dois objetos "possivelmente ligados" ao voo MH370, desaparecido há 12 dias, foram detetados por satélites. Um navio norueguês já chegou ao local para analisar os objetos.

A autoridade australiana de segurança marítima recebeu informações «novas e credíveis», «baseadas em dados de satélite, de objetos que podem estar ligados às buscas», declarou Tony Abott perante o parlamento.

Austrália encontra objetos "possivelmente relacionados" com avião desaparecido (vídeo)
As imagens de satélite das autoridades australianas

"Depois da análise destas imagens de satélite, dois objetos possivelmente relacionados com as buscas foram identificados", afirmou.

"Os objetos são relativamente indistintos. Recebi a indicação de que os objetos têm uma dimensão razoável e que provavelmente estão a flutuar na água», disse John Young, da Autoridade de Segurança Marítima australiana. «O maior foi estimado em 24 metros. Há também outro de menor dimensão», afirmou.

A Malásia já veio sublinhar a necessidade de verificar a pista anunciada pelas autoridades australianas. "Cada pista representa uma esperança", disse o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein. "Temos sido bastante coerentes. Nós queremos verificar, queremos corroborar", declarou. 


A área onde os objetos foram vistos fica a cerca de 2300 km a sudoeste de Perth.

As buscas na zona serão retomadas dentro de algumas horas, quando for dia, com aviões e barcos da força aérea australiana e neozelandesa.

As imagens de satélite, fornecidas pela empresa DigitalGlobe EUA, foram tiradas a 16 de março, o que significa que os destroços ter-se-iam afastado muito do que terá sido o local original.

Um transportador norueguês foi desviado da sua viagem de Madagáscar para Melbourne e também está na área, disse o proprietário do navio.

Fonte: TSF

terça-feira, 18 de março de 2014

UMA EXPLICAÇÃO SIMPLES PARA O MISTÉRIO DO VOO MH370

Boeing 777 da Malaysia Airlines      Foto: Aero Icarus

Tem havido muita especulação acerca do voo 370 da Malaysia Airlines. Terrorismo, sequestro, meteoros e por aí adiante. E a comunicação social em geral não tem prestado um bom serviço de informação, eventualmente mais preocupados em explorar a mina que sempre é uma situação misteriosa.

A história conhecida já a sabemos: um 777 carregado parte de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Noite quente e avião pesado. Após uma hora de voo, sobre o Golfo da Tailândia deixa de haver contacto com o avião, o que significa que o transponder e o radar secundário foram inativados. Dois dias mais tarde, sabe-se que radares militares detetaram o avião em direção a sudoeste, sobre a península malaia, em direção ao Estreito de Malaca.

E esta inversão na rota é a chave para uma explicação simples: o piloto dirigia-se para a pista de Palau Langkawi, a mais óbvia se uma emergência grave ocorresse perto do local da inversão de rota, uma vez que esta tem 13.000 pés de comprimento e a aproximação é feita sobre água e não com montanhas de 8000 pés de altitude, como sucederia se regressasse a Kuala Lumpur. Se considerarmos que algo de grave sucedeu a bordo, o piloto tomaria a decisão de se dirigir ao aeroporto mais seguro e mais próximo.

A inativação dos transponders e comunicações é perfeitamente explicável por um incêndio a bordo. E o mais provável seria um incêndio elétrico. Em caso de incêndio a primeira resposta é retirar os painéis eletricos principais e restaurar os circuitos um a um, até encontrar o defeituoso. Se retiraram os painéis, o avião ficou "silencioso". Com certeza foi algo de muito grave o que sucedeu, o que ocuparia a tripulação com o controlo do avião e extinção do incêndio. Voar, navegar e comunicar é a mantra para uma situação destas.

Há dois tipos de incêndios. Um incêndio elétrico pode não ser muito rápido nem forte e pode ou não haver fumo incapacitante. Contudo, existe a possibilidade, dado o espaço temporal, de sobreaquecimento de um dos pneus do trem da frente à descolagem, que começou a arder lentamente. Avião pesado, noite quente, nível do mar, rolagem de descolagem longa. Sucedeu um acidente similar com um DC8 da Nigéria. Depois, um incêndio provocado por um pneu, produziria fumo horrivelmente incapacitante. Os pilotos têm acesso a máscaras de oxigénio, mas não com incêndio. Poderiam até ter um filtro de fumo, mas dura apenas alguns minutos, dependendo do nível de fumo.

O que provavelmente sucedeu foi que a tripulação foi vencida pelo fumo e o avião continuou em piloto automático na última rota definida, até ter ficado sem combustível, ou o incêndio consumiu o aparelho e se despenhou. A ser possível encontrar os seus destroços será ao longo dessa última rota. Em qualquer outro local será perda de tempo.

Teorias de sequestro não têm consistência, até prova em contrário. Seria necessário uma grande logística para desligar intencionalmente os sistemas de comunicação automáticos, o que é muito mais facilmente explicável por um sério problema elétrico, eventualmente causado por incêndio. 
Para mais, ações terroristas são normalmente reclamadas pelos seus autores/autores morais, o que não sucedeu no caso.

Quanto às alegadas flutuações na altitude do aparelho, dado que não havia informação de transponder e a informação existente é apenas de radares primários a mais de 200 milhas de distância, podem estar afetados de erro devido às condições atmosféricas, pelo que não são totalmente confiáveis. Ainda assim, podemos aceitar que o piloto tenha subido a 45.000 pés, num esforço para apagar o fogo, buscando o menor oxigénio possível. É um cenário aceitável. Contudo, manter o avião a 45.000 pés não seria fácil, uma vez que a aeronave estaria muito próximo do seu limite de sustentação. A entrada em perda é perfeitamente possível e as rápidas taxas de descida registadas podem ser explicadas por uma situação destas, com recuperação a 25.000 pés. O piloto pode também ter tentado mergulhar para extinguir as chamas. Já subir a 45.000 pés num cenário de sequestro não faz qualquer sentido.

Estimando que o avião queimou cerca de 20 a 25% do combustível na descolagem e subida até altitude e velocidade de cruzeiro, será de admitir que tivesse combustível para seis ou mais horas de voo, o que explicaria os pings de dados inmarsat recebidos durante várias horas.

O voo contínuo agora conhecido, até ao tempo admissível de esgotar o combustível, só confirma que a tripulação estaria incapacitada e o voo continuou até às profundezas do Oceano Índico.


Texto: Chris Goodfellow, piloto canadiano com 20 anos de experiência Classe 1
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

sexta-feira, 14 de março de 2014

BUSCAS DO VOO MH370 ALARGADAS AO ÍNDICO

Imagem: Daily Mail

A busca pelo avião da Malaysia Airlines estendeu-se ao Oceano Índico nesta sexta-feira (14/3/2014), após a distribuição de novos dados, citados pela Casa Branca, que sugerem que o aparelho voou durante várias horas após desaparecer dos ecrãs de radar, há seis dias.
 
"Entendi que com base na nova informação, não necessariamente conclusiva, uma busca adicional pode envolver o Oceano Índico", informou Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, na quinta-feira (13/3/2014).
A Marinha americana deslocou um de seus navios que participam na busca ao avião, do Golfo da Tailândia para o Oceano Índico, revelou um oficial à AFP.
 
USS Kidd
"O 'USS Kidd' está a passar pelo Estreito de Malaca em direção ao Oceano Índico", disse um oficial da Marinha, que pediu para não ser identificado. Um avião de vigilância P-8 Poseidon também foi enviado para participar nas buscas, juntando-se a um P-3C Orion, acrescentou um funcionário americano.

Quase uma semana depois do desaparecimento, persiste o mistério absoluto sobre o destino do voo MH370, que viajava entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo, de várias nacionalidades, a maioria (153) cidadãos chineses.
A procura centrou-se no primeiro momento no Mar da China meridional, a leste da Malásia, na rota que o voo deveria ter realizado, entre Kuala Lumpur e Pequim. Mas as autoridades suspeitam que o avião pode ter dado meia-volta. A última posição conhecida do avião fica a meio caminho entre as costas da Malásia e Vietname, 60 minutos depois de descolar de Kuala Lumpur. De acordo com o Wall Street Journal e o canal de televisão ABC, os investigadores americanos acreditam que o avião continuou a voar depois disso por mais quatro horas.
 
Alcance possível do B777 com o combustível que partiu de Kuala Lumpur      Imagem: Daily Mail

A suspeita é baseada num sinal automático transmitido via satélite pelo avião, durante quatro horas após o desaparecimento. Os sistemas ligaram-se a um ou a vários satélites, segundo as fontes.
Se efetivamente prosseguiu o voo durante o período, o avião pode ter percorrido 3500 kms adicionais, alcançando o Oceano Índico, o Paquistão ou até mesmo o mar da Arábia.
O governo malaio está a examinar as informações, segundo indicou à AFP uma fonte ligada às operações de busca, sem revelar mais detalhes. Até o momento não foi anunciado se o país vai enviar equipas de busca ao Índico.

Fonte: Globo
Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 10 de março de 2014

TELEMÓVEIS DE PASSAGEIROS DO VOO MH370 CONTINUAM A TOCAR

Foto: Konstantin von Wedelstaedt

O mistério envolvendo o voo da Malaysia Airlines desaparecido desde sexta-feira aprofundou-se com o facto da comunicação social chinesa noticiar que diversos telemóveis de passageiros estão ligados. Os telefones tocam, mas ninguém responde, o que indicaria que os telefones estariam ligados.

As equipas de busca ainda não encontraram vestígios da aeronave, que saiu de Kuala Lumpur logo após a meia-noite de sábado, com previsão de chegada a Pequim às 6h30min de sábado, no horário local. As autoridades suspeitam que a aeronave se tenha desintegrado em pleno voo. Hipóteses de terrorismo também cresceram desde a revelação, no sábado, de que dois passageiros embarcaram com passaportes roubados.

Segundo informações do site China.org.cn, pelo menos 19 familiares de passageiros assinaram uma declaração afirmando que desaparecidos no voo MH370 estão com os telemóveis ligados, mas ninguém atende. Eles pediram que a Malaysia Airlines revele qualquer informação que poderia estar escondendo e que explique a estranha conexão dos telefones móveis. Os familiares reclamam que a companhia aérea não lhes está  a responders adequadamente.

A irmã de um passageiro chinês dos 239 que estavam a bordo fez a ligação ao vivo na TV, segundo o site britânico Mirror: "Esta manhã, por volta das 11h40min, liguei duas vezes para o meu irmão, e o telefone tocou. Se fosse possível completar a ligação, a polícia poderia achar a localização, e ele poderia estar vivo"  afirmou Bian Liangwei, irmã de um dos passageiros desaparecidos, que passou o número do telefone à companhia aérea.

Uma situação semelhante foi vivida por um homem de Pequim, que ligou ao irmão desaparecido no avião e avisou à Malaysia Airlines que o telefone tocou três vezes antes da ligação ser terminada, de acordo com o Shanghai Daily.

As famílias de desaparecidos no voo avisaram o diretor comercial da Malaysia Airlines, Hugh Dunleavy, que os telemóveis dos passageiros chamavam, mas que eles não atendiam. Dunleavy teria dito que o mesmo ocorria com os telemóveis dos tripulantes, e que os números haviam sido transmitidos aos investigadores chineses. Os familiares dos passageiros pediram às autoridades que procurem a localização dos telefones pelo sistema de Global Positioning System (GPS). 

Fonte: Zero Hora
Adaptação: Pássaro de Ferro



domingo, 9 de março de 2014

BOEING FORNECE CONSULTORIA NA INVESTIGAÇÃO DO VOO MH370

Boeing 777        Foto: Boeing

A Boeing emitiu um comunicado no qual expressa a sua "profunda preocupação às famílias dos passageiros" do voo 370 da Malaysia Airlines, desaparecido desde dia 7 de março, entre Kuala Lumpur e Pequim.

O fabricante do 777 reuniu uma equipa de consultores que juntamente com o US Transportation Safety Board fornecerá assistência técnica na investigação das causas do desaparecimento da aeronave que, recorde-se transportava 239 pessoas a bordo.

Entretanto, a hipótese de atentado terrorista não está colocada de parte, já que foram detetados embarques de dois passageiros com passaportes falsos, bem como outros dois passageiros suspeitos de estar relacionados com atividades terroristas.





sexta-feira, 22 de março de 2013

AIRBUS ENTREGA O CENTÉSIMO A380 (M199 - 25AL/2013)



A Malaysia Airlines (MAS) e Airbus, juntas, assinalaram  há dias em Toulouse - França, a entrega do centésimo A380. Este A380 nº 100 é o sexto da Malaysia Airlines.
"Estamos muito satisfeitos que a entrega número 100 do A380 seja para Malaysia Airlines. Esta entrega simbólica abre-nos excelentes perspetivas para o futuro da aviação e em particular para a Airbus", disse Fabrice Brégier, Presidente e CEO da Airbus. "Vemos um movimento crescente de companhias aéreas dinâmicas e competitivas, como é o caso da MAS, na aquisição de aeronaves maiores, com muitos e novos mercados e rotas, e em particular numa região em rápido desenvolvimento como é a da Ásia-Pacífico, sendo por isso uma zona ideal para o A380." 


Já no seu sexto ano de serviço comercial, o A380 é operado presentemente por nove companhias aéreas de classe mundial. Até à data, a frota mundial já transportou cerca de 36 milhões de passageiros em 100.000 voos. A geração anterior aviões de grande porte VLA - Very Large Aircraft (400 lugares e mais) teria exigido 140 mil voos. Esta redução de voos traz alívio essencial para os aeroportos e menos sobrecarga para o meio ambiente. A poupança corresponde a cerca de 5,7 milhões de toneladas de CO2. Tal facto, segundo a Airbus, demonstra que o A380 gera mais receita, minimizando as emissões de gases poluentes e de ruído. 
A frota de A380 realiza mais de 140 voos por dia e transporta mais de um milhão e meio de pessoas em cada mês. Os passageiros podem subir a bordo de um dos aviões A380, que descolam ou aterram a cada seis minutos, num dos 32 aeroportos internacionais onde operam . Ao mesmo tempo, meia centena de aeroportos estão já a preparar-se para poder receber e operar o A380 e responder desta forma a cada vez mais companhias aéreas e à necessidade de mais destinos para o A380.Nos próximos 20 anos, mais de 1.700 VLA, como o A380 já terão sido entregues. A Ásia-Pacifico lidera a procura (com 45 por cento) para estas aeronaves de alta capacidade, seguida do Médio Oriente (com 23 por cento) e a Europa (com 19 por cento).


O A380, normalmente, acomoda 525 passageiros em três classes, é capaz de voar 8.500 milhas náuticas ou
15.700 km sem parar, levando mais pessoas a um menor custo  e por isso com menos impacto sobre o
meio ambiente. A cabine espaçosa, calma e um bons corredores fizeram do A380 o favorito para grandes 
viagens, resultando em maiores taxas de ocupação, para onde quer que ele voe. 
O sucesso do A380 reflete-se nos 20 clientes que nele apostaram em 2006 para os 262 que já o operam ou pretendem operar em 2013.

Fonte: Texto e fotos - Airbus
Adaptação: Pássaro de Ferro/Porta de Embarque 04

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