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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

OLD TAP DAYS EM POSTAIS ILUSTRADOS

A340

Antes da Internet se ter disseminado por completo, para aceder a fotografias de aviões, fossem eles civis ou militares, era preciso fazer coleção de, por exemplo, postais.
As próprias companhias aéreas e Forças Aéreas os faziam para, vendendo-os ou não, chegarem as imagens das suas aeronaves de mão em mão, a quem sentisse o gosto pela aviação.

A310

 Tristar

 A319

A320

Portanto, ter por exemplo uma coleção como esta que aqui se partilha, há uns 30 anos atrás,  era coisa digna de alguém com muita sorte. Esta chegou-me às mãos, oferecida, há algumas semanas atrás e fez-me voltar no tempo uma apreciável quantidade de anos.

Boeing 727

 Boeing 737-300

Boeing 737-300 com pintura especial. 

Tudo isto para que as atuais gerações com acesso constante a milhares ou milhões de fotos de aviões, a qualquer hora, em todo o lado, entendam o que se "sofria" com a escassez de imagens dos "nossos" queridos aviões. Eram poucas, em jornais ou revistas da especialidade ou não e com elas, assim tão poucas, já éramos uns apaixonados felizes.

Coleção de: António Luís
[Imagens/postais digitalizados]

sexta-feira, 13 de março de 2015

70 ANOS DA TAP


A TAP Portugal cruza hoje os 70 anos.
É uma marca portuguesa. Com certeza.
É uma bandeira que voa pelo mundo e que leva a Portugalidade, o orgulho português, o vermelho da paixão e o verde da esperança, espelhando-o pelo céu e pela Terra, que voa pelo mundo, onde quer que haja um português.
É um orgulho. É uma certeza. É uma guitarra. É um fado.
Das muitas viagens de avião que já fiz, apenas por uma vez não o fiz nas asas da TAP.
Faço-o alheio às polémicas políticas que a vendem, que a não vendem, que a privatizam, que a não privatizam, faço-o porque gosto muito da TAP, faço-o porque a TAP se revela intemporal, antiga, presente, moderna.
É o meu país que ali está, com asas, subindo e descendo, enfrentando os elementos, que me inspira confiança, que me oferece simpatia, que me faz voar pelo céu, nos mais belos aviões com as mais belas cores, fazendo do longe perto, unindo o que a geografia separa. 
De braços abertos! 
Obrigado TAP!
Parabéns!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A PRIVATIZAÇÃO E AS GREVES NA TAP



Transcrevemos a edição de hoje de "Macroscópio", do jornal online "O Observador", num trabalho do jornalista José Manuel Fernandes.
É uma matéria que se reveste de importância estratégica e quase vital, para uma das empresas mais importantes deste país.
As opiniões coligidas talvez ajudem a lançar alguma luz sobre este delicado assunto.
_____
Macroscópio 

«Paulo Ferreira tinha hoje um título sugestivo no seu artigo no Diário Económico: TAP, a mais longa privatização da História. Assim parece ser de facto. O primeiro anúncio de uma privatização data de 1991, há 23 anos, ainda era Cavaco Silva primeiro-ministro. O processo esteve bastante adiantado com António Guterres e João Cravinho, quando a TAP quase foi engolida pela Swissair, e nunca deixou de ser falado até que a privatização foi incluída no memorando de entendimento com a troika, tentada em 2012 sem que o Governo tivesse achado que o parceiro merecia confiança, e está de novo em cima da mesa. Com ela chega uma greve inapelável.

Antes de vos referir os argumentos que têm estado em cima da mesa, gostava de regressar ao texto de Paulo Ferreira pois nele conta-se uma história reveladora sobre a forma como em tempos funcionava a transportadora aérea nacional. Tudo aconteceu quando aquele jornalista e Sérgio Figueiredo propuseram à TAP que distribuísse a todos os passageiros de classe executiva um exemplar do jornal que então dirigiam, o Jornal de Negócios, e que eles próprios estavam a oferecer sem encargos para a companhia. Foi a seguinte a resposta do administrador desse tempo:
Ferreira Lima ouviu, gostou da ideia mas, lamentou, não podia aceitar. Explicou porquê. Colocar um jornal em cada um dos assentos da classe executiva - serão 15 ou 20 por avião? - antes da entrada dos passageiros seria uma rotina nova para o pessoal de cabine, não prevista na lista de tarefas que constava dos acordos da empresa. Para que os trabalhadores passassem a desempenhá-la a administração teria de abrir negociações laborais e atrás desse outros temas seriam colocados em cima da mesa pelos sindicatos, como contrapartida. Era abrir uma caixa de Pandora numa empresa que vivia em permanente convulsão laboral. Uma insignificância que não ocuparia mais de um minuto a um elemento da tripulação era, por isso, impraticável.
Esses tempos passaram, mas o poder dos sindicatos dentro da TAP está de novo em cima da mesa no actual braço-de-ferro. Não são poucos os que entendem que esse poder é excessivo e o seu foco deslocado. Vejamos alguns exemplos:

  • Vital Moreira, no Diário Económico: “Sob o ponto de vista do controlo empresarial, a TAP constitui desde há muito uma espécie de condomínio entre o Estado e os sindicatos da empresa, que exercem um eficaz poder de veto na gestão da empresa.
  • André Veríssimo, no Jornal de Negócios: “O sector dos transportes é particularmente propenso à realização de greves porque está investido de um poder que outros não têm, que advém do facto de prestar um serviço público indispensável e difícil de substituir. O que os sindicatos ainda não perceberam, ou fingem não perceber, é que a paciência dos portugueses se está a esgotar.”
  • Luís Rosa, no Jornal i: “Por mais incrível que pareça é isso que os 12 sindicatos da TAP estão a fazer. Noutras palavras: Puro suicídio laboral. Isto é, preferem ficar sem emprego a ter accionistas privados que injectem o dinheiro necessário (cerca de 500 milhões de euros) para a companhia aérea se transformar numa empresa segura para os seus trabalhadores. É o estado do sindicalismo actual.
  • Martim Avillez Figueiredo, no Expresso: “Talvez já muitos tenham esquecido que viajar de avião, há pouco mais de vinte anos, era um luxo, o que não impediu as chamadas companhias de bandeira de manterem os preços altos, mesmo apesar de levantarem voo com grande parte das cadeiras vazias. Na época, as tripulações ganhavam os mesmos salários e o modelo de negócio insistia na ideia de que os consumidores valorizavam mais a existência de pessoal de cabina a distribuir comida e bebidas do que uma redução generalizada no preço das tarifas. Nenhum sindicato, nessa altura, se insurgiu contra esse absurdo: voar sem passageiros?”


Eu próprio, em “António Costa, a TAP e as caravelas do século XXI”, defendi a ideia de que, desta vez, “os sindicatos da TAP estão a fazer um favor a todos quantos defendem a privatização da empresa. Greve atrás de greve, levam os cidadãos a sentirem-se exasperados. Como utentes e, também, como accionistas – mais exactamente como contribuintes accionistas, pois a TAP ainda é uma empresa pública.” Mas o ponto central desse meu texto é a defesa da privatização – uma privatização que terá sempre de ser muito cuidadosa. Eis um dos argumentos:
Acresce a todos estes argumentos que a TAP necessita de investimentos, e que é complicado, moroso, porventura impossível encontrar formas de esse investimento ser feito pelo Estado devido às regras europeias da concorrência – isto para além de que o Estado necessita é de dinheiro, não de mais dívida. É também por isso que a TAP tem mais hipóteses de sobreviver sendo privatizada. Em contrapartida, estará quase de certeza condenada a ser uma nova Allitalia ou uma nova Swissair se se mantiver pública – é uma questão de tempo e de mais algumas greves.
A ideia de que privatização não será o fim do mundo também sustenta a argumentação de Henrique Monteiro, no Expresso, em “Tap: uma greve a favor de quem?”:
Eu quero uma companhia que voe para determinados locais diretamente, sem ter de ir a outro aeroporto e que sirva os portugueses e a sua comunidade. Pode ser com esta ou outra bandeira, basta ver que os nórdicos Dinamarca, Suécia e Noruega têm a SAS e dão-se bem com isso. Ao contrário, por cá, quando chegou Fernando Pinto, só pelo facto de ser brasileiro foi contestado. Quando se falou numa fusão com a Ibéria (que faria sentido) invocámos Aljubarrota. E agora que se fala de privatização para-se quatro dias! 
Num terreno bem distinto se colocaram as vozes contra a privatização, ou em apoio da greve. Vejamos algumas delas:

  • Mário Soares, no Diário de Notícias (sem link): "Os funcionários da TAP - e muito bem - declararam fazer uma greve. Esta é uma greve patriótica e por isso admiro a coragem dos que a fazem, conscientes do que podem sofrer os portugueses que vivem no estrangeiro e que querem ao menos passar o Natal com as famílias em Portugal.”
  • Daniel Oliveira, no Expresso: “O problema é a impossibilidade (…) do Estado injetar dinheiro na TAP? Lute-se, na Europa, contra uma regra que não tem qualquer sentido que não seja a de estipular, como convicção ideológica, que os Estados não têm o direito soberano de ter empresas suas e de garantir a sua saúde financeira. Que a concorrência é um valor absoluto, acima do interesse público.”
  • Pedro Sousa Carvalho, no Público: “Os portugueses têm uma relação afectiva, emocional e até de orgulho na TAP, quer durante a ditadura, quer na democracia. Quer no tempo dos Super-Constellation, quer agora com os A340. E têm uma imagem de empresa competente e das mais seguras do mundo. Talvez este seja o maior capital da empresa. Longe de ser perfeita, e ainda com alguns tiques de monopolista, a TAP é um património do país que não deve ser entregue ao primeiro Frank Lorenzo que nos passar um cheque.”
  • Miguel Sousa Tavares disse na SIC que era a favor da greve e de "qualquer medida que se possa tomar contra a privatização da TAP". Isto porque "não vi até hoje uma única razão sólida para a privatização da TAP - nem neste governo, nem nos anteriores. O que tenho visto é uma estratégia que parece conduzir à liquidação da TAP."


Com uma greve de quatro dias marcada para um dos períodos mais sensíveis do ano, este tema continuará a suscitar muita controvérsia. Talvez voltemos a ele.»



Fonte: O Observador/José Manuel Fernandes

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

GOVERNO AVANÇA PARA PRIVATIZAÇÃO DE 66% DA TAP

«O Conselho de Ministros decidiu hoje relançar o processo de privatização da TAP, a segunda tentativa para passar a operadora aérea para os privados. Fica à venda 66% do capital da empresa.


O Conselho de Ministros decidiu esta quinta-feira lançar o processo de privatização da TAP, depois de várias semanas de negociações do modelo a seguir, feita ao mais alto nível da coligação e do Governo.
Depois de o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, ter preparado uma proposta de venda de 100% do capital da empresa, o CDS deu sinal de preferir um modelo mais resguardado, possivelmente de uma venda de apenas 49% da empresa. Foram ponderadas depois várias hipóteses, entre Passos Coelho, Paulo Portas, Maria Luís Albuquerque e António Pires de Lima. A versão final ficou numa privatização de uma parcela até 66% da TAP SGPS, 61% através de uma venda direta a um ou mais investidores e 5% reservados para os trabalhadores do grupo TAP, disse Sério Monteiro.
Haverá uma “opção de venda do restante capital”, 34% da empresa, que o operador que vença pode exercer nos dois anos subsequentes, se forem cumpridas as condições do caderno de encargos”, explicou ainda o governante. E também obrigações de serviço público, determinadas no caderno de encargos que será divulgado pelo Governo, incluindo de servir a competitividade do país e as zonas do mundo com mais portugueses, assim como a garantia de uma capitalização “para crescer”.
Esta é a segunda tentativa deste Governo de avançar com a passagem da TAP para mãos privadas. A primeira acabou por cair, depois do único candidato ter falhado na apresentação de garantias antes da data determinada pelo Governo. Nessa altura, Maria Luís Albuquerque e Sérgio Monteiro garantiram que a privatização voltaria à mesa do Governo – “idealmente em 2013″.
O processo, porém, atrasou-se. E foi só recentemente retomado, com o ministro da Economia a garantir que ou avançava este ano, ou ficaria para o próximo Governo. Nos últimos meses apareceram já vários interessados na companhia aérea portuguesa. A Air Europa, companhia aérea espanhola, os empresários Pais do Amaral e Frank Lorenzo (numa operação conjunta), também o empresário brasileiro David Neeleman, através da Azul, e Gérman Efromovich, que detém a Avianca.
Por legislação comunitária, o Estado português está impedido de injetar dinheiro na companhia, o que tem limitado as operações de investimento da companhia.
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou esta quinta-feira no final da reunião de Conselho de Ministros que o objetivo do Governo “não é nem pouco mais ou menos o encaixe financeiro”, que, a haver, será “pequeno”. Disse ainda ser “prematuro especular sobre timings” e que espera que a situação agora seja “diferente” da de 2012 e que decorra “num ambiente competitivo”. Nessa altura, em que o Estado estava a vender 100% da empresa, o único interessado foi German Efromovich.
O Governo não revelou ainda a composição da comissão de acompanhamento deste processo de privatização, considerando que isso será feito mais perto do lançamento da operação.»

Fonte/Notícia: O Observador/David Dinis

terça-feira, 11 de novembro de 2014

TAP EM CODE SHARE COM A BRASILEIRA GOL


«A TAP Portugal, a companhia aérea portuguesa que lidera a operação entre a Europa e o Brasil, e a companhia brasileira GOL Linhas Aéreas Inteligentes, a maior companhia aérea de baixo custo e melhor tarifa da América Latina, dão início à sua parceria comercial com a operação de voos em code-share, que se traduzirá na oferta de serviços mais convenientes aos Clientes das duas companhias.
Nesta fase, a TAP passa a  oferecer múltiplas opções de voos para diversas cidades brasileiras, ao colocar o seu código em voos da rede doméstica da GOL, que compreendem ligações entre destinos já servidos pela TAP no Brasil, como sejam, por exemplo, voos entre Brasília e S. Paulo, entre o Rio e S. Paulo ou o Rio e Salvador, entre outros. Além destes, a TAP passa, a partir de agora, a oferecer também aos seus Clientes um conjunto significativo de novos destinos, tais como, Teresina, Aracaju, Curitiba, Florianópolis, Iguaçu, João Pessoa, São Luiz, Goiânia, Maceió, Porto Seguro, Vitória e Campina Grande, estando previsto que, no futuro, esta cooperação se alargue a 29 destinos no interior do Brasil, na totalidade.
Atualmente, a TAP disponibiliza voos diretos de Portugal, com 81 frequências semanais, para 12 destinos no Brasil: Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Manaus e Belém. Com a implementação deste acordo de code-share, a rede da companhia no Brasil passa  a dispor de um acesso alargado a uma diversidade de destinos no Brasil comercializados com o seu próprio código.   A rede da GOL integra um total de 69 destinos, dos quais 15 internacionais, na América do Sul, nas Caraíbas e Estados Unidos.
Paralelamente, ambas as empresas continuam a trabalhar com vista a possibilitar a interligação dos respetivos Programas de Fidelização, o Victoria da TAP e o Smiles da GOL,  num futuro próximo, o que criará múltiplas opções de acumulação e utilização de milhas nas redes de serviços das duas companhias aéreas.

Boeing 737 da GOL. Autor não identificado.

A TAP acredita que a implementação deste acordo de code-share com a GOL virá permitir-lhe corresponder cada vez melhor às expectativas dos seus Clientes no mercado brasileiro, cuja importância, no âmbito da sua Rede, tem crescido consistentemente ao longo dos anos.»

Fonte: DNMadeira

domingo, 2 de novembro de 2014

VINTE E DOIS ANOS DE AIRBUS A330


 A330-200 da TAP.

O Airbus A330 esté completar 22 anos desde o primeiro voo efetuado e 20 de serviço comercial.
Esta aeronave "widebody" veio a tornar-se num dos maiores sucessos do construtor europeu, ombreando com os congéneres da Boeing, o 767 e 777.
Em Portugal é operado (14 unidades) pela TAP e é, por isso, a espinha dorsal do médio/longo curso da transportadora aérea de bandeira nacional.
Pelo mundo fora, conta com mais de mil unidades em operação.
Em jeito de "homenagem" deixamos aqui algumas pinturas bem bonitas, efetuadas nestas aeronaves, pertencentes a diversas companhias espalhadas pelo mundo.



 Foto: Airbus

Foto: Dennis HGK





Foto: Keith Anderson

Foto: Keith Anderson


terça-feira, 30 de setembro de 2014

FAMÍLIA A350 SOBE AOS CÉUS E CERTIFICAÇÃO DO A350-900

As cinco aeronaves Airbus A350 efetuaram recentemente uma "subida aos céus, em conjunto, proporcionando belas imagens e, em simultâneo, promovendo a imagem do construtor europeu, lançando charme sobre os potenciais clientes em todo o mundo.


Entretanto, o novo Airbus A350-900, recebeu hoje, dia 30 de setembro, a sua "certificação tipo" da Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA).
Para além das características já conhecidas e divulgadas pela Airbus relativamente a este segmento A350, este modelo 900, o mais recente, está está equipado com um par de motores Rolls-Royce Trent XWB.
A esta certificação virá juntar-se brevemente a que será emitida pela Administração Federal da Aviação Americana (FAA).


O A350 conta já com cerca de 750 encomendas, distribuidas por quatro dezenas de clientes, um pouco por todo o mundo, incluindo a portuguesa TAP.

Fonte e fotos: Airbus
Adaptação: Pássaro de Ferro

sábado, 26 de julho de 2014

DIREÇÃO DO INAC À ESPERA DO GOVERNO



O regulador da aviação está há quase cinco meses com uma administração fragilizada, depois do vice-presidente se ter demitido em Março por incompatibilidades com a lei-quadro das entidades supervisoras. A saída não chegou a ter deferimento do Ministério da Economia, mas acabou por se materializar em Abril, por motivos de baixa médica.

Esta semana, foi publicado um despacho em Diário da República que delega as funções de Paulo Figueiredo Soares no presidente e no vogal da administração. O Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC) é um dos seis reguladores que aguarda, há quase nove meses, que o Governo aprove a adaptação dos estatutos à nova legislação – um passo determinante para a futura gestão.

Paulo Figueiredo Soares teve de renunciar ao cargo no início do ano, porque acumulava a vice-presidência do INAC com um vínculo à TAP, onde trabalhou como piloto. Uma situação que a lei-quadro dos reguladores, que entrou em vigor em 2013, veio proibir, já que estabelece que os administradores destas entidades não podem ter “qualquer vínculo ou relação com empresas” que supervisionem. O diploma definia um prazo máximo de seis meses para que os visados pusessem termo às incompatibilidades, o que levou à renúncia do administrador.

No entanto, a demissão não chegou a ter deferimento por parte do Ministério da Economia, o que fez com que o vice-presidente se mantivesse em funções, mesmo em violação das normas legais. No entanto, a 21 de Abril, Paulo Figueiredo Soares deixou o cargo por motivos de saúde, estando, desde então, de baixa médica. A situação é descrita, embora sem pormenores, no despacho publicado segunda-feira em Diário da República, em que o presidente do INAC distribui os pelouros do seu vice-presidente pelos restantes dois elementos da administração.

“Sucede que o vice-presidente do conselho diretivo, comandante Paulo Alexandre Ramos de Figueiredo Soares, se encontra impossibilitado do exercício pleno de funções, desde 21 de Abril de 2014, e não sendo possível prever o seu regresso, o conselho directivo do INAC entende que importa proceder a uma reorganização interna das unidades que se encontravam a seu cargo, de modo a garantir o normal e regular funcionamento dos serviços e a gestão dos recursos humanos afectos àquelas áreas”, lê-se no documento assinado pelo responsável máximo do regulador da aviação, Luís Trindade dos Santos.

A administração do INAC termina o mandato em Novembro e, apesar de a lei-quadro impedir a recondução das equipas de gestão dos reguladores, uma versão dos novos estatutos do supervisor da aviação abre a porta à continuidade do actual conselho directivo, como o PÚBLICO noticiou em Março. Uma possibilidade que sempre foi defendida por Trindade dos Santos, mas que tem dividido o executivo.

A adaptação dos estatutos já deveria ter ocorrido em Novembro, mas continua sem ver a luz do dia em seis supervisores. Apenas os da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (o antigo IMT) foram publicados em Diário da República, e os da Autoridade da Concorrência aprovados em Conselho de Ministros. Só quando o Governo der este passo, que faz parte das exigências da troika para reforçar os poderes e a independência das entidades reguladoras, se saberá o futuro da administração do INAC, que passará a designar-se por Autoridade Nacional da Aviação Civil. 

Nota do Pássaro de Ferro: Tal como ontem noticiámos, a falta de certificação do INAC é a principal causa pelo atraso no início de operação dos novos aviões da TAP, que tantos transtornos tem causado a passageiros e prejuízos à transportadora aérea nacional. Até que ponto a instabilidade na direção do INAC tem tido influência nos atrasos do seu funcionamento, não é possível avaliar. O que se pode afirmar com toda a certeza, é que de bom nada traz.

Fonte: Público
Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 14 de julho de 2014

AVIÃO A330 ENVOLVIDO NO INCIDENTE DE SÁBADO JÁ ESTÁ OPERACIONAL

Airbus A330 CS-TOO já na placa do Aeroporto de Lisboa, pronto para voltar ao serviço operacional. 
Foto: Gonçalo Rodrigues, via Daniel Lourenço.

O Airbus A330 CS-TOO envolvido no incidente de sábado passado, já está operacional, depois de intervencionado pelos (TMA) técnicos de manutenção de aeronaves da TAP Portugal ME - Manutenção e Engenharia.
Em pouco pouco mais de 24 horas, a aeronave foi dada como apta para o serviço, tendo efetuado já ontem o voo Lisboa-Recife (Brasil) - Lisboa onde chegou esta manhã e já partiu para outro voo, rumo a Bogotá - Colômbia, num notável e bem sucedido esforço para resolver um problema, com vista à regularização das operações na companhia aérea de bandeira portuguesa.
Uma notícia positiva, que não podemos deixar de dar, depois de alguns dias pouco "simpáticos" para a TAP Portugal.

sábado, 12 de julho de 2014

PARA ONDE VAIS, TAP? (Atualizado 17:49h com comunicado da TAP)

 Screenshot do Flightradar24, reportando os problemas com o TP85.
 Crédito da imagem: Nuno Pires/Plane Spotters Portugal.


Hoje de manhã, registou-se mais um problema com um A330 da TAP (CS-TOO) que iniciava viagem de Lisboa para o Brasil/São Paulo.
Nas redes sociais refere-se um problema/falha num dos motores, o que obrigou a fuel dumping ao largo da costa para depois uma aterragem de emergência na pista 03 de Lisboa. Outras fontes "alegam" que houve uma "explosão" num dos motores da aeronave e que peças que se soltaram como resultado dessa "alegada" explosão terão danificado alguns veículos em Camarate. Sendo factos relativamente comuns em operações aéreas, produzem sempre um efeito negativo, sobretudo pela forma como por vezes são abordados.
Ainda assim, é um dado adquirido que estes "percalços" estão a avolumar-se, lançando preocupantes interrogações sobre a forma como a TAP está a gerir a sua boa imagem, construida ao longo de vários anos e que a (ainda) colocam em bom plano ante as suas congéneres.
Parece que nas últimas semanas, a imagem da companhia está a ser destruida, paulatinamente, uma vez que se sucedem atrasos, emergências de vária ordem e outros "imponderáveis", justificados quase sempre com o efeito que os atrasos na entrega dos (seis) novos aviões causam na restante frota que, pelo que se deduz, está a ser submetida a esforço suplementar. E, inclusivamente, já houve que recorrer a "aluguer" de aviões para acudir aos compromissos assumidos.
É sempre de esperar que os gestores da companhia saibam o que estão a fazer, mesmo quando tudo indica que se planearam voos muito para além da capacidade das asas da companhia, mas uma coisa é certa, a imagem da TAP está a degradar-se de forma que pode ser irreversível e tremendamente nociva para o seu futuro. E à esquina, espreita a "privatização"...

Nota: Este texto contém partes opinativas que apenas vinculam o seu autor.

Adenda (17:49h):
«ESCLARECIMENTO SOBRE OCORRÊNCIA COM AVIÃO TAPQUE VOAVA PARA SÃO PAULO ESTA MANHÃ

A TAP informa que o voo TP 085, que operava esta manhã de Lisboa para São Paulo, tendo saído de Lisboa pelas 10h10, teve de regressar ao aeroporto de Lisboa pouco tempo após a descolagem, em virtude de ter ocorrido uma falha numa turbina de um dos reatores do avião. A aterragem em Lisboa decorreu com toda a segurança.
Neste momento, está previsto que os 268 passageiros sigam viagem rumo a São Paulo noutro avião da companhia, com partida cerca das 17h15.
O reator em causa faz parte de um conjunto cuja manutenção está a cargo do fabricante, a General Electric, não tendo até ao momento da descolagem de hoje sido detetado qualquer sinal que justificasse uma intervenção para além das inspeções de rotina.
Estão já a decorrer investigações por parte do fabricante, acompanhadas pela Manutenção & Engenharia da TAP, com o objetivo de determinar as causas da ocorrência.
A avaria referida provocou um ruído fora do normal, embora não tenha havido qualquer explosão, e a segurança da operação não tenha sido colocada em risco.
Quanto ao problema ocorrido com a turbina, e embora a falha do motor tenha sido contida, não provocando quaisquer danos no avião, verificou-se a projeção de alguns detritos pela tubeira de escape. Quaisquer danos daí resultantes serão assumidos pela TAP.»


domingo, 6 de julho de 2014

AS "OUTRAS" CORES DA TAP


Por estes dias, para dar sequência a compromissos que a TAP firmou com a (prevista) entrada ao serviço de mais 6 aviões para a sua frota (2 A330 e 4 A320/319) e tendo em conta (sobretudo) os atrasos na prontidão dos 2 A330 (CS-TOQ e CS-TOR), a transportadora aérea de bandeira portuguesa viu-se "obrigada" a alugar aviões para dar sequência a todos esses compromissos assumidos.
Deste modo, este Airbus A330 da Ucraniana "Windrose" tem efetuado alguns voos que normalmente são operados também com o A330, mas com as cores nacionais, sobretudo para o destino Fortaleza, no Brasil.
Apesar de alguma polémica e de alguns sobressaltos no cumprimento dos horários - a que não serão alheios motivos que se prendem com o crescimento da procura no verão e o Mundial de Futebol em terras de Vera Cruz - não deixa de ser inusitado ver estes aviões, temporariamente, a voarem sob batuta lusitana.

Agradecimento ao Vitor Costa pela cedência da foto.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

JARDIM CRITICA A TAP. TAP NÃO COMENTA JARDIM


«A TAP não comenta comentários do presidente do Governo Regional que, esta tarde, culpou a companhia aérea portuguesa por "não poder comparecer ao Conselho de Estado, visto a sua deslocação a Lisboa e compromissos no dia seguinte, no Funchal, não se compadecerem com o caos no cumprimento de horários".
Contudo, o departamento de comunicação da TAP admite ao DIÁRIO ter havido um atraso - pelo qual pede desculpa - na rotação do avião que fez a ligação entre a Madeira e Lisboa e que devia partir da Região às 14h10, o que viria a acontecer duas mais tarde, com o voo a chegar a Lisboa às 17h40.
Quanto aos restantes voos com destino a Lisboa, realizados esta quinta-feira pela TAP e que chegariam a tempo do Conselho de Estado, que só começou às 17h50, apuramos que não houve qualquer atraso.
Jardim devia regressar ao Funchal amanhã, com chegada antes da hora da inauguração da Expomadeira, marcada para as 18h. Tinha seis opções  ao dispor, cinco das quais na TAP, para chegar a tempo e horas ao evento. Preferiu não arriscar, já que fala dos problemas que advêm da "situação gerada pelo compromisso de voos" programados pela transportadora nacional, sem no entanto ter as tripulações e aparelhos assegurados.»

Fonte: DNMadeira


domingo, 29 de junho de 2014

TAP CANCELA VOO PARA O BRASIL

 Por norma, as ligações a Belo Horizonte são asseguradas pelo A330.

«O voo da TAP, com destino a Belo Horizonte, foi cancelado por razões operacionais. A operadora aérea tem programado novo voo para esta segunda-feira e vai providenciar alojamento aos passageiro.
Cerca de 250 passageiros da TAP vão ter de passar a noite em Lisboa e só segunda-feira, pela manhã, vão poder voar com destino a Belo Horizonte, no Brasil. O voo em que deviam seguir estava marcado para as 08h30 deste domingo mas foi cancelado por razões operacionais.
A informação foi confirmada à TSF pelo gabinete de comunicação da empresa que garante, no entanto, que os passageiros da companhia aérea portuguesa não vão ter de passar a noite no aeroporto, já que a TAP assegura que todos os passageiros vão poder pernoitar em hotéis.
Ainda não há hora certa para o embarque com destino ao Brasil, mas a TAP salienta que está a programar a operação para esta segunda-feira de manhã . Assim que o horário estiver definido, a informação vai ser disponibilizada imediatamente aos cerca de 250 passageiros.»

Fonte: TSF

quarta-feira, 25 de junho de 2014

COMPLICAM-SE AS COISAS NAS OPERAÇÕES AÉREAS DA TAP

 A320

«A TAP, que ontem informava no seu site que previa apenas cancelar quatro voos de e para Paris devido à greve dos controladores aéreos franceses, tem hoje uma expectativa mais pessimista porque, segundo explicou o seu porta-voz, foi surpreendida ontem à noite com alterações nas autorizações de sobrevoo do espaço aéreo controlado pelos franceses.
António Monteiro admitiu que dessa forma é de esperar mais perturbações, sejam cancelamentos ou atrasos.
Uma informação da ANA distribuída ao fim da noite de ontem já dava conta de um total de 63 cancelamentos de partidas e chegadas a Lisboa (35), Faro (16) e Porto (12), designadamente 28 das quais da Ryanair, 25 da TAP, quatro da easyJet, quatro da Vueling e duas da Aigle Azur.
Uma consulta ao site da ANA mostrava que a esta hora, além de vários atrasos de horas, estavam indicados como canceladas quatro partidas nas próximas horas: do FR7329 da Ryanair para Dublin às 12h15, do FR2077 da Ryanair para Marselha às 12h25, do EZY4434 da easyJet para Lyon às 13h50, e do TP706 da TAP para Praga às 14h45.
No Aeroporto do Porto estavam com a indicação de cancelados o FR7715 da Ryanair para Carcassone às 12h15, o FR7466 da Ryanair para Saint Etienne às 13h10, o VY1986 da Vueling para Paris Orly às 14h30, o FR1387 da Ryanair para Charleroi às 18h30, o FR3672 da Ryanair para Bremen às 18h35 e o FR7474 da Ryanair para Beauvais às 19h10.
Em Faro estava com a indicação de cancelado o FR9948 da Ryanair para Cork às 13h05.
Quanto a chegadas, estavam com a indicação de canceladas em Lisboa o FR7328 da Ryanair de Dublin às 11h50, o TP433 da TAP de Paris Orly às 14h40, o TP859 da TAP de Bolonha, às 15h10, o FR2078 da Ryanair de Marselha às 16h50, o TP707 da TAP de Praga às 22h20 e o EZY4435 da easyJet de Lyon às 22h45.
No Porto estavam com indicação de canceladas as chegadas dos voos TP451 da TAP de Paris Orly às 11h35, o VY1985 da Vueling de Paris Orly às 13h50, o TP603 da TAP de Bruxelas às 16h00, o FR7716 da Ryanair de Carcassone às 16h30, o FR7467 da Ryanair de Saint Etienne às 17h45, o FR3671 da Ryanair de Bremen às 18h10, o FR1386 da Ryanair de Bruxelas às 23h40 e o FR7475 da Ryanair de Beauvais às 00h00.
As chegadas canceladas em Faro eram dos voos FR9947 da Ryanair de Cork às 12h40, do FR6312 da Ryanair de Charleroi às 15h55.
A imprensa francesa indica que tal como ontem a autoridade aeronáutica francesa instruiu as companhias aéreas para reduzirem em 20% os seus voos nos aeroportos de Lyon, Marselha, Toulouse, Bordéus e região de Paris de e para o Sul de França, Espanha, Portugal, Marrocos, Tunísia e Argélia.
O impacto dessa greve dos controladores aéreos franceses é ampliada no Aeroporto de Lisboa pela paralisação à tarde dos trabalhadores de handling, que o porta-voz da TAP admitiu, em declarações à agência Lusa, poder “piorar a situação”.»

Fonte: Presstur

domingo, 22 de junho de 2014

CONTINUAM OS PROBLEMAS COM VOOS DA TAP...


«Os passageiros dum voo da TAP que deveria ter partido de Lisboa às 18 horas de sábado para a Terceira e foi cancelado, queixaram-se de falta de informação e de assistência por parte da companhia aérea portuguesa.
Em declarações à Lusa no sábado à noite, uma das passageiras, Rita Costa, indicou que os passageiros do voo para Angra do Heroísmo se encontravam no aeroporto de Lisboa, depois de lhes ter sido comunicado "primeiro, que o voo estava atrasado e, depois, que tinha sido cancelado e só haveria outro na segunda-feira".
Segundo a mesma fonte, os passageiros estiveram "durante muito tempo à espera" de que alguém os informasse sobre o que se passava e se lhes seriam fornecidos comida e alojamento.
"Finalmente, encaminharam-nos para um hotel, dizendo que lá nos seria servido o jantar, mas quando chegámos, e ao fim de um longo período de espera, não nos serviram jantar e informaram-nos de que deveríamos voltar ao aeroporto, porque, afinal, o voo ia realizar-se", relatou.
"Mas, quando chegámos ao aeroporto, disseram-nos outra vez que não haveria voo, só na segunda-feira, e que vão tentar pressionar a tripulação a viajar amanhã (domingo), mas não garantem conseguir", acrescentou.
Falando à Lusa cerca da meia-noite, Rita Costa indicou que o maior problema dos passageiros é que "as pessoas não têm as bagagens, nem sabem quando terão" e "estão crianças a chorar porque não comem há horas e há idosos e pessoas doentes cujas medicações estão nas bagagens".
"A situação é de desespero", resumiu.
Entretanto, de acordo com a mesma passageira, um funcionário da companhia aérea já informou que esta "não vai reembolsar os passageiros" e distribuiu "uns 'vouchers' que nem sequer se sabe se garantem comida para toda a gente".
A Lusa tentou contactar a TAP para obter um comentário sobre esta situação, mas sem êxito.»

Fonte: JN

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