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terça-feira, 18 de março de 2014

UMA EXPLICAÇÃO SIMPLES PARA O MISTÉRIO DO VOO MH370

Boeing 777 da Malaysia Airlines      Foto: Aero Icarus

Tem havido muita especulação acerca do voo 370 da Malaysia Airlines. Terrorismo, sequestro, meteoros e por aí adiante. E a comunicação social em geral não tem prestado um bom serviço de informação, eventualmente mais preocupados em explorar a mina que sempre é uma situação misteriosa.

A história conhecida já a sabemos: um 777 carregado parte de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Noite quente e avião pesado. Após uma hora de voo, sobre o Golfo da Tailândia deixa de haver contacto com o avião, o que significa que o transponder e o radar secundário foram inativados. Dois dias mais tarde, sabe-se que radares militares detetaram o avião em direção a sudoeste, sobre a península malaia, em direção ao Estreito de Malaca.

E esta inversão na rota é a chave para uma explicação simples: o piloto dirigia-se para a pista de Palau Langkawi, a mais óbvia se uma emergência grave ocorresse perto do local da inversão de rota, uma vez que esta tem 13.000 pés de comprimento e a aproximação é feita sobre água e não com montanhas de 8000 pés de altitude, como sucederia se regressasse a Kuala Lumpur. Se considerarmos que algo de grave sucedeu a bordo, o piloto tomaria a decisão de se dirigir ao aeroporto mais seguro e mais próximo.

A inativação dos transponders e comunicações é perfeitamente explicável por um incêndio a bordo. E o mais provável seria um incêndio elétrico. Em caso de incêndio a primeira resposta é retirar os painéis eletricos principais e restaurar os circuitos um a um, até encontrar o defeituoso. Se retiraram os painéis, o avião ficou "silencioso". Com certeza foi algo de muito grave o que sucedeu, o que ocuparia a tripulação com o controlo do avião e extinção do incêndio. Voar, navegar e comunicar é a mantra para uma situação destas.

Há dois tipos de incêndios. Um incêndio elétrico pode não ser muito rápido nem forte e pode ou não haver fumo incapacitante. Contudo, existe a possibilidade, dado o espaço temporal, de sobreaquecimento de um dos pneus do trem da frente à descolagem, que começou a arder lentamente. Avião pesado, noite quente, nível do mar, rolagem de descolagem longa. Sucedeu um acidente similar com um DC8 da Nigéria. Depois, um incêndio provocado por um pneu, produziria fumo horrivelmente incapacitante. Os pilotos têm acesso a máscaras de oxigénio, mas não com incêndio. Poderiam até ter um filtro de fumo, mas dura apenas alguns minutos, dependendo do nível de fumo.

O que provavelmente sucedeu foi que a tripulação foi vencida pelo fumo e o avião continuou em piloto automático na última rota definida, até ter ficado sem combustível, ou o incêndio consumiu o aparelho e se despenhou. A ser possível encontrar os seus destroços será ao longo dessa última rota. Em qualquer outro local será perda de tempo.

Teorias de sequestro não têm consistência, até prova em contrário. Seria necessário uma grande logística para desligar intencionalmente os sistemas de comunicação automáticos, o que é muito mais facilmente explicável por um sério problema elétrico, eventualmente causado por incêndio. 
Para mais, ações terroristas são normalmente reclamadas pelos seus autores/autores morais, o que não sucedeu no caso.

Quanto às alegadas flutuações na altitude do aparelho, dado que não havia informação de transponder e a informação existente é apenas de radares primários a mais de 200 milhas de distância, podem estar afetados de erro devido às condições atmosféricas, pelo que não são totalmente confiáveis. Ainda assim, podemos aceitar que o piloto tenha subido a 45.000 pés, num esforço para apagar o fogo, buscando o menor oxigénio possível. É um cenário aceitável. Contudo, manter o avião a 45.000 pés não seria fácil, uma vez que a aeronave estaria muito próximo do seu limite de sustentação. A entrada em perda é perfeitamente possível e as rápidas taxas de descida registadas podem ser explicadas por uma situação destas, com recuperação a 25.000 pés. O piloto pode também ter tentado mergulhar para extinguir as chamas. Já subir a 45.000 pés num cenário de sequestro não faz qualquer sentido.

Estimando que o avião queimou cerca de 20 a 25% do combustível na descolagem e subida até altitude e velocidade de cruzeiro, será de admitir que tivesse combustível para seis ou mais horas de voo, o que explicaria os pings de dados inmarsat recebidos durante várias horas.

O voo contínuo agora conhecido, até ao tempo admissível de esgotar o combustível, só confirma que a tripulação estaria incapacitada e o voo continuou até às profundezas do Oceano Índico.


Texto: Chris Goodfellow, piloto canadiano com 20 anos de experiência Classe 1
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

sexta-feira, 14 de março de 2014

BUSCAS DO VOO MH370 ALARGADAS AO ÍNDICO

Imagem: Daily Mail

A busca pelo avião da Malaysia Airlines estendeu-se ao Oceano Índico nesta sexta-feira (14/3/2014), após a distribuição de novos dados, citados pela Casa Branca, que sugerem que o aparelho voou durante várias horas após desaparecer dos ecrãs de radar, há seis dias.
 
"Entendi que com base na nova informação, não necessariamente conclusiva, uma busca adicional pode envolver o Oceano Índico", informou Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, na quinta-feira (13/3/2014).
A Marinha americana deslocou um de seus navios que participam na busca ao avião, do Golfo da Tailândia para o Oceano Índico, revelou um oficial à AFP.
 
USS Kidd
"O 'USS Kidd' está a passar pelo Estreito de Malaca em direção ao Oceano Índico", disse um oficial da Marinha, que pediu para não ser identificado. Um avião de vigilância P-8 Poseidon também foi enviado para participar nas buscas, juntando-se a um P-3C Orion, acrescentou um funcionário americano.

Quase uma semana depois do desaparecimento, persiste o mistério absoluto sobre o destino do voo MH370, que viajava entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo, de várias nacionalidades, a maioria (153) cidadãos chineses.
A procura centrou-se no primeiro momento no Mar da China meridional, a leste da Malásia, na rota que o voo deveria ter realizado, entre Kuala Lumpur e Pequim. Mas as autoridades suspeitam que o avião pode ter dado meia-volta. A última posição conhecida do avião fica a meio caminho entre as costas da Malásia e Vietname, 60 minutos depois de descolar de Kuala Lumpur. De acordo com o Wall Street Journal e o canal de televisão ABC, os investigadores americanos acreditam que o avião continuou a voar depois disso por mais quatro horas.
 
Alcance possível do B777 com o combustível que partiu de Kuala Lumpur      Imagem: Daily Mail

A suspeita é baseada num sinal automático transmitido via satélite pelo avião, durante quatro horas após o desaparecimento. Os sistemas ligaram-se a um ou a vários satélites, segundo as fontes.
Se efetivamente prosseguiu o voo durante o período, o avião pode ter percorrido 3500 kms adicionais, alcançando o Oceano Índico, o Paquistão ou até mesmo o mar da Arábia.
O governo malaio está a examinar as informações, segundo indicou à AFP uma fonte ligada às operações de busca, sem revelar mais detalhes. Até o momento não foi anunciado se o país vai enviar equipas de busca ao Índico.

Fonte: Globo
Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 10 de março de 2014

TELEMÓVEIS DE PASSAGEIROS DO VOO MH370 CONTINUAM A TOCAR

Foto: Konstantin von Wedelstaedt

O mistério envolvendo o voo da Malaysia Airlines desaparecido desde sexta-feira aprofundou-se com o facto da comunicação social chinesa noticiar que diversos telemóveis de passageiros estão ligados. Os telefones tocam, mas ninguém responde, o que indicaria que os telefones estariam ligados.

As equipas de busca ainda não encontraram vestígios da aeronave, que saiu de Kuala Lumpur logo após a meia-noite de sábado, com previsão de chegada a Pequim às 6h30min de sábado, no horário local. As autoridades suspeitam que a aeronave se tenha desintegrado em pleno voo. Hipóteses de terrorismo também cresceram desde a revelação, no sábado, de que dois passageiros embarcaram com passaportes roubados.

Segundo informações do site China.org.cn, pelo menos 19 familiares de passageiros assinaram uma declaração afirmando que desaparecidos no voo MH370 estão com os telemóveis ligados, mas ninguém atende. Eles pediram que a Malaysia Airlines revele qualquer informação que poderia estar escondendo e que explique a estranha conexão dos telefones móveis. Os familiares reclamam que a companhia aérea não lhes está  a responders adequadamente.

A irmã de um passageiro chinês dos 239 que estavam a bordo fez a ligação ao vivo na TV, segundo o site britânico Mirror: "Esta manhã, por volta das 11h40min, liguei duas vezes para o meu irmão, e o telefone tocou. Se fosse possível completar a ligação, a polícia poderia achar a localização, e ele poderia estar vivo"  afirmou Bian Liangwei, irmã de um dos passageiros desaparecidos, que passou o número do telefone à companhia aérea.

Uma situação semelhante foi vivida por um homem de Pequim, que ligou ao irmão desaparecido no avião e avisou à Malaysia Airlines que o telefone tocou três vezes antes da ligação ser terminada, de acordo com o Shanghai Daily.

As famílias de desaparecidos no voo avisaram o diretor comercial da Malaysia Airlines, Hugh Dunleavy, que os telemóveis dos passageiros chamavam, mas que eles não atendiam. Dunleavy teria dito que o mesmo ocorria com os telemóveis dos tripulantes, e que os números haviam sido transmitidos aos investigadores chineses. Os familiares dos passageiros pediram às autoridades que procurem a localização dos telefones pelo sistema de Global Positioning System (GPS). 

Fonte: Zero Hora
Adaptação: Pássaro de Ferro



domingo, 9 de março de 2014

BOEING FORNECE CONSULTORIA NA INVESTIGAÇÃO DO VOO MH370

Boeing 777        Foto: Boeing

A Boeing emitiu um comunicado no qual expressa a sua "profunda preocupação às famílias dos passageiros" do voo 370 da Malaysia Airlines, desaparecido desde dia 7 de março, entre Kuala Lumpur e Pequim.

O fabricante do 777 reuniu uma equipa de consultores que juntamente com o US Transportation Safety Board fornecerá assistência técnica na investigação das causas do desaparecimento da aeronave que, recorde-se transportava 239 pessoas a bordo.

Entretanto, a hipótese de atentado terrorista não está colocada de parte, já que foram detetados embarques de dois passageiros com passaportes falsos, bem como outros dois passageiros suspeitos de estar relacionados com atividades terroristas.





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