domingo, 30 de março de 2014

PRIMEIRO A380 COM AS CORES DA ASIANA AIRLINES

Saiu recentemente da oficina de pintura, em Hamburgo - Alemanha, o primeiro Airbus A380 da Asiana Airlines.  
O avião vai entrar agora na fase acabamentos no interior da cabine, efetuar os habituais testes no solo como sejam o ar condicionado, iluminação, casas de banho, cozinhas e os sistemas de entretenimento de bordo.  

O avião voltará depois a Toulouse onde será preparado para a entrega à Asiana Airlines, algures no segundo trimestre deste ano.  
Este é o primeiro de seis aviões que aquela companhia aérea encomendou ao fabricante europeu que, inicialmente será utilizado em rotas regionais, antes de ser afetado ao longo curso, nomeadamente para os Estados Unidos da América. 
 

Fonte: Flightglobal
Fotos: Airbus
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

OBJETOS ENCONTRADOS NO ÍNDICO SUL NÃO SÃO DO VOO MH370



A Austrália confirmou hoje que os objetos recuperados no mar por um navio chinês não pertencem ao avião da Malaysia Airlines desparecido desde 08 de março com 239 pessoas a bordo.
De acordo com o comando australiano das operações de busca e salvamento, os objetos foram recuperados na zona, a cerca de 1.850 quilómetros a oeste de Perth poderão ser lixo de pesqueiros.
A busca pelo avião da Malaysia Airlines, com o envolvimento de vários países, meios aéreos e navais, está centrada numa região com 319.000 quilómetros quadrados e vai continuar enquanto as condições meteorológicas permitirem dado estarem previstas chuvas e nuvens baixas.
A caminho da zona de busca está já o navio australiano Ocean Shield que tem a bordo um detetor de caixas negras e um veículo submarino.
O avião da Malaysia Airlines partiu de Kuala Lumpur sob o código MH370 com 239 pessoas a bordo, mas nunca chegou ao seu destino, a capital chinesa, Pequim.
Poucos minutos despois da descolagem desapareceu dos radares numa ação, alegadamente, deliberada por quem estava aos comandos da aeronave que, soube-se depois, ainda voou várias horas sem emitir qualquer sinal de emergência ou perigo. 
Fonte: Diário de Notícias/ Madeira

sexta-feira, 28 de março de 2014

ATERRAGEM SEM TREM DA FRENTE EM BRASÍLIA

Imagem: TV Record

Um Fokker 100 da Avianca fez uma aterragem de emergência no Aeroporto JK, em Brasília, na tarde desta sexta-feira (28/3/2014). Segundo informações preliminares, o piloto  de "nariz". De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), 44 passageiros e cinco tripulantes estavam a bordo. O Corpo de Bombeiros foi chamado para acompanhar a aterragem e informou que não há feridos.

O piloto teria aberto o trem de aterragem e, apesar do avião ter acusado a abertura, isso não ocorreu com o trem da frente. O voo 6393 saiu de Petrolina (PE) para Brasília.

Segundo a Inframérica, concessionária que administra o Aeroporto JK, todos os passageiros já desembarcaram. A pista onde a aeronave aterrou ainda está interditada, mas, de acordo com a Inframérica, a outra pista está disponível para aterragens e descolagens como normalmente. Bombeiros já fizeram os primeiros procedimentos de segurança no local.

Fonte: R7 Noticias
Adaptação: Pássaro de Ferro

quarta-feira, 26 de março de 2014

A350 ABRE ROTAS ASIÁTICAS À TAP

Airbus A350XWB

A directora de Finanças da TAP ao intervir ontem 26 de março na CAPA - Aviation Fleet & Finance Summit a decorrer em Singapura, afirmou que a companhia portuguesa vai ponderar voos para a Ásia quando receber os novos aviões de longo curso Airbus A350, a partir de 2017.

A executiva da companhia portuguesa também se referiu aos resultados da empresa de transporte aéreo, destacando que entre 2000 e 2013 tanto as receitas como o EBITDAR (resultados antes de juros, impostos, amortizações, provisões e rendas de leasing) mais do que duplicaram. Teresa Lopes disse aos participantes que a TAP nesses anos, que são o período da gestão da equipa liderada por Fernando Pinto, que chegou a Lisboa em finais de 2000, multiplicou por 2,9 o EBITDAR ou meios libertos pela exploração, de 79 milhões para 225 milhões de euros, e que a receita subiu de 1,2 mil milhões para 2,7 mil milhões.

E, diz ainda a notícia da CAPA, a directora da TAP prometeu que vem mais crescimento no curto prazo. “Brevemente vamos ter outro período de crescimento intenso” afirmou Teresa Lopes.

Essa perspectiva já era conhecida internamente dado que este ano a TAP põe fim ao ‘jejum’ da expansão de frota, que a levou, por exemplo, a ter terminado 2013 com 0% de aumento da capacidade medida em ASK (lugares x quilómetros voados), unidade mais utilizada na aviação, embora tendo aberto novos destinos.

Este ano, como já anunciado pela companhia, a TAP vai integrar seis aviões, dois de longo curso, que lhe permitem abrir rotas para o Norte do Brasil (Manaus e Belém) e inaugurar as ligações com a Colômbia e o Panamá, e quatro de médio curso, com os quais abre novas rotas europeias, bem como reforça o número de voos em algumas já existentes.
 
Adicionalmente, a sua subsidiária Portugália vai passar a voar para alguns destinos em aviões ATR, de maior capacidade que os Beechcraft que utiliza actualmente, além de inaugurar também voos para Oviedo, Espanha.

Fonte: PressTur

segunda-feira, 24 de março de 2014

CONFIRMAÇÃO - MH370 TERMINOU NO ÍNDICO SUL



O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirmou nesta segunda-feira 24 de março, que o voo MH 370 caiu no sul do Oceano Índico.  De acordo com o líder do Governo malaio, novos dados de satélites analisados por uma empresa britânica levaram à conclusão de que o Boeing 777-200 com 239  pessoas a bordo saiu da rota prevista, percorreu o chamado corredor sul entre o Sudeste Asiático e a costa oeste da Austrália e caiu a sudoeste de Perth. A Malaysia Airlines divulgou um comunicado no qual oferece condolências às famílias dos passageiros e tripulantes do voo e informa que as buscas continuam.

Antes do anúncio de Razak, parentes de passageiros disseram que a companhia enviou uma mensagem de texto afirmando que todos que estavam a bordo do avião morreram. "Lamentamos profundamente que temos de aceitar que o voo MH 370 se encerrou e que ninguém que estava a bordo sobreviveu. Como vocês vão ouvir na próxima hora do primeiro-ministro da Malásia,  temos de aceitar que todas as evidências mostram que o avião caiu no sul do Oceano Índico", dizia a mensagem mostrada ao NYT pela americana Sarah Bjac. O namorado dela estava no avião.

" É com profunda tristeza que informo que o avião terminou a sua jornada no sul do Oceano Índico", disse o primeiro-ministro. "Amanhã haverá uma conferência de imprensa com novos detalhes sobre o caso."

No comunicado da Malaysia Airlines, a empresa diz que é preciso aceitar que todas as informações disponíveis levam a crer que o avião tenha "terminado o seu voo" no mar e oferece condolências pelas 239 pessoas a bordo.  Parentes das vítimas foram levados em voos fretados de Pequim para a Austrália, onde estão sedeadas as buscas.

"Sabemos que não há palavras que nós ou qualquer pessoa possa dizer para amenizar a vossa dor", diz o texto. "Continuaremos a oferecer ajuda e apoio, como temos feito desde o desaparecimento do voo a 8 de março. Oferecemos nossos pensamentos, orações e condolências a todos afetados por esta tragédia."

Fonte: Estadão
Adaptação: Pássaro de Ferro

AINDA O FAMIGERADO VOO MH370



O Primeiro-Ministro da Malásia anunciou hoje que o Boeing 777 do famigerado voo MH 370 se despenhou algures no Índico sul, numa zona remota e sem qualquer aeroporto a uma distância que permitisse uma aterragem, fosse ou não de emergência.
A declaração, não fora todo o circo que foi montado à volta deste acontecimento, (sobretudo pelos órgãos de comunicação social) e o facto de terem passado mais de duas semanas, teria sido óbvia e até normal no seu teor.
Mas a mesma, tendo em conta tudo o que se disse e não disse, escamoteuou, como seria de esperar, uma série de questões que muita gente, dentro e fora do mundo da aviação, gostaria de ver esclarecidas, como por exemplo, o que fazia aquele avião, naquele lugar, justamente oposto à sua rota normal, rumo a Pequim?
Passados estes 15 dias, mil e uma teorias, umas mais espúrias do que outras, foram elaboradas, congeminadas, asseguradas, perpetradas, entre gente mais ou menos especialista, sendo que, para além da solenidade da declaração do governante malaio, permanece uma perturabadora cortina de dúvidas sobre o que terá acontecido - de facto - ao voo MH 370, sendo que, por isso, as famílias dos 239 ocupantes do aparelho não sabem e provavelmente, não virão a saber que factor(res) levaram à perda da vida dos seus familiares.
Nenhum dos meios tecnológicos que acompanham as aeronaves conseguiu estruturar uma explicação, sendo que, durante estes dias, vários "achamentos" de supostos destroços se sucederam também, não se tendo nenhum deles solidificado como claramente credível.
A menos que algo de concreto surja nos próximos dias, para lá do politicamente correto e desejável "esquecimento" do caso, ficará a pairar uma dúvida que a paz de consciência deveria esconjurar de forma tranquila, quanto mais não seja pelas famílias das vítimas e, de certa forma, pelos muitos milhares de pessoas que, todos dias, a toda a hora, continuam a confiar no transporte aéreo como o mais seguro a que temos acesso.

Nota: este texto reflete, apenas, a opinião do seu autor.

sábado, 22 de março de 2014

PILOTOS DA LUFTHANSA AMEAÇAM COM GREVE


A companhia aérea de bandeira alemã, Lufthansa, está em vias de enfrentar problemas de greve, após os pilotos terem votado para apoiar as suas reivindicações por melhores salários e condições de trabalho.
Mais de 90 por cento dos pilotos  votaram a favor da greve, números que representam cerca de 5.400 pilotos da Lufthansa. Não há ainda data para esta paralisação que, segundo os sindicatos, será anunciada, no mínimo com 48 horas de antecedência.
A transportadora alemã está no meio de um programa de reestruturação que visa melhorar o lucro em 1,5 mil milhões de euros relativamente a números de 2011, situação que leva a algumas apreensões e que redundam então nesta ameaça de greve.
Analistas do Barclays estimatima que os custos com o pessoal da Lufthansa são 15% mais baixos do que a Air France mas ainda 10 a 15% mais elevados do que na British AirwaysA última vez que os pilotos da Lufthansa entraram em greve, foi em 2010 , provocando o cancelamento de centenas de vôos e que visavam o protesto  dos pilotos sobre as intenções de distribuir pilotos para outras companhias subsidiárias da principal e com salários inferiores.

Fonte: Reuters
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro
 

sexta-feira, 21 de março de 2014

TAP INICIA ROTA PARA OVIEDO COM NOVOS ATR

ATR 42-600       Foto: Laurent Errera

A TAP anuncia a sua décima primeira nova rota a ser lançada em 2014, que vai ligar Lisboa a Oviedo já a partir 1 de Julho, e permite reforçar a liderança da companhia aérea portuguesa no transporte de passageiros entre os dois países da Península Ibérica.

O lançamento dos voos para Oviedo torna-se possível devido a uma importante mudança na frota operada pela PGA – Portugália Airlines, que se traduz na substituição de duas aeronaves Beechcraft 1900–D com capacidade para 19 passageiros por dois modernos aviões ATR 42-600, com capacidade para 46 passageiros e maior autonomia de voo.

São muitas as vantagens da utilização das novas aeronaves ATR, entre as quais se destacam a melhoria do serviço a bordo e consequente satisfação do cliente, maior fiabilidade, assentos mais confortáveis, baixo nível de ruído, redução do tempo de imobilização no chão, melhoria do rácio custo-eficácia, possibilidade de operar em voos mais longos com opções mais amplas de utilização, menor consumo de combustível/passageiros/km e menor emissão de CO2.

As linhas da TAP atualmente operadas com os aviões Beechcraft passam a ser servidas pelos ATR, registando-se por isso um forte aumento na oferta de lugares, o que poderá traduzir um aumento da oferta noutros destinos da companhia.

Oviedo passa a ser a oitava cidade espanhola com voos diretos da TAP, juntando-se a Madrid e Barcelona (com ligações diretas desde Lisboa, Porto e Funchal), Sevilha, Corunha, Bilbau, Málaga e Valência.
Em 2013, a TAP transportou entre Portugal e Espanha um total de 944 mil passageiros, que representaram um acréscimo de 6 por cento face a 2012. Com os aumentos de oferta já anunciados e com esta nova rota a companhia portuguesa prepara-se para ser a primeira a ultrapassar um milhão de passageiros entre destinos situados na Península Ibérica.

Fonte: TAP
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

AUSTRÁLIA ANUNCIA POSSÍVEIS DESTROÇOS DO MH370

Imagens: Australian Maritime Safety Authority

O primeiro-ministro australiano disse hoje que dois objetos "possivelmente ligados" ao voo MH370, desaparecido há 12 dias, foram detetados por satélites. Um navio norueguês já chegou ao local para analisar os objetos.

A autoridade australiana de segurança marítima recebeu informações «novas e credíveis», «baseadas em dados de satélite, de objetos que podem estar ligados às buscas», declarou Tony Abott perante o parlamento.

Austrália encontra objetos "possivelmente relacionados" com avião desaparecido (vídeo)
As imagens de satélite das autoridades australianas

"Depois da análise destas imagens de satélite, dois objetos possivelmente relacionados com as buscas foram identificados", afirmou.

"Os objetos são relativamente indistintos. Recebi a indicação de que os objetos têm uma dimensão razoável e que provavelmente estão a flutuar na água», disse John Young, da Autoridade de Segurança Marítima australiana. «O maior foi estimado em 24 metros. Há também outro de menor dimensão», afirmou.

A Malásia já veio sublinhar a necessidade de verificar a pista anunciada pelas autoridades australianas. "Cada pista representa uma esperança", disse o ministro dos Transportes da Malásia, Hishammuddin Hussein. "Temos sido bastante coerentes. Nós queremos verificar, queremos corroborar", declarou. 


A área onde os objetos foram vistos fica a cerca de 2300 km a sudoeste de Perth.

As buscas na zona serão retomadas dentro de algumas horas, quando for dia, com aviões e barcos da força aérea australiana e neozelandesa.

As imagens de satélite, fornecidas pela empresa DigitalGlobe EUA, foram tiradas a 16 de março, o que significa que os destroços ter-se-iam afastado muito do que terá sido o local original.

Um transportador norueguês foi desviado da sua viagem de Madagáscar para Melbourne e também está na área, disse o proprietário do navio.

Fonte: TSF

terça-feira, 18 de março de 2014

UMA EXPLICAÇÃO SIMPLES PARA O MISTÉRIO DO VOO MH370

Boeing 777 da Malaysia Airlines      Foto: Aero Icarus

Tem havido muita especulação acerca do voo 370 da Malaysia Airlines. Terrorismo, sequestro, meteoros e por aí adiante. E a comunicação social em geral não tem prestado um bom serviço de informação, eventualmente mais preocupados em explorar a mina que sempre é uma situação misteriosa.

A história conhecida já a sabemos: um 777 carregado parte de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Noite quente e avião pesado. Após uma hora de voo, sobre o Golfo da Tailândia deixa de haver contacto com o avião, o que significa que o transponder e o radar secundário foram inativados. Dois dias mais tarde, sabe-se que radares militares detetaram o avião em direção a sudoeste, sobre a península malaia, em direção ao Estreito de Malaca.

E esta inversão na rota é a chave para uma explicação simples: o piloto dirigia-se para a pista de Palau Langkawi, a mais óbvia se uma emergência grave ocorresse perto do local da inversão de rota, uma vez que esta tem 13.000 pés de comprimento e a aproximação é feita sobre água e não com montanhas de 8000 pés de altitude, como sucederia se regressasse a Kuala Lumpur. Se considerarmos que algo de grave sucedeu a bordo, o piloto tomaria a decisão de se dirigir ao aeroporto mais seguro e mais próximo.

A inativação dos transponders e comunicações é perfeitamente explicável por um incêndio a bordo. E o mais provável seria um incêndio elétrico. Em caso de incêndio a primeira resposta é retirar os painéis eletricos principais e restaurar os circuitos um a um, até encontrar o defeituoso. Se retiraram os painéis, o avião ficou "silencioso". Com certeza foi algo de muito grave o que sucedeu, o que ocuparia a tripulação com o controlo do avião e extinção do incêndio. Voar, navegar e comunicar é a mantra para uma situação destas.

Há dois tipos de incêndios. Um incêndio elétrico pode não ser muito rápido nem forte e pode ou não haver fumo incapacitante. Contudo, existe a possibilidade, dado o espaço temporal, de sobreaquecimento de um dos pneus do trem da frente à descolagem, que começou a arder lentamente. Avião pesado, noite quente, nível do mar, rolagem de descolagem longa. Sucedeu um acidente similar com um DC8 da Nigéria. Depois, um incêndio provocado por um pneu, produziria fumo horrivelmente incapacitante. Os pilotos têm acesso a máscaras de oxigénio, mas não com incêndio. Poderiam até ter um filtro de fumo, mas dura apenas alguns minutos, dependendo do nível de fumo.

O que provavelmente sucedeu foi que a tripulação foi vencida pelo fumo e o avião continuou em piloto automático na última rota definida, até ter ficado sem combustível, ou o incêndio consumiu o aparelho e se despenhou. A ser possível encontrar os seus destroços será ao longo dessa última rota. Em qualquer outro local será perda de tempo.

Teorias de sequestro não têm consistência, até prova em contrário. Seria necessário uma grande logística para desligar intencionalmente os sistemas de comunicação automáticos, o que é muito mais facilmente explicável por um sério problema elétrico, eventualmente causado por incêndio. 
Para mais, ações terroristas são normalmente reclamadas pelos seus autores/autores morais, o que não sucedeu no caso.

Quanto às alegadas flutuações na altitude do aparelho, dado que não havia informação de transponder e a informação existente é apenas de radares primários a mais de 200 milhas de distância, podem estar afetados de erro devido às condições atmosféricas, pelo que não são totalmente confiáveis. Ainda assim, podemos aceitar que o piloto tenha subido a 45.000 pés, num esforço para apagar o fogo, buscando o menor oxigénio possível. É um cenário aceitável. Contudo, manter o avião a 45.000 pés não seria fácil, uma vez que a aeronave estaria muito próximo do seu limite de sustentação. A entrada em perda é perfeitamente possível e as rápidas taxas de descida registadas podem ser explicadas por uma situação destas, com recuperação a 25.000 pés. O piloto pode também ter tentado mergulhar para extinguir as chamas. Já subir a 45.000 pés num cenário de sequestro não faz qualquer sentido.

Estimando que o avião queimou cerca de 20 a 25% do combustível na descolagem e subida até altitude e velocidade de cruzeiro, será de admitir que tivesse combustível para seis ou mais horas de voo, o que explicaria os pings de dados inmarsat recebidos durante várias horas.

O voo contínuo agora conhecido, até ao tempo admissível de esgotar o combustível, só confirma que a tripulação estaria incapacitada e o voo continuou até às profundezas do Oceano Índico.


Texto: Chris Goodfellow, piloto canadiano com 20 anos de experiência Classe 1
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

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