sexta-feira, 25 de julho de 2014

MINISTRO DA ECONOMIA FALA SOBRE SITUAÇÃO NA TAP - Opinião



O ministro da Economia, Pires de Lima, falou ontem (24/7/2014) em Luanda a propósito do período conturbado que se vive na maior transportadora aérea nacional, com sucessivos cancelamentos de voos e avarias.

"Estes cancelamentos e estes atrasos não são seguramente uma coisa boa e devem ser um motivo de reflexão para a administração da TAP e para todos nós" disse Pires de Lima, assegurando que o Ministério da Economia tem "acompanhado de perto" a "evolução operacional da TAP", demonstrando preocupação com a sucessão de atrasos e cancelamento de voos, uma vez que é "a imagem de Portugal, também, que está em causa. Nós temos a obrigação, enquanto Ministério da Economia, de pedir à administração da TAP que recupere operacionalmente a normalidade das operações na TAP num tempo curto. E essas expectativas foram criadas pela própria administração, para as próximas semanas e durante o mês de Agosto", continuou Pires de Lima. "Essa é a expectativa que a administração da TAP criou e que nós, Governo, queremos ver cumprida", enfatizou.
Ainda ontem,  a TAP confirmou o cancelamento de 37 voos agendados até sábado, justificando a decisão com o atraso em ter operacionais seis aviões alugados, cujas causas considera a TAP ser "totalmente alheia". 

Pires de Lima, pretende perceber o que correu mal em todo o processo: "A seu tempo, com calma, com tranquilidade, com serenidade, durante os meses de Setembro e Outubro, eu acho que é preciso aprofundar as razões desta crise de crescimento que se verificou na TAP e que perturba o serviço e a vida das pessoas. Nós temos de compreender isso, para que estas situações não se voltem a repetir no futuro". Apesar das dificuldades operacionais sentidas pela companhia, o governante reafirma que a TAP "continua a ser uma empresa tão segura como sempre foi no passado", mas assume que a situação actual, com várias suspensões de voos e atrasos, "prejudica a vida das pessoas".

Segundo o Pássaro de Ferro conseguiu apurar, o atraso na entrada em serviço das aeronaves alugadas, prende-se com a certificação do INAC para que possam operar com matrícula nacional. O caso, com notáveis prejuízos para a TAP, bem como incómodos para os seus clientes, não deixa de ser sintomático dum país sobrecarregado de burocracias e processos absurdamente morosos e complexos. Como se não bastassem as dificuldades causadas pela natural lei da concorrência e dos mercados, em Portugal é necessário lutar também contra os obstáculos causados pelo próprio Estado.

Fica por isso uma sugestão no ar para o sr. Ministro refletir: se os aviões estavam a voar até serem entregues à TAP, seria mesmo necessário um processo tão complicado para continuarem a voar, só por terem agora as cores da TAP?




quinta-feira, 24 de julho de 2014

AEROPORTO DE BEJA IRÁ SERVIR PARA DESMANTELAR AERONAVES

Foto: ANA Aeroportos

Jorge Ponce de Leão, presidente do conselho de administração da ANA-Aeroportos de Portugal garantiu nesta quarta-feira durante uma entrevista a José Gomes Ferreira no programa “Negócios da Semana”, na SIC Notícias, que o futuro da unidade aeroportuária de Beja não estará “necessariamente” associado ao tráfego de passageiros. Para complementar o negócio da aviação civil, que não é considerado prioritário, irá ali ser instalada uma empresa especializada em “desmantelamento de aviões”. As negociações estão “muito avançadas” para que a sua instalação se concretize “a curto prazo”, adiantou o presidente da empresa.

O investimento entretanto efectuado na construção do novo aeroporto “já não é um problema” para o contribuinte. Os cerca de 34 milhões de euros que custou a infra-estrutura, sem contar com os encargos já suportados com juros e manutenção do equipamento, “foi descontado no preço pago pela concessão” da ANA - Aeroportos de Portugal à empresa francesa Vinci, revelou Ponce de Leão. Uma auditoria do Tribunal de Contas realizada em 2010 ao Aeroporto Civil de Beja concluía que o empreendimento custaria “74 milhões de euros”.

O projecto dimensionado e apresentado para "promover o desenvolvimento da região" baseado em actividades ligadas ao transporte de passageiros e carga, à indústria aeronáutica (produtos semiacabados, de fabrico de componentes aeronáuticos ou de manutenção de aeronaves) e formação e logística foi contemplado com um parque de sucata. É um “negócio florescente”, fundamental para viabilizar uma infra-estrutura que “ainda apresenta resultados negativos”, reconhece o presidente da ANA, admitindo que o panorama será invertido com o negócio do desmantelamento de aeronaves.

A solução avançada por Ponce de Leão já tinha sido aflorada pela ANA no final de 2009. Naquele ano já se admitia que o Aeroporto do Alentejo iria ter "um arranque muito difícil".

Como não eram conhecidos operadores interessados em utilizar o aeroporto, a ANA estabeleceu naquele ano que a primeira fase de utilização do novo equipamento passaria pelo parqueamento de aviões inactivos que ocupavam espaço noutros aeroportos. E só então, “lá para 2014, é que se pode pensar no tráfego de passageiros".

João Rosa, proprietário de uma unidade hoteleira, está apreensivo quanto o futuro: “Não sei por quanto tempo vamos manter o hotel aberto”, um projecto em que acreditou, convencido que o aeroporto iria trazer um fluxo de turistas estrangeiros que não se confirma. “Faz que anda mas não anda”, queixa-se João Rosa, frisando que só durante a final da liga dos campeões europeus, com o estacionamento em Beja de 25 aeronaves de passageiros, é que “o negócio animou alguma coisa” durante dois dias com as tripulações que se alojaram na sua unidade hoteleira. “Ora isto não é nada”, reage o empresário, lamentando o seu “atrevimento” em avançar para um investimento feito com base em empréstimos bancários e que está agora ameaçado com o anúncio da ANA que prioriza o desmantelamento de aviões em detrimento da componente passageiros e carga.

O aeroporto do Beja, descrito por José Sócrates em 2007 como "um baixo investimento para um grande benefício", dimensionado para dar apoio à componente turística então anunciada para a zona de Alqueva, ficou pelo caminho. Até ao momento, nenhum dos 12 projectos PIN programados, orçados em cerca de mil milhões de euros, iniciou obra. E duvida-se que alguma vez este tipo de empreendimentos turísticos de grande dimensão, que traria 22.500 turistas estrangeiros à região, conheça a luz do dia.

Fonte: Público

quarta-feira, 23 de julho de 2014

NOVIDADE NA AVIAÇÃO CIVIL: ÓCULOS PARA NEVOEIRO

Foto: Elbit Systems

Os Skylens são óculos inteligentes, com sensores e ligação a câmaras na frente do helicóptero que permitem ver para lá do nevoeiro.

O sistema vai permitir que helicópteros e pequenas aeronaves possam aterrar em segurança, mesmo com condições meteorológicas adversas. Os Skylens recebem vídeo através de câmaras colocadas na frente da aeronave ou do helicóptero, há informação sobre o tráfego local de outras aeronaves e uma câmara do tamanho de um isqueiro monitoriza os movimentos de cabeça do piloto para mostrar as imagens de forma sincronizada.

"Isto permite ao piloto ter muito mais confiança de que pode olhar para diante e ver como tudo estivesse normal", diz Dror Yahav, da Elbit Systems, a empresa israelita que desenvolveu o sistema, citado pela New Scientist.

Os Skylens podem ser sincronizados com outros aparelhos que já estejam a bordo de aviões e helicópteros, como por exemplo, com o sistema de radar, com o velocímetro ou com o altímetro.

Foto: Elbit Systems

O sistema é uma espécie de versão civil do Head Up Display (HUD) usado na aviação militar e pode ser aplicado mesmo em aeronaves antigas.
Foi testado por mais de 150 pessoas em diferentes condições e aeronaves, aguardando certificação das autoridades, esperando o fabricante entrar no mercado em 2016.

Fonte: Exame Informática 
Adaptação: Pássaro de Ferro
 

domingo, 20 de julho de 2014

AEROPORTO DE LUANDA COM SEGUNDA MAIOR PISTA DE ÁFRICA

Imagem:Skyscraper City

O Novo Aeroporto Internacional de Luanda terá a segunda maior pista de África, atrás apenas de uma das duas do aeroporto internacional Oliver Tambo, na África do Sul, que tem 4418 metros de comprimento. A pista norte do futuro aeroporto da capital terá 4.200 metros.

Com quatro mil metros cada, duas pistas de dois aeroportos egípcios (Aeroporto Internacional do Cairo e Aeroporto Internacional de Hurghada) estão depois no ranking, seguindo-se outra pista de 3999 metros do aeroporto internacional do Cairo e a de 3900 do aeroporto de Murtala Muhamed, para além da de 3800 metros do aeroporto de Bole, Addis Abeba.

Numa altura que se desconhece ainda outros detalhes operacionais do futuro aeroporto de Luanda - sobre o movimento de passageiros, cargas e aeronaves apenas existem estimativas - o tamanho da pista coloca a infra-estrutura entre as maiores de África. Este 'pormenor' dá ao aeroporto a capacidade para receber grandes aeronaves, mas está longe de ser uma garantia de consideráveis movimentos aeroportuários.

Novo terminal do Aeroporto Internacional de Angola    Imagem:Skyscraper City

A pista do terceiro aeroporto mais movimentado do mundo, o de Heathrow, em Londres, com 70 milhões de passageiros em 2013, é inferior, por exemplo, à do 10.º mais movimentado (cerca de 58 milhões de passageiros), o aeroporto internacional do Dubai. Este tem duas pistas com 4000 e 4300 metros de comprimento, enquanto as pistas do aeroporto de Londres têm 3600 e 3900 metros.

Já o aeroporto internacional de Atlanta, nos EUA, destaca-se por ser aquele que mais pistas tem (5), facto que, segundo os especialistas do sector, tem mais influência nos movimentos aeroportuários. Em África, apenas o aeroporto internacional do Cairo tem mais de duas pistas.

Fontes conhecedoras do processo do aeroporto de Luanda garantem, contudo, que dotar a infra-estrutura de mais pistas seria um investimento desnecessário. E dão dois argumentos. Primeiro, defendem que o movimento aeroportuário no país não terá, nos próximos anos, um crescimento excepcional, ao ponto de as duas pistas serem insuficientes. Por outro lado, Luanda passará a contar com quatro pistas, se se incluir as duas do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro - com 3700 metros de comprimento, uma, e 2600 metros, a outra.

Recentemente, o PCA da ENANA, Manuel Ceita, garantiu que o novo aeroporto de Luanda irá permitir a recepção de grandes aeronaves, incluindo o Airbus A380, o que pode colocar Angola entre os pontos de escala de eleição das companhias.

"O novo aeroporto vai trazer grandes ganhos ao país, porque vai constituir-se não só como um ponto de escala, mas também num ponto final, permitindo a recepção de grandes aeronaves, e terá um centro de logística que vai convergir com serviços e meios de transporte", disse. Por isso, afirmou, a infra-estrutura irá permitir mais tráfego na zona central e sul de África.

Actualmente, operam no país cerca de 20 companhias, e o número de passageiros que se movimentam, anualmente, no Aeroporto 4 de Fevereiro está próximo do limite - cerca de 3,6 milhões de passageiros, segundo dados recentes da ENANA. De acordo com a empresa que gere os aeroportos nacionais, na capital há 150 voos diários, entre internacionais e domésticos.
 
O novo Aeroporto Internacional de Luanda está a ser construído numa área de 1324 hectares, terá 31 mangas e, com as suas duas pistas, terá capacidade para movimentar cerca de 15,3 milhões passageiros/ano. Se se usar este indicador como critério, o aeroporto será, também, um dos mais importantes do continente africano: o aeroporto internacional de Oliver Tambo, em Joanesburgo, por exemplo, tem capacidade para 15 milhões de passageiros por ano, o que o coloca entre os 100 mais movimentados do mundo, na 73.ª posição.

No entanto, estes indicadores estão distantes dos números do Top10, liderado pelo aeroporto internacional de Hastsfield, Atlanta, com mais de 95 milhões de passageiros por ano. Seguem-se os aeroportos internacionais de Pequim, na China, Heathrow; Tóquio (Japão) e Chicago (EUA), com, respectivamente, 82 milhões, 70 milhões, 66,7 milhões e 66,6 milhões de passageiros por ano. 

Fonte: Jornal i

quinta-feira, 17 de julho de 2014

DESPENHAMENTO DE AVIÃO DA MALAYSIA AIRLINES (Em atualização)


As agências de notícias estão a dar conta de um acidente grave e fatal com um Boeing 777-200 da Malaysian Airlines, numa zona de fronteira entre a Ucrânia e a Rússia. O avião descolou de Amesterdão e rumava a Kuala Lumpur, capital da Malásia. O avião caíu perto de Donetsk, na Ucrânia, onde decorrem confrontos entre a Ucrânia e a Rússia.
As mesmas agências referem 295 mortos, ou seja a totalidade dos ocupantes do avião.
A notícia, como é evidente, ficará a aguardar desenvolvimentos, sendo que correm já rumores que referem que o avião poderá ter sido abatido, uma vez que a região está envolvida num conflito que teve a sua génese com a crise na Krimeia.
Seja como for, a Malaysian Airlines está, de novo no topo da atualidade, pelos piores motivos, através de uma notícia que continuaremos a acompanhar.

Nota: Existem já várias imagens no Youtube e fotos em diversas páginas que reportam uma enorme coluna de fumo negro e já outras que revelam destroços do avião.
Por opção editorial, não as divulgaremos no Porta de Embarque 04/Pássaro de Ferro.

Screenshot do Flightradar 24:



Atualização (16:45h): Ministro do Interior Ucraniano diz que avião foi abatido e que não há sobreviventes.

Atualização (17:25h): Fontes do Ministério do Interior da Ucrânia referem que o avião voava a 10 mil metros e terá sido abatido por um míssil.

Atualização (17:30h): Uma outra versão aponta para "um engano", uma vez que se alega que o míssil que terá atingido o Boeing 777 se destinava a uma avião militar de transporte Il-76 da Ucrânia (tal como sucedeu a 14 de junho passado), mas que desta vez voava numa rota similar à do avião Malaio.
Os separatisas afirmam que não possuem armas capazes de abater um avião que voe a altitudes da ordem dos 10 mil metros.
Já do lado governamental ucraniano, é referido que "não existem forças de defesa nem tropas ucranianas na zona", apontando o dedo acusador a forças russas, essas sim possuidoras de armamento capaz de abater uma aeronave a 10.000 metros de altitude.
A agência russa Interfax avança mesmo com a informação que o sistema anti-aéreo usado terá sido o 9K38 Buk de fabrico russo.


Sistema SAM 9K38 Buk       Foto:Wikipedia

Entretanto, através do Flightradar24 é possível ver os voos comerciais que normalmente atravessariam a zona onde ocorreu o sinistro, a evitarem cruzar tal espaço aéreo:

Imagem: Flightradar 24 via RT

Durante o dia de ontem, 16 de julho, há relatos oficiais de que dois Su-25 ucranianos foram alvejados por mísseis, embora em condições diferentes. Alegadamente um terá sido atingido por um míssil ar-ar e o outro por um míssil de ar-terra de curto alcance.

Atualização (21:00):
Embora com algumas informações contraditórias, a cadeia noticiosa russa dá conta de que o avião presidencial de Vladimir Putin estaria no ar ao mesmo tempo que o 777 da Malaysia, e ter-se-ão mesmo cruzado em voo sobre a Polónia. As aeronaves têm, além disso bastantes semelhanças de aspeto, como se pode ver pela imagem abaixo.


O avião do presidente russo contudo, não sobrevoou a Ucrânia, nem o faz já há bastante tempo, segundo fontes em Moscovo.


DE ALERTA... EM ALERTA!



Transcrição integral de comunicado da  Comissão de Trabalhadores da TAP divulgada hoje:

"A Comissão de Trabalhadores da TAP, face às sucessivas notícias que colocam em causa a operação da empresa e a segurança, com grande eco nos meios de comunicação social, não pode deixar de tomar uma posição junto dos trabalhadores, assim:

-Há muito que temos vindo a alertar, que a TAP foi lançada num processo de crescimento não sustentado, ou no mínimo, mal planeado, tendo em conta, quer as possibilidades da frota, quer dos recursos humanos disponíveis.
Lamentamos que, quer o Governo, quer a Administração tenham ignorado os sucessivos alertas, colocando como objectivo primeiro, o embelezar da empresa para a privatização, em sacrifício do regular funcionamento da sua operação, que tem vindo a ser sujeita a uma pressão tão inacreditável quanto irresponsável, o que satisfazendo a necessidade imperiosa de alguns quererem brilhar, pode colocar em causa o bom nome conquistado ao longo de décadas com o esforço de todos os trabalhadores. Nada mais volátil que a confiança.

-Há muito que temos vindo a alertar, em particular o poder político para o facto de a TAP, inserida num ramo de actividade altamente competitivo, não poder estar sujeita a um tratamento igual para o que é substancialmente diferente! Não concorremos com as restantes empresas do sector dos transportes, do sector empresarial do Estado, com todo o respeito que todas elas nos merecem.
A política remuneratória seguida (ultrapassados já quatro anos de congelamento salarial) tem sido sempre sob a justificação do Divino Orçamento de Estado, o grande contributo para a saída de profissionais desta empresa para o exterior, o que, em grande medida tem sido um grande contributo para fazer emergir algumas dificuldades que se têm vindo a manifestar. Tudo na vida tem um timing – até a transmissão do saber!

-Há muito que temos vindo a alertar, para as consequências ruinosas do negócio da VEM (Manutenção Brasil), cujos contornos até hoje, permanecem debaixo de uma nuvem negra e uma total ausência de explicações para o muito dinheiro já investido. Tendo em conta que o direito ao trabalho é universal, nada nos move contra os trabalhadores daquela unidade de negócio, contudo, sentimo-nos no direito de questionar toda a conduta deste processo.

É urgente por cobro a esta situação, a esta ideia fixa de privatizar esta empresa a todo o custo.
É urgente que o poder político consiga aprender com asneiras anteriores já praticadas, e passe a fomentar o desenvolvimento da TAP como pode e é da sua responsabilidade.

Lamentamos profundamente toda a campanha de boatos e algum tratamento até alarmista dado por alguma comunicação social onde é notório o desconhecimento do funcionamento e profissionalismo da TAP e dos seus Trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores da TAP Portugal
Lisboa, 16 de Julho de 2014 "





quarta-feira, 16 de julho de 2014

FORTE TURBULÊNCIA NUM VOO DA SOUTH AFRICAN

A340-300 da South African Airways. Foto não creditada.

«Pelo menos 25 pessoas ficaram feridas, duas delas com gravidade, durante um voo procedente da África Sul com destino a Hong Kong atingido por turbulência, informou hoje a polícia.
Entre os feridos há 13 mulheres e 12 homens. Os dois homens gravemente feridos foram hospitalizados em Hong Kong.
Televisões locais mostraram ambulâncias no aeroporto de Hong Kong a transportarem os feridos, que estavam a bordo de um avião da South African Airways procedente de Joanesburgo, que aterrou em Hong Kong pelas 12h30 (05h30 em Lisboa).
As autoridades aeroportuárias de Hong Kong disseram ter recebido uma notificação do piloto do avião durante o voo solicitando os serviços de emergência para a aterragem. 
O avião era um Airbus A340-300, segundo a AFP.
As autoridades não confirmaram o número de passageiros a bordo.»
Fonte: Semanário Sol/Lusa

segunda-feira, 14 de julho de 2014

AVIÃO A330 ENVOLVIDO NO INCIDENTE DE SÁBADO JÁ ESTÁ OPERACIONAL

Airbus A330 CS-TOO já na placa do Aeroporto de Lisboa, pronto para voltar ao serviço operacional. 
Foto: Gonçalo Rodrigues, via Daniel Lourenço.

O Airbus A330 CS-TOO envolvido no incidente de sábado passado, já está operacional, depois de intervencionado pelos (TMA) técnicos de manutenção de aeronaves da TAP Portugal ME - Manutenção e Engenharia.
Em pouco pouco mais de 24 horas, a aeronave foi dada como apta para o serviço, tendo efetuado já ontem o voo Lisboa-Recife (Brasil) - Lisboa onde chegou esta manhã e já partiu para outro voo, rumo a Bogotá - Colômbia, num notável e bem sucedido esforço para resolver um problema, com vista à regularização das operações na companhia aérea de bandeira portuguesa.
Uma notícia positiva, que não podemos deixar de dar, depois de alguns dias pouco "simpáticos" para a TAP Portugal.

sábado, 12 de julho de 2014

PARA ONDE VAIS, TAP? (Atualizado 17:49h com comunicado da TAP)

 Screenshot do Flightradar24, reportando os problemas com o TP85.
 Crédito da imagem: Nuno Pires/Plane Spotters Portugal.


Hoje de manhã, registou-se mais um problema com um A330 da TAP (CS-TOO) que iniciava viagem de Lisboa para o Brasil/São Paulo.
Nas redes sociais refere-se um problema/falha num dos motores, o que obrigou a fuel dumping ao largo da costa para depois uma aterragem de emergência na pista 03 de Lisboa. Outras fontes "alegam" que houve uma "explosão" num dos motores da aeronave e que peças que se soltaram como resultado dessa "alegada" explosão terão danificado alguns veículos em Camarate. Sendo factos relativamente comuns em operações aéreas, produzem sempre um efeito negativo, sobretudo pela forma como por vezes são abordados.
Ainda assim, é um dado adquirido que estes "percalços" estão a avolumar-se, lançando preocupantes interrogações sobre a forma como a TAP está a gerir a sua boa imagem, construida ao longo de vários anos e que a (ainda) colocam em bom plano ante as suas congéneres.
Parece que nas últimas semanas, a imagem da companhia está a ser destruida, paulatinamente, uma vez que se sucedem atrasos, emergências de vária ordem e outros "imponderáveis", justificados quase sempre com o efeito que os atrasos na entrega dos (seis) novos aviões causam na restante frota que, pelo que se deduz, está a ser submetida a esforço suplementar. E, inclusivamente, já houve que recorrer a "aluguer" de aviões para acudir aos compromissos assumidos.
É sempre de esperar que os gestores da companhia saibam o que estão a fazer, mesmo quando tudo indica que se planearam voos muito para além da capacidade das asas da companhia, mas uma coisa é certa, a imagem da TAP está a degradar-se de forma que pode ser irreversível e tremendamente nociva para o seu futuro. E à esquina, espreita a "privatização"...

Nota: Este texto contém partes opinativas que apenas vinculam o seu autor.

Adenda (17:49h):
«ESCLARECIMENTO SOBRE OCORRÊNCIA COM AVIÃO TAPQUE VOAVA PARA SÃO PAULO ESTA MANHÃ

A TAP informa que o voo TP 085, que operava esta manhã de Lisboa para São Paulo, tendo saído de Lisboa pelas 10h10, teve de regressar ao aeroporto de Lisboa pouco tempo após a descolagem, em virtude de ter ocorrido uma falha numa turbina de um dos reatores do avião. A aterragem em Lisboa decorreu com toda a segurança.
Neste momento, está previsto que os 268 passageiros sigam viagem rumo a São Paulo noutro avião da companhia, com partida cerca das 17h15.
O reator em causa faz parte de um conjunto cuja manutenção está a cargo do fabricante, a General Electric, não tendo até ao momento da descolagem de hoje sido detetado qualquer sinal que justificasse uma intervenção para além das inspeções de rotina.
Estão já a decorrer investigações por parte do fabricante, acompanhadas pela Manutenção & Engenharia da TAP, com o objetivo de determinar as causas da ocorrência.
A avaria referida provocou um ruído fora do normal, embora não tenha havido qualquer explosão, e a segurança da operação não tenha sido colocada em risco.
Quanto ao problema ocorrido com a turbina, e embora a falha do motor tenha sido contida, não provocando quaisquer danos no avião, verificou-se a projeção de alguns detritos pela tubeira de escape. Quaisquer danos daí resultantes serão assumidos pela TAP.»


sexta-feira, 11 de julho de 2014

AIR INDIA INTEGRA OFICIALMENTE A STAR ALLIANCE

Airbus A350 da Air India

A Star Alliance acaba de dar hoje, dia 11 Julho 2014, as boas-vindas à Air India como membro da sua família global de companhias aéreas, em Nova Deli, abrindo assim aos clientes da rede da Star Alliance em todo o mundo o acesso à ampla rede doméstica da companhia nacional indiana, no quinto maior mercado da aviação mundial.

A Air India passa agora a oferecer todos os benefícios dados aos clientes da Star Alliance em toda a sua rede e, por sua vez, os clientes da Air India podem também desfrutar dos mesmos benefícios quando viajarem em qualquer uma das outras 26 companhias aéreas membro da Aliança.

"Este é um dia importante para nós. Temos dito desde há muitos anos que precisávamos de uma companhia nacional forte no mercado indiano e ao dar as boas vindas à Air India na nossa família Star Alliance, conseguimos alcançar esse objetivo ", afirmou o CEO da Star Alliance,  Mark Schwab. “Sabemos que a ‘nova’ Air India está ansiosa para proporcionar os benefícios da Star Alliance a muito mais viajantes.”

Rohit Nandan, presidente e director-geral da Air India afirmou: “A Air India tem orgulho de ser um membro desta prestigiada aliança de companhias aéreas. A partir de hoje, abrimos um mundo completamente diferente aos nossos passageiros, os quais podem agora viajar para mais de 1.300 destinos em toda a rede, dispondo de um serviço de categoria mundial, assim como da melhor conectividade e consistência de serviços onde quer que vão”.

A Air India acrescenta um total de 400 voos diários e mais de 40 novos destinos na Índia à rede da Star Alliance. O maior crescimento resulta do seu mercado doméstico, servido até agora  por 13 companhias da Aliança, com operações para 10 destinos e uma quota de mercado de 13 por cento, a qual sobe agora para 30 por cento com a adesão da Air India. Os passageiros passam a beneficiar de um leque de opções amplo em rotas que ligam a América do Norte, Europa, Ásia e Austrália, através do subcontinente indiano. No total, a rede da Star Alliance conta com 27 companhias aéreas membro, oferecendo mais de 18.500 voos diários, servindo 1.316 destinos em 192 países.

A Air India oferece agora through check-in até ao destino final, tanto para passageiros como para bagagens, em voos de ligação operados por qualquer companhia aérea membro da Star Alliance, proporcionando assim uma experiência de viagem única e sem qualquer interrupção, beneficiando os passageiros do facto de não precisarem de recolher os seus cartões de embarque para voos de ligação nos aeroportos de transferência e, nos casos em que a  regulamentação alfandegária local o permita, também as respectivas bagagens serão despachadas directamente até ao destino.

Passam também a estar disponíveis os benefícios recíprocos para passageiros frequentes do programa Flying Returns da Air India e dos programas de fidelização das outras companhias aéreas membro, que garantem aos clientes mais opções para ganhar e converter milhas, ter upgrade e obter o estatuto Gold da Star Alliance.

Os membros do programa Flying Returns que possuem estatuto Maharajah Club ou Golden Edge Club adquirem agora também, automaticamente, o estatuto Star Alliance Gold, obtendo acesso a mais de 1.000 lounges em aeroportos de toda a rede. Os clientes de estatuto Gold podem também fazer check-in em balcões exclusivos, transportar mais bagagem e ter prioridade de embarque e na entrega de bagagens. Todos esses benefícios são também oferecidos pela Air India aos clientes titulares de estatuto Star Alliance Gold noutros programas de passageiro frequente.

A rede da Air India compreende 50 destinos na Índia e 33 internacionais, servindo 23 países. A adição de mais de 40 destinos únicos no mercado interno oferece aos passageiros uma excelente conectividade entre os principais centros de negócios. Entre os novos destinos destacam-se os pólos industriais de Aurangabad e Vadadora; Indore, que é a sede de muitos fabricantes de produtos farmacêuticos; O centro de têxteis e engenharia Coimbatore e Jamnagar, a “cidade do petróleo” da Índia. A Air India serve também destinos turísticos populares, como Goa, Cochim, Madurai e Jaipur.

Como parte integrante da rede da Star Alliance, a Air India participa agora em vários produtos tarifários da Aliança e nas soluções para tráfego de negócios.

Para o sector de viagens de negócios, os voos da Air India podem ser incluídos nos acordos  Star Alliance Corporate Plus, destinados a grandes empresas multinacionais. Para o mercado das convenções e reuniões, a Air India vai passar a oferecer os produtos específicos para esse sector,o Star Alliance Conventions Plus e Meetings Plus.

A Air India passa também a oferecer o produto tarifário mais popular da Aliança, o Star Alliance Round the World (RTW). Disponível em Primeira, Executiva e Classe Económica, esta tarifa permite aos clientes fazer viagens de volta-ao-mundo na rede conjunta das 27 companhias aéreas membro. Os clientes podem agora usar todos os voos da Air India no momento da reserva da sua tarifa RTW, quer através do Book & Fly, ferramenta de reservas online*, de uma companhia aérea ou agência de viagens.

Alguns dos voos da Air India serão também incluídos no produto Star Alliance Circle Pacific, para viagens circulares de ida-e-volta abrangendo os países asiáticos ao largo do Pacífico, os principais hubs internacionais na costa do Pacífico do Canadá e dos EUA, bem como o Pacífico Sul (sobretudo a Austrália e Nova Zelândia).

Finalmente, a Air India passa a integrar igualmente o Asia Airpass, juntamente com todas as outras companhias aéreas da Star Alliance com base na Ásia. Este produto tarifário específico  está disponível para todos os visitantes de outros continentes na região, que viajem numa companhia aérea da Star Alliance permitindo-lhes viajar pela Ásia para um conjunto de 277 destinos no total.

Fonte: TAP

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