quinta-feira, 7 de agosto de 2014

TAM SERÁ A PRIMEIRA OPERADORA DO A350 NO CONTINENTE AMERICANO

Airbus A350 XWB


O Airbus A350, um dos mais modernos aviões de passageiros do mundo, visitou o aeroporto de Santiago do Chile ontem dia 6/8 e chegou a São Paulo no Brasil nesta tarde de 7/8 .

A TAM, membro do grupo LATAM, será a primeira linha aérea do continenete americano e a quarta no mundo  a receber e operar o Airbus A350-900 XWB. A companhia tem pendente um pedido de 27 aviões deste modelo, cuja previsão de entrega está entre o final de 2015 e 2019.

"Esta etapa de certificação deste avião constitui um feito importante para o grupo LATAM" afirmou Enrique Cueto, CEO do Grupo. "A aquisição destes aviões demonstra o nosso compromisso constante em manter uma das frotas mais modernas e jovens do mundo, com aviões mais eficientes, com um menor impacto ambiental e a melhor tecnologia disponível na aviação, que nos permite proporcionar cada vez mais comodidade aos nossos passageiros".

A chegada do A350 marcará a entrada de uma nova geração de aeronaves de longo alcance na TAM, construídas com materiais copostos, mais leves, eficientes e económicos. Os custos de operação (incluindo combustível) e emissões de gases e efeito de estufa, do A350 são até 25% inferiores a outros aviões de porte similar.

O investimento a preço de tabela do total da encomenda de 27 aviões é de aproximadamente 7000M USD.  



Atualmente o Airbus A350 está em processo de certificação, e os dois destinos na América do Sul fazem parte duma série de voos a realizar pelos protótipos por todo o mundo. Este voo em concreto, foi iniciado em Toulouse em França e incluíu locais tão distantes como Joanesburgo, Sidnei, e Auckland. De São Paulo o A350 regressará à sua casa em Toulouse.


domingo, 27 de julho de 2014

CAIXAS NEGRAS CONFIRMAM MÍSSIL COMO CAUSA DE QUEDA DO VOO MH17

Local do despenhamento do Boeing 777 do voo MH17   Foto:DigitalGlobe


Os primeiros dados obtidos das caixas negras do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que se despenhou no leste da Ucrânia, são consistentes com uma explosão causada por um míssil, revelou hoje a cadeia norte-americana CBS News.

A CBS News cita fontes europeias próximas da investigação sobre o desastre com o voo MH17, no qual morreram 298 pessoas, que indicam que os dados confirmam "uma massiva descompressão explosiva" e o impacto de múltiplos fragmentos de estilhaços de um míssil.

As caixas negras tinham sido entregues às autoridades malaias pelos rebeldes pró-russos que controlam a região ucraniana onde caiu o avião, tendo sido levadas para um laboratório no Reino Unido para análise.

Grupos de investigadores malaios, holandeses e australianos tem estado durante os últimos dias no local da queda do avião, em plena zona de conflito entre as forças armadas ucranianas e os separatistas pró-russos, para analisar os restos do avião. Os especialistas encontraram sinais de impacto de estilhaços na fuselagem, indicadores de que o avião foi derrubado por um míssil terra-ar.

Segundo os serviços de informações norte-americanos, a causa mais provável da tragédia foi o lançamento de um míssil SA-11, que terá sido fornecido pela Rússia aos rebeldes da região de Donetsk, que terão derrubado o avião de passageiros ao confundi-lo com um avião militar.




sábado, 26 de julho de 2014

DIREÇÃO DO INAC À ESPERA DO GOVERNO



O regulador da aviação está há quase cinco meses com uma administração fragilizada, depois do vice-presidente se ter demitido em Março por incompatibilidades com a lei-quadro das entidades supervisoras. A saída não chegou a ter deferimento do Ministério da Economia, mas acabou por se materializar em Abril, por motivos de baixa médica.

Esta semana, foi publicado um despacho em Diário da República que delega as funções de Paulo Figueiredo Soares no presidente e no vogal da administração. O Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC) é um dos seis reguladores que aguarda, há quase nove meses, que o Governo aprove a adaptação dos estatutos à nova legislação – um passo determinante para a futura gestão.

Paulo Figueiredo Soares teve de renunciar ao cargo no início do ano, porque acumulava a vice-presidência do INAC com um vínculo à TAP, onde trabalhou como piloto. Uma situação que a lei-quadro dos reguladores, que entrou em vigor em 2013, veio proibir, já que estabelece que os administradores destas entidades não podem ter “qualquer vínculo ou relação com empresas” que supervisionem. O diploma definia um prazo máximo de seis meses para que os visados pusessem termo às incompatibilidades, o que levou à renúncia do administrador.

No entanto, a demissão não chegou a ter deferimento por parte do Ministério da Economia, o que fez com que o vice-presidente se mantivesse em funções, mesmo em violação das normas legais. No entanto, a 21 de Abril, Paulo Figueiredo Soares deixou o cargo por motivos de saúde, estando, desde então, de baixa médica. A situação é descrita, embora sem pormenores, no despacho publicado segunda-feira em Diário da República, em que o presidente do INAC distribui os pelouros do seu vice-presidente pelos restantes dois elementos da administração.

“Sucede que o vice-presidente do conselho diretivo, comandante Paulo Alexandre Ramos de Figueiredo Soares, se encontra impossibilitado do exercício pleno de funções, desde 21 de Abril de 2014, e não sendo possível prever o seu regresso, o conselho directivo do INAC entende que importa proceder a uma reorganização interna das unidades que se encontravam a seu cargo, de modo a garantir o normal e regular funcionamento dos serviços e a gestão dos recursos humanos afectos àquelas áreas”, lê-se no documento assinado pelo responsável máximo do regulador da aviação, Luís Trindade dos Santos.

A administração do INAC termina o mandato em Novembro e, apesar de a lei-quadro impedir a recondução das equipas de gestão dos reguladores, uma versão dos novos estatutos do supervisor da aviação abre a porta à continuidade do actual conselho directivo, como o PÚBLICO noticiou em Março. Uma possibilidade que sempre foi defendida por Trindade dos Santos, mas que tem dividido o executivo.

A adaptação dos estatutos já deveria ter ocorrido em Novembro, mas continua sem ver a luz do dia em seis supervisores. Apenas os da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (o antigo IMT) foram publicados em Diário da República, e os da Autoridade da Concorrência aprovados em Conselho de Ministros. Só quando o Governo der este passo, que faz parte das exigências da troika para reforçar os poderes e a independência das entidades reguladoras, se saberá o futuro da administração do INAC, que passará a designar-se por Autoridade Nacional da Aviação Civil. 

Nota do Pássaro de Ferro: Tal como ontem noticiámos, a falta de certificação do INAC é a principal causa pelo atraso no início de operação dos novos aviões da TAP, que tantos transtornos tem causado a passageiros e prejuízos à transportadora aérea nacional. Até que ponto a instabilidade na direção do INAC tem tido influência nos atrasos do seu funcionamento, não é possível avaliar. O que se pode afirmar com toda a certeza, é que de bom nada traz.

Fonte: Público
Adaptação: Pássaro de Ferro

sexta-feira, 25 de julho de 2014

MINISTRO DA ECONOMIA FALA SOBRE SITUAÇÃO NA TAP - Opinião



O ministro da Economia, Pires de Lima, falou ontem (24/7/2014) em Luanda a propósito do período conturbado que se vive na maior transportadora aérea nacional, com sucessivos cancelamentos de voos e avarias.

"Estes cancelamentos e estes atrasos não são seguramente uma coisa boa e devem ser um motivo de reflexão para a administração da TAP e para todos nós" disse Pires de Lima, assegurando que o Ministério da Economia tem "acompanhado de perto" a "evolução operacional da TAP", demonstrando preocupação com a sucessão de atrasos e cancelamento de voos, uma vez que é "a imagem de Portugal, também, que está em causa. Nós temos a obrigação, enquanto Ministério da Economia, de pedir à administração da TAP que recupere operacionalmente a normalidade das operações na TAP num tempo curto. E essas expectativas foram criadas pela própria administração, para as próximas semanas e durante o mês de Agosto", continuou Pires de Lima. "Essa é a expectativa que a administração da TAP criou e que nós, Governo, queremos ver cumprida", enfatizou.
Ainda ontem,  a TAP confirmou o cancelamento de 37 voos agendados até sábado, justificando a decisão com o atraso em ter operacionais seis aviões alugados, cujas causas considera a TAP ser "totalmente alheia". 

Pires de Lima, pretende perceber o que correu mal em todo o processo: "A seu tempo, com calma, com tranquilidade, com serenidade, durante os meses de Setembro e Outubro, eu acho que é preciso aprofundar as razões desta crise de crescimento que se verificou na TAP e que perturba o serviço e a vida das pessoas. Nós temos de compreender isso, para que estas situações não se voltem a repetir no futuro". Apesar das dificuldades operacionais sentidas pela companhia, o governante reafirma que a TAP "continua a ser uma empresa tão segura como sempre foi no passado", mas assume que a situação actual, com várias suspensões de voos e atrasos, "prejudica a vida das pessoas".

Segundo o Pássaro de Ferro conseguiu apurar, o atraso na entrada em serviço das aeronaves alugadas, prende-se com a certificação do INAC para que possam operar com matrícula nacional. O caso, com notáveis prejuízos para a TAP, bem como incómodos para os seus clientes, não deixa de ser sintomático dum país sobrecarregado de burocracias e processos absurdamente morosos e complexos. Como se não bastassem as dificuldades causadas pela natural lei da concorrência e dos mercados, em Portugal é necessário lutar também contra os obstáculos causados pelo próprio Estado.

Fica por isso uma sugestão no ar para o sr. Ministro refletir: se os aviões estavam a voar até serem entregues à TAP, seria mesmo necessário um processo tão complicado para continuarem a voar, só por terem agora as cores da TAP?




quinta-feira, 24 de julho de 2014

AEROPORTO DE BEJA IRÁ SERVIR PARA DESMANTELAR AERONAVES

Foto: ANA Aeroportos

Jorge Ponce de Leão, presidente do conselho de administração da ANA-Aeroportos de Portugal garantiu nesta quarta-feira durante uma entrevista a José Gomes Ferreira no programa “Negócios da Semana”, na SIC Notícias, que o futuro da unidade aeroportuária de Beja não estará “necessariamente” associado ao tráfego de passageiros. Para complementar o negócio da aviação civil, que não é considerado prioritário, irá ali ser instalada uma empresa especializada em “desmantelamento de aviões”. As negociações estão “muito avançadas” para que a sua instalação se concretize “a curto prazo”, adiantou o presidente da empresa.

O investimento entretanto efectuado na construção do novo aeroporto “já não é um problema” para o contribuinte. Os cerca de 34 milhões de euros que custou a infra-estrutura, sem contar com os encargos já suportados com juros e manutenção do equipamento, “foi descontado no preço pago pela concessão” da ANA - Aeroportos de Portugal à empresa francesa Vinci, revelou Ponce de Leão. Uma auditoria do Tribunal de Contas realizada em 2010 ao Aeroporto Civil de Beja concluía que o empreendimento custaria “74 milhões de euros”.

O projecto dimensionado e apresentado para "promover o desenvolvimento da região" baseado em actividades ligadas ao transporte de passageiros e carga, à indústria aeronáutica (produtos semiacabados, de fabrico de componentes aeronáuticos ou de manutenção de aeronaves) e formação e logística foi contemplado com um parque de sucata. É um “negócio florescente”, fundamental para viabilizar uma infra-estrutura que “ainda apresenta resultados negativos”, reconhece o presidente da ANA, admitindo que o panorama será invertido com o negócio do desmantelamento de aeronaves.

A solução avançada por Ponce de Leão já tinha sido aflorada pela ANA no final de 2009. Naquele ano já se admitia que o Aeroporto do Alentejo iria ter "um arranque muito difícil".

Como não eram conhecidos operadores interessados em utilizar o aeroporto, a ANA estabeleceu naquele ano que a primeira fase de utilização do novo equipamento passaria pelo parqueamento de aviões inactivos que ocupavam espaço noutros aeroportos. E só então, “lá para 2014, é que se pode pensar no tráfego de passageiros".

João Rosa, proprietário de uma unidade hoteleira, está apreensivo quanto o futuro: “Não sei por quanto tempo vamos manter o hotel aberto”, um projecto em que acreditou, convencido que o aeroporto iria trazer um fluxo de turistas estrangeiros que não se confirma. “Faz que anda mas não anda”, queixa-se João Rosa, frisando que só durante a final da liga dos campeões europeus, com o estacionamento em Beja de 25 aeronaves de passageiros, é que “o negócio animou alguma coisa” durante dois dias com as tripulações que se alojaram na sua unidade hoteleira. “Ora isto não é nada”, reage o empresário, lamentando o seu “atrevimento” em avançar para um investimento feito com base em empréstimos bancários e que está agora ameaçado com o anúncio da ANA que prioriza o desmantelamento de aviões em detrimento da componente passageiros e carga.

O aeroporto do Beja, descrito por José Sócrates em 2007 como "um baixo investimento para um grande benefício", dimensionado para dar apoio à componente turística então anunciada para a zona de Alqueva, ficou pelo caminho. Até ao momento, nenhum dos 12 projectos PIN programados, orçados em cerca de mil milhões de euros, iniciou obra. E duvida-se que alguma vez este tipo de empreendimentos turísticos de grande dimensão, que traria 22.500 turistas estrangeiros à região, conheça a luz do dia.

Fonte: Público

quarta-feira, 23 de julho de 2014

NOVIDADE NA AVIAÇÃO CIVIL: ÓCULOS PARA NEVOEIRO

Foto: Elbit Systems

Os Skylens são óculos inteligentes, com sensores e ligação a câmaras na frente do helicóptero que permitem ver para lá do nevoeiro.

O sistema vai permitir que helicópteros e pequenas aeronaves possam aterrar em segurança, mesmo com condições meteorológicas adversas. Os Skylens recebem vídeo através de câmaras colocadas na frente da aeronave ou do helicóptero, há informação sobre o tráfego local de outras aeronaves e uma câmara do tamanho de um isqueiro monitoriza os movimentos de cabeça do piloto para mostrar as imagens de forma sincronizada.

"Isto permite ao piloto ter muito mais confiança de que pode olhar para diante e ver como tudo estivesse normal", diz Dror Yahav, da Elbit Systems, a empresa israelita que desenvolveu o sistema, citado pela New Scientist.

Os Skylens podem ser sincronizados com outros aparelhos que já estejam a bordo de aviões e helicópteros, como por exemplo, com o sistema de radar, com o velocímetro ou com o altímetro.

Foto: Elbit Systems

O sistema é uma espécie de versão civil do Head Up Display (HUD) usado na aviação militar e pode ser aplicado mesmo em aeronaves antigas.
Foi testado por mais de 150 pessoas em diferentes condições e aeronaves, aguardando certificação das autoridades, esperando o fabricante entrar no mercado em 2016.

Fonte: Exame Informática 
Adaptação: Pássaro de Ferro
 

domingo, 20 de julho de 2014

AEROPORTO DE LUANDA COM SEGUNDA MAIOR PISTA DE ÁFRICA

Imagem:Skyscraper City

O Novo Aeroporto Internacional de Luanda terá a segunda maior pista de África, atrás apenas de uma das duas do aeroporto internacional Oliver Tambo, na África do Sul, que tem 4418 metros de comprimento. A pista norte do futuro aeroporto da capital terá 4.200 metros.

Com quatro mil metros cada, duas pistas de dois aeroportos egípcios (Aeroporto Internacional do Cairo e Aeroporto Internacional de Hurghada) estão depois no ranking, seguindo-se outra pista de 3999 metros do aeroporto internacional do Cairo e a de 3900 do aeroporto de Murtala Muhamed, para além da de 3800 metros do aeroporto de Bole, Addis Abeba.

Numa altura que se desconhece ainda outros detalhes operacionais do futuro aeroporto de Luanda - sobre o movimento de passageiros, cargas e aeronaves apenas existem estimativas - o tamanho da pista coloca a infra-estrutura entre as maiores de África. Este 'pormenor' dá ao aeroporto a capacidade para receber grandes aeronaves, mas está longe de ser uma garantia de consideráveis movimentos aeroportuários.

Novo terminal do Aeroporto Internacional de Angola    Imagem:Skyscraper City

A pista do terceiro aeroporto mais movimentado do mundo, o de Heathrow, em Londres, com 70 milhões de passageiros em 2013, é inferior, por exemplo, à do 10.º mais movimentado (cerca de 58 milhões de passageiros), o aeroporto internacional do Dubai. Este tem duas pistas com 4000 e 4300 metros de comprimento, enquanto as pistas do aeroporto de Londres têm 3600 e 3900 metros.

Já o aeroporto internacional de Atlanta, nos EUA, destaca-se por ser aquele que mais pistas tem (5), facto que, segundo os especialistas do sector, tem mais influência nos movimentos aeroportuários. Em África, apenas o aeroporto internacional do Cairo tem mais de duas pistas.

Fontes conhecedoras do processo do aeroporto de Luanda garantem, contudo, que dotar a infra-estrutura de mais pistas seria um investimento desnecessário. E dão dois argumentos. Primeiro, defendem que o movimento aeroportuário no país não terá, nos próximos anos, um crescimento excepcional, ao ponto de as duas pistas serem insuficientes. Por outro lado, Luanda passará a contar com quatro pistas, se se incluir as duas do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro - com 3700 metros de comprimento, uma, e 2600 metros, a outra.

Recentemente, o PCA da ENANA, Manuel Ceita, garantiu que o novo aeroporto de Luanda irá permitir a recepção de grandes aeronaves, incluindo o Airbus A380, o que pode colocar Angola entre os pontos de escala de eleição das companhias.

"O novo aeroporto vai trazer grandes ganhos ao país, porque vai constituir-se não só como um ponto de escala, mas também num ponto final, permitindo a recepção de grandes aeronaves, e terá um centro de logística que vai convergir com serviços e meios de transporte", disse. Por isso, afirmou, a infra-estrutura irá permitir mais tráfego na zona central e sul de África.

Actualmente, operam no país cerca de 20 companhias, e o número de passageiros que se movimentam, anualmente, no Aeroporto 4 de Fevereiro está próximo do limite - cerca de 3,6 milhões de passageiros, segundo dados recentes da ENANA. De acordo com a empresa que gere os aeroportos nacionais, na capital há 150 voos diários, entre internacionais e domésticos.
 
O novo Aeroporto Internacional de Luanda está a ser construído numa área de 1324 hectares, terá 31 mangas e, com as suas duas pistas, terá capacidade para movimentar cerca de 15,3 milhões passageiros/ano. Se se usar este indicador como critério, o aeroporto será, também, um dos mais importantes do continente africano: o aeroporto internacional de Oliver Tambo, em Joanesburgo, por exemplo, tem capacidade para 15 milhões de passageiros por ano, o que o coloca entre os 100 mais movimentados do mundo, na 73.ª posição.

No entanto, estes indicadores estão distantes dos números do Top10, liderado pelo aeroporto internacional de Hastsfield, Atlanta, com mais de 95 milhões de passageiros por ano. Seguem-se os aeroportos internacionais de Pequim, na China, Heathrow; Tóquio (Japão) e Chicago (EUA), com, respectivamente, 82 milhões, 70 milhões, 66,7 milhões e 66,6 milhões de passageiros por ano. 

Fonte: Jornal i

quinta-feira, 17 de julho de 2014

DESPENHAMENTO DE AVIÃO DA MALAYSIA AIRLINES (Em atualização)


As agências de notícias estão a dar conta de um acidente grave e fatal com um Boeing 777-200 da Malaysian Airlines, numa zona de fronteira entre a Ucrânia e a Rússia. O avião descolou de Amesterdão e rumava a Kuala Lumpur, capital da Malásia. O avião caíu perto de Donetsk, na Ucrânia, onde decorrem confrontos entre a Ucrânia e a Rússia.
As mesmas agências referem 295 mortos, ou seja a totalidade dos ocupantes do avião.
A notícia, como é evidente, ficará a aguardar desenvolvimentos, sendo que correm já rumores que referem que o avião poderá ter sido abatido, uma vez que a região está envolvida num conflito que teve a sua génese com a crise na Krimeia.
Seja como for, a Malaysian Airlines está, de novo no topo da atualidade, pelos piores motivos, através de uma notícia que continuaremos a acompanhar.

Nota: Existem já várias imagens no Youtube e fotos em diversas páginas que reportam uma enorme coluna de fumo negro e já outras que revelam destroços do avião.
Por opção editorial, não as divulgaremos no Porta de Embarque 04/Pássaro de Ferro.

Screenshot do Flightradar 24:



Atualização (16:45h): Ministro do Interior Ucraniano diz que avião foi abatido e que não há sobreviventes.

Atualização (17:25h): Fontes do Ministério do Interior da Ucrânia referem que o avião voava a 10 mil metros e terá sido abatido por um míssil.

Atualização (17:30h): Uma outra versão aponta para "um engano", uma vez que se alega que o míssil que terá atingido o Boeing 777 se destinava a uma avião militar de transporte Il-76 da Ucrânia (tal como sucedeu a 14 de junho passado), mas que desta vez voava numa rota similar à do avião Malaio.
Os separatisas afirmam que não possuem armas capazes de abater um avião que voe a altitudes da ordem dos 10 mil metros.
Já do lado governamental ucraniano, é referido que "não existem forças de defesa nem tropas ucranianas na zona", apontando o dedo acusador a forças russas, essas sim possuidoras de armamento capaz de abater uma aeronave a 10.000 metros de altitude.
A agência russa Interfax avança mesmo com a informação que o sistema anti-aéreo usado terá sido o 9K38 Buk de fabrico russo.


Sistema SAM 9K38 Buk       Foto:Wikipedia

Entretanto, através do Flightradar24 é possível ver os voos comerciais que normalmente atravessariam a zona onde ocorreu o sinistro, a evitarem cruzar tal espaço aéreo:

Imagem: Flightradar 24 via RT

Durante o dia de ontem, 16 de julho, há relatos oficiais de que dois Su-25 ucranianos foram alvejados por mísseis, embora em condições diferentes. Alegadamente um terá sido atingido por um míssil ar-ar e o outro por um míssil de ar-terra de curto alcance.

Atualização (21:00):
Embora com algumas informações contraditórias, a cadeia noticiosa russa dá conta de que o avião presidencial de Vladimir Putin estaria no ar ao mesmo tempo que o 777 da Malaysia, e ter-se-ão mesmo cruzado em voo sobre a Polónia. As aeronaves têm, além disso bastantes semelhanças de aspeto, como se pode ver pela imagem abaixo.


O avião do presidente russo contudo, não sobrevoou a Ucrânia, nem o faz já há bastante tempo, segundo fontes em Moscovo.


DE ALERTA... EM ALERTA!



Transcrição integral de comunicado da  Comissão de Trabalhadores da TAP divulgada hoje:

"A Comissão de Trabalhadores da TAP, face às sucessivas notícias que colocam em causa a operação da empresa e a segurança, com grande eco nos meios de comunicação social, não pode deixar de tomar uma posição junto dos trabalhadores, assim:

-Há muito que temos vindo a alertar, que a TAP foi lançada num processo de crescimento não sustentado, ou no mínimo, mal planeado, tendo em conta, quer as possibilidades da frota, quer dos recursos humanos disponíveis.
Lamentamos que, quer o Governo, quer a Administração tenham ignorado os sucessivos alertas, colocando como objectivo primeiro, o embelezar da empresa para a privatização, em sacrifício do regular funcionamento da sua operação, que tem vindo a ser sujeita a uma pressão tão inacreditável quanto irresponsável, o que satisfazendo a necessidade imperiosa de alguns quererem brilhar, pode colocar em causa o bom nome conquistado ao longo de décadas com o esforço de todos os trabalhadores. Nada mais volátil que a confiança.

-Há muito que temos vindo a alertar, em particular o poder político para o facto de a TAP, inserida num ramo de actividade altamente competitivo, não poder estar sujeita a um tratamento igual para o que é substancialmente diferente! Não concorremos com as restantes empresas do sector dos transportes, do sector empresarial do Estado, com todo o respeito que todas elas nos merecem.
A política remuneratória seguida (ultrapassados já quatro anos de congelamento salarial) tem sido sempre sob a justificação do Divino Orçamento de Estado, o grande contributo para a saída de profissionais desta empresa para o exterior, o que, em grande medida tem sido um grande contributo para fazer emergir algumas dificuldades que se têm vindo a manifestar. Tudo na vida tem um timing – até a transmissão do saber!

-Há muito que temos vindo a alertar, para as consequências ruinosas do negócio da VEM (Manutenção Brasil), cujos contornos até hoje, permanecem debaixo de uma nuvem negra e uma total ausência de explicações para o muito dinheiro já investido. Tendo em conta que o direito ao trabalho é universal, nada nos move contra os trabalhadores daquela unidade de negócio, contudo, sentimo-nos no direito de questionar toda a conduta deste processo.

É urgente por cobro a esta situação, a esta ideia fixa de privatizar esta empresa a todo o custo.
É urgente que o poder político consiga aprender com asneiras anteriores já praticadas, e passe a fomentar o desenvolvimento da TAP como pode e é da sua responsabilidade.

Lamentamos profundamente toda a campanha de boatos e algum tratamento até alarmista dado por alguma comunicação social onde é notório o desconhecimento do funcionamento e profissionalismo da TAP e dos seus Trabalhadores.

A Comissão de Trabalhadores da TAP Portugal
Lisboa, 16 de Julho de 2014 "





quarta-feira, 16 de julho de 2014

FORTE TURBULÊNCIA NUM VOO DA SOUTH AFRICAN

A340-300 da South African Airways. Foto não creditada.

«Pelo menos 25 pessoas ficaram feridas, duas delas com gravidade, durante um voo procedente da África Sul com destino a Hong Kong atingido por turbulência, informou hoje a polícia.
Entre os feridos há 13 mulheres e 12 homens. Os dois homens gravemente feridos foram hospitalizados em Hong Kong.
Televisões locais mostraram ambulâncias no aeroporto de Hong Kong a transportarem os feridos, que estavam a bordo de um avião da South African Airways procedente de Joanesburgo, que aterrou em Hong Kong pelas 12h30 (05h30 em Lisboa).
As autoridades aeroportuárias de Hong Kong disseram ter recebido uma notificação do piloto do avião durante o voo solicitando os serviços de emergência para a aterragem. 
O avião era um Airbus A340-300, segundo a AFP.
As autoridades não confirmaram o número de passageiros a bordo.»
Fonte: Semanário Sol/Lusa

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