domingo, 2 de novembro de 2014

VINTE E DOIS ANOS DE AIRBUS A330


 A330-200 da TAP.

O Airbus A330 esté completar 22 anos desde o primeiro voo efetuado e 20 de serviço comercial.
Esta aeronave "widebody" veio a tornar-se num dos maiores sucessos do construtor europeu, ombreando com os congéneres da Boeing, o 767 e 777.
Em Portugal é operado (14 unidades) pela TAP e é, por isso, a espinha dorsal do médio/longo curso da transportadora aérea de bandeira nacional.
Pelo mundo fora, conta com mais de mil unidades em operação.
Em jeito de "homenagem" deixamos aqui algumas pinturas bem bonitas, efetuadas nestas aeronaves, pertencentes a diversas companhias espalhadas pelo mundo.



 Foto: Airbus

Foto: Dennis HGK





Foto: Keith Anderson

Foto: Keith Anderson


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

TAM E LAN VÃO DESAPARECER



A Latam Airlines está prestes a anunciar ao mercado a sua nova marca. A empresa, resultado da fusão da TAM com a LAN, deve tornar público até o fim do ano o novo nome com que atuará nos mercados do Brasil, do Chile e de outros cinco países da América Latina.

"Depois de muito estudo, chegàmos à conclusão de que as duas marcas são muito fortes nos seus mercados e que não poderíamos optar por uma ou outra", disse Marco Bologna, presidente da TAM SA. "O que podemos revelar agora é que teremos uma nova marca."

A partir daí, a companhia dará início à pintura de aeronaves, padronização de uniformes e unificação dos programas de reserva. Toda a integração deve ser concluída num ano e meio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

FAMÍLIA A350 SOBE AOS CÉUS E CERTIFICAÇÃO DO A350-900

As cinco aeronaves Airbus A350 efetuaram recentemente uma "subida aos céus, em conjunto, proporcionando belas imagens e, em simultâneo, promovendo a imagem do construtor europeu, lançando charme sobre os potenciais clientes em todo o mundo.


Entretanto, o novo Airbus A350-900, recebeu hoje, dia 30 de setembro, a sua "certificação tipo" da Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA).
Para além das características já conhecidas e divulgadas pela Airbus relativamente a este segmento A350, este modelo 900, o mais recente, está está equipado com um par de motores Rolls-Royce Trent XWB.
A esta certificação virá juntar-se brevemente a que será emitida pela Administração Federal da Aviação Americana (FAA).


O A350 conta já com cerca de 750 encomendas, distribuidas por quatro dezenas de clientes, um pouco por todo o mundo, incluindo a portuguesa TAP.

Fonte e fotos: Airbus
Adaptação: Pássaro de Ferro

domingo, 28 de setembro de 2014

REVELADA PINTURA DO PRIMEIRO 787-9 DA ETHIAD

Foto: Boeing

Saiu do hangar de pintura da Boeing em Everett, Washington, EUA, ontem 27 de setembro, o primeiro 787-9 Dreamliner destinado à Ethiad Airways.
A aeronave apresenta o novo esquema de pintura intitulado "Facetas de Abu Dhabi" com cores inspradas na paisagem de deserto, cultura, motivos islâmicos e arquitetura dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Foto: Boeing

A Ethiad, transportadora aérea nacional dos EAU, realizará a aceitação do novo avião até ao fim do ano. É também um dos maiores clientes mundiais do 787, com um total de 71 unidades encomendas até ao momento, incluindo 41 do modelo 787-9 e 30 unidades 787-10.
O Boeing 787-9 é uma parte fundamental dos planos de expansão de frota da Ethiad, estando previsto entrar em seis novas rotas brevemente. O novo 787-9 complementa a família 787-8, com uma fuselagem 6 metros mais longa, pode transportar mais passageiros e mais carga, com maior eficiência energética do que anteriores modelos do mesmo segmento.

Atualmente a família 787 conta já com mais de 1000 unidades encomendadas, para mais de 60 clientes em todo o mundo, 40% das quais do modelo 787-9.



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

COMUNICADO SATA

Foto: SATA



A SATA divulgou hoje o seguinte comunicado através do seu Gabinete de Comunicação e Imagem:

"Nos últimos dias, têm sidos difundidos, principalmente através da Internet, vários textos relacionados com uma alegada petição, cujo conteúdo já foi também veiculado através de alguma comunicação social.


Face ao grave conteúdo desses textos, manipuladores, especulativos, falaciosos e atentatórios da imagem da transportadora aérea açoriana, e pelo respeito que merecem todos aqueles que utilizam os serviços da SATA, especialmente os Açorianos da nossa diáspora, bem como todos os colaboradores da companhia, a SATA entende dever tornar pública a seguinte posição:

1.   A SATA repudia com veemência o conteúdo dos textos que têm sido postos a circular, os quais deixam no ar insinuações falsas sobre a atividade e serviço desta companhia aérea, que não podem ser toleradas;

2.   A SATA respeita a opinião de todos, desde que assente em argumentos sérios e construtivos, contudo, não pode condescender com movimentações e campanhas manipuladas por interesses dissimulados, com o objetivo de danificar a imagem de uma companhia que serve os Açores e os Açorianos, todos os dias, desde há 67 anos;

3.   A alegada petição, colocada a circular, alimenta e propaga insidiosamente rumores e mitos que não correspondem à verdade dos factos relativamente aos serviços prestados pela SATA e aos seus custos para com os seus clientes;
Ao contrário do que se alude nessa alegada petição, a SATA não detém qualquer monopólio nas ligações aéreas com o continente americano - EUA e Canadá -, rotas que, como todos sabem, estão abertas à livre concorrência dos operadores de transporte aéreo;

4.   O conteúdo das cartas que foram colocadas a circular assume uma especial gravidade que não pode passar sem um vivo repúdio, dado que perversamente questiona a "segurança dos funcionários da SATA e seus clientes", a qual, de acordo com os padrões de serviço da companhia, cumprem escrupulosamente a exigente regulamentação europeia e mundial da aviação civil.

5.   É um facto que a frota da SATA integra 4 Aeronaves Airbus A310 que apresentam uma idade média de 22 anos.

É igualmente verdade que nos EUA operam 55 aeronaves idênticas, assim como no continente europeu operam 22. No entanto, esclarece-se que a operacionalidade de uma aeronave não é ditada apenas pela sua data de fabrico, mas também por outros requisitos que estão devidamente controlados e que suportam a aeronavegabilidade das mesmas.
Além disso convém realçar que as aeronaves Airbus A310 operadas pela SATA cumprem todos os requisitos e regulamentação da aviação no domínio da segurança, quer ao nível dos equipamentos, que são alvo da melhor atenção na sua manutenção, quer ao nível dos profissionais que as operam, os quais estão altamente preparados e qualificados para os desempenhos mais exigentes;

A SATA, sublinhe-se, tem como principal preocupação a segurança dos seus passageiros, não olhando a esforço e meios para garantir o respeito dos mais rigorosos níveis de segurança, quer digam respeito aos equipamentos, quer se tratem dos seus recursos humanos, dos quais se orgulha;

De registar ainda que toda esta campanha contra a SATA surge numa altura em que é público o compromisso da Companhia e do seu acionista de, até ao final do ano em curso, apresentarem um Plano de Negócios para a empresa que incluirá a renovação da frota.

6.   Confrontada com insinuações graves e repetidas alegações acerca da qualidade da segurança, que levam por essa via à propagação sub-reptícia de um clima de medo, a SATA considera serem estes atos graves e irresponsáveis que colocam em causa o bom nome da companhia e atentam, em especial, contra os seus interesses, mas também contra os interesses dos Açores e dos Açorianos.

Assim sendo, a SATA recorrerá junto das instâncias competentes, para garantir a defesa da sua imagem, que considera estar a ser gravemente  lesada.

7.   É devida uma renovada palavra aos nossos clientes, assegurando a SATA que não está, como nunca esteve em causa, a segurança das nossas aeronaves.

8.   Finalmente, a SATA dirige aos Açorianos em geral e àqueles que estão radicados nos EUA e Canadá, uma palavra de profundo agradecimento pelo apoio e confiança que tem recebido, assegurando ainda que continuará a trabalhar para melhorar a sua prestação e assim continuar a transportar pessoas e bens, sempre sob o cunho da identidade e da alma Açoriana."



terça-feira, 9 de setembro de 2014

JÁ HÁ CONCLUSÕES SOBRE A CATÁSTROFE DO VOO MH17


O avião da Malaysia Airlines, que se despenhou na Ucrânia, partiu-se em vários bocados durante o voo depois de ter sido atingido por numerosos objetos a alta velocidade, de acordo com um relatório divulgado hoje na Holanda.
Segundo o relatório, "o voo MH17, operado pela Malaysia Airlines, partiu-se no ar, provavelmente em resultado de danos estruturais causados por um grande número de objetos de alta energia que penetraram o avião vindos do exterior", lê-se no relatório preliminar sobre o desastre que matou 298 pessoas, a maioria das quais era de nacionalidade holandesa.
O documento de 34 páginas, divulgado quase dois meses depois de o voo MH17 ter caído na Ucrânia, também afirma que o Boeing 777-200 estava em boas condições para voar, era operado por uma "tripulação qualificada e experiente" e "não havia problemas técnicos".
O relatório diz que o facto de o avião ter sido atingido por múltiplos objetos a grande velocidade "explica o abrupto fim dos registos de dados, a simultânea perda de contacto com o controlo de tráfego aéreo e o desaparecimento do radar".
O Boeing explodiu no ar por cima da Ucrânia quando fazia o voo entre Amsterdão e Kuala Lumpur no dia 17 de julho, matando todos os pas
sageiros e tripulantes, dos quais 193 holandeses.
Kiev e as principais potências ocidentais acusaram os separatistas pró-russos de terem abatido o avião com um míssil fornecido por Moscovo, mas o Governo de Vladimir Putin nega qualquer envolvimento direto e culpa as forças governamentais pelo ataque.

Adenda: Relatório completo - http://www.onderzoeksraad.nl/uploads/phase-docs/701/b3923acad0ceprem-rapport-mh-17-en-interactief.pdf

Fonte: DNMadeira

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

TAM SERÁ A PRIMEIRA OPERADORA DO A350 NO CONTINENTE AMERICANO

Airbus A350 XWB


O Airbus A350, um dos mais modernos aviões de passageiros do mundo, visitou o aeroporto de Santiago do Chile ontem dia 6/8 e chegou a São Paulo no Brasil nesta tarde de 7/8 .

A TAM, membro do grupo LATAM, será a primeira linha aérea do continenete americano e a quarta no mundo  a receber e operar o Airbus A350-900 XWB. A companhia tem pendente um pedido de 27 aviões deste modelo, cuja previsão de entrega está entre o final de 2015 e 2019.

"Esta etapa de certificação deste avião constitui um feito importante para o grupo LATAM" afirmou Enrique Cueto, CEO do Grupo. "A aquisição destes aviões demonstra o nosso compromisso constante em manter uma das frotas mais modernas e jovens do mundo, com aviões mais eficientes, com um menor impacto ambiental e a melhor tecnologia disponível na aviação, que nos permite proporcionar cada vez mais comodidade aos nossos passageiros".

A chegada do A350 marcará a entrada de uma nova geração de aeronaves de longo alcance na TAM, construídas com materiais copostos, mais leves, eficientes e económicos. Os custos de operação (incluindo combustível) e emissões de gases e efeito de estufa, do A350 são até 25% inferiores a outros aviões de porte similar.

O investimento a preço de tabela do total da encomenda de 27 aviões é de aproximadamente 7000M USD.  



Atualmente o Airbus A350 está em processo de certificação, e os dois destinos na América do Sul fazem parte duma série de voos a realizar pelos protótipos por todo o mundo. Este voo em concreto, foi iniciado em Toulouse em França e incluíu locais tão distantes como Joanesburgo, Sidnei, e Auckland. De São Paulo o A350 regressará à sua casa em Toulouse.


domingo, 27 de julho de 2014

CAIXAS NEGRAS CONFIRMAM MÍSSIL COMO CAUSA DE QUEDA DO VOO MH17

Local do despenhamento do Boeing 777 do voo MH17   Foto:DigitalGlobe


Os primeiros dados obtidos das caixas negras do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que se despenhou no leste da Ucrânia, são consistentes com uma explosão causada por um míssil, revelou hoje a cadeia norte-americana CBS News.

A CBS News cita fontes europeias próximas da investigação sobre o desastre com o voo MH17, no qual morreram 298 pessoas, que indicam que os dados confirmam "uma massiva descompressão explosiva" e o impacto de múltiplos fragmentos de estilhaços de um míssil.

As caixas negras tinham sido entregues às autoridades malaias pelos rebeldes pró-russos que controlam a região ucraniana onde caiu o avião, tendo sido levadas para um laboratório no Reino Unido para análise.

Grupos de investigadores malaios, holandeses e australianos tem estado durante os últimos dias no local da queda do avião, em plena zona de conflito entre as forças armadas ucranianas e os separatistas pró-russos, para analisar os restos do avião. Os especialistas encontraram sinais de impacto de estilhaços na fuselagem, indicadores de que o avião foi derrubado por um míssil terra-ar.

Segundo os serviços de informações norte-americanos, a causa mais provável da tragédia foi o lançamento de um míssil SA-11, que terá sido fornecido pela Rússia aos rebeldes da região de Donetsk, que terão derrubado o avião de passageiros ao confundi-lo com um avião militar.




sábado, 26 de julho de 2014

DIREÇÃO DO INAC À ESPERA DO GOVERNO



O regulador da aviação está há quase cinco meses com uma administração fragilizada, depois do vice-presidente se ter demitido em Março por incompatibilidades com a lei-quadro das entidades supervisoras. A saída não chegou a ter deferimento do Ministério da Economia, mas acabou por se materializar em Abril, por motivos de baixa médica.

Esta semana, foi publicado um despacho em Diário da República que delega as funções de Paulo Figueiredo Soares no presidente e no vogal da administração. O Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC) é um dos seis reguladores que aguarda, há quase nove meses, que o Governo aprove a adaptação dos estatutos à nova legislação – um passo determinante para a futura gestão.

Paulo Figueiredo Soares teve de renunciar ao cargo no início do ano, porque acumulava a vice-presidência do INAC com um vínculo à TAP, onde trabalhou como piloto. Uma situação que a lei-quadro dos reguladores, que entrou em vigor em 2013, veio proibir, já que estabelece que os administradores destas entidades não podem ter “qualquer vínculo ou relação com empresas” que supervisionem. O diploma definia um prazo máximo de seis meses para que os visados pusessem termo às incompatibilidades, o que levou à renúncia do administrador.

No entanto, a demissão não chegou a ter deferimento por parte do Ministério da Economia, o que fez com que o vice-presidente se mantivesse em funções, mesmo em violação das normas legais. No entanto, a 21 de Abril, Paulo Figueiredo Soares deixou o cargo por motivos de saúde, estando, desde então, de baixa médica. A situação é descrita, embora sem pormenores, no despacho publicado segunda-feira em Diário da República, em que o presidente do INAC distribui os pelouros do seu vice-presidente pelos restantes dois elementos da administração.

“Sucede que o vice-presidente do conselho diretivo, comandante Paulo Alexandre Ramos de Figueiredo Soares, se encontra impossibilitado do exercício pleno de funções, desde 21 de Abril de 2014, e não sendo possível prever o seu regresso, o conselho directivo do INAC entende que importa proceder a uma reorganização interna das unidades que se encontravam a seu cargo, de modo a garantir o normal e regular funcionamento dos serviços e a gestão dos recursos humanos afectos àquelas áreas”, lê-se no documento assinado pelo responsável máximo do regulador da aviação, Luís Trindade dos Santos.

A administração do INAC termina o mandato em Novembro e, apesar de a lei-quadro impedir a recondução das equipas de gestão dos reguladores, uma versão dos novos estatutos do supervisor da aviação abre a porta à continuidade do actual conselho directivo, como o PÚBLICO noticiou em Março. Uma possibilidade que sempre foi defendida por Trindade dos Santos, mas que tem dividido o executivo.

A adaptação dos estatutos já deveria ter ocorrido em Novembro, mas continua sem ver a luz do dia em seis supervisores. Apenas os da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (o antigo IMT) foram publicados em Diário da República, e os da Autoridade da Concorrência aprovados em Conselho de Ministros. Só quando o Governo der este passo, que faz parte das exigências da troika para reforçar os poderes e a independência das entidades reguladoras, se saberá o futuro da administração do INAC, que passará a designar-se por Autoridade Nacional da Aviação Civil. 

Nota do Pássaro de Ferro: Tal como ontem noticiámos, a falta de certificação do INAC é a principal causa pelo atraso no início de operação dos novos aviões da TAP, que tantos transtornos tem causado a passageiros e prejuízos à transportadora aérea nacional. Até que ponto a instabilidade na direção do INAC tem tido influência nos atrasos do seu funcionamento, não é possível avaliar. O que se pode afirmar com toda a certeza, é que de bom nada traz.

Fonte: Público
Adaptação: Pássaro de Ferro

sexta-feira, 25 de julho de 2014

MINISTRO DA ECONOMIA FALA SOBRE SITUAÇÃO NA TAP - Opinião



O ministro da Economia, Pires de Lima, falou ontem (24/7/2014) em Luanda a propósito do período conturbado que se vive na maior transportadora aérea nacional, com sucessivos cancelamentos de voos e avarias.

"Estes cancelamentos e estes atrasos não são seguramente uma coisa boa e devem ser um motivo de reflexão para a administração da TAP e para todos nós" disse Pires de Lima, assegurando que o Ministério da Economia tem "acompanhado de perto" a "evolução operacional da TAP", demonstrando preocupação com a sucessão de atrasos e cancelamento de voos, uma vez que é "a imagem de Portugal, também, que está em causa. Nós temos a obrigação, enquanto Ministério da Economia, de pedir à administração da TAP que recupere operacionalmente a normalidade das operações na TAP num tempo curto. E essas expectativas foram criadas pela própria administração, para as próximas semanas e durante o mês de Agosto", continuou Pires de Lima. "Essa é a expectativa que a administração da TAP criou e que nós, Governo, queremos ver cumprida", enfatizou.
Ainda ontem,  a TAP confirmou o cancelamento de 37 voos agendados até sábado, justificando a decisão com o atraso em ter operacionais seis aviões alugados, cujas causas considera a TAP ser "totalmente alheia". 

Pires de Lima, pretende perceber o que correu mal em todo o processo: "A seu tempo, com calma, com tranquilidade, com serenidade, durante os meses de Setembro e Outubro, eu acho que é preciso aprofundar as razões desta crise de crescimento que se verificou na TAP e que perturba o serviço e a vida das pessoas. Nós temos de compreender isso, para que estas situações não se voltem a repetir no futuro". Apesar das dificuldades operacionais sentidas pela companhia, o governante reafirma que a TAP "continua a ser uma empresa tão segura como sempre foi no passado", mas assume que a situação actual, com várias suspensões de voos e atrasos, "prejudica a vida das pessoas".

Segundo o Pássaro de Ferro conseguiu apurar, o atraso na entrada em serviço das aeronaves alugadas, prende-se com a certificação do INAC para que possam operar com matrícula nacional. O caso, com notáveis prejuízos para a TAP, bem como incómodos para os seus clientes, não deixa de ser sintomático dum país sobrecarregado de burocracias e processos absurdamente morosos e complexos. Como se não bastassem as dificuldades causadas pela natural lei da concorrência e dos mercados, em Portugal é necessário lutar também contra os obstáculos causados pelo próprio Estado.

Fica por isso uma sugestão no ar para o sr. Ministro refletir: se os aviões estavam a voar até serem entregues à TAP, seria mesmo necessário um processo tão complicado para continuarem a voar, só por terem agora as cores da TAP?




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