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Irregularidades várias foram detetadas na Tatarstan Airlines |
No seguimento da investigação relativa ao acidente ocorrido nas proximidades de Kazan na Rússia, um porta-voz da Comissão de Inquérito, revelou que os investigadores acreditam que alguns pilotos a trabalhar para transportadoras aéreas russas receberam "licenças comerciais falsas", através de centros certificados pela Agência Federal de Aviação.
Suspeita-se que o piloto do voo que terminou numa queda quase à vertical, poderá ser um desses casos. Segundo testemunhas oculares, o Boeing 737 da Tatarstan Airlines abortou uma primeira tentativa de aterragem, tendo-se despenhado na segunda tentativa de aterragem, por ter entrado em perda numa subida de inclinação exagerada, tendo acabado por cair quase na vertical, ao tentar compensar. As investigações preliminares apontam para erro humano, devido a "capacidades insuficientes da tripulação, para manobrar o avião".
O comandante do avião, Rustem Salikhov era um navegador qualificado, que "supostamente obteve a certificação como piloto comercial, através dos centros de treino da Agência Federal de Aviação" informou o porta-voz da comissão, Vladimir Markin. "Os investigadores continuam a verificar as circunstâncias em que a tripulação da aeronave foi treinada", acrescentando ainda que "os investigadores têm dúvidas acerca da legalidade da atividade do referido centro de treino, qu efoi entretanto liquidada".
Na sequência do acidente, o presidente da Tatarstan Airlines foi despedido e a Agência Federal de Aviação recomendou no passado dia 4 de dezembro, que a transportadora visse a licença de exploração revogada, após as investigações terem revelado que muitas tripulações efetuavam horas a mais ou estavam inadequadamente treinadas.
No acidente de 17 de novembro de 2013, pereceram 50 pessoas, entre as quais o filho do presidente do Tartaristão.
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