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domingo, 20 de julho de 2014

AEROPORTO DE LUANDA COM SEGUNDA MAIOR PISTA DE ÁFRICA

Imagem:Skyscraper City

O Novo Aeroporto Internacional de Luanda terá a segunda maior pista de África, atrás apenas de uma das duas do aeroporto internacional Oliver Tambo, na África do Sul, que tem 4418 metros de comprimento. A pista norte do futuro aeroporto da capital terá 4.200 metros.

Com quatro mil metros cada, duas pistas de dois aeroportos egípcios (Aeroporto Internacional do Cairo e Aeroporto Internacional de Hurghada) estão depois no ranking, seguindo-se outra pista de 3999 metros do aeroporto internacional do Cairo e a de 3900 do aeroporto de Murtala Muhamed, para além da de 3800 metros do aeroporto de Bole, Addis Abeba.

Numa altura que se desconhece ainda outros detalhes operacionais do futuro aeroporto de Luanda - sobre o movimento de passageiros, cargas e aeronaves apenas existem estimativas - o tamanho da pista coloca a infra-estrutura entre as maiores de África. Este 'pormenor' dá ao aeroporto a capacidade para receber grandes aeronaves, mas está longe de ser uma garantia de consideráveis movimentos aeroportuários.

Novo terminal do Aeroporto Internacional de Angola    Imagem:Skyscraper City

A pista do terceiro aeroporto mais movimentado do mundo, o de Heathrow, em Londres, com 70 milhões de passageiros em 2013, é inferior, por exemplo, à do 10.º mais movimentado (cerca de 58 milhões de passageiros), o aeroporto internacional do Dubai. Este tem duas pistas com 4000 e 4300 metros de comprimento, enquanto as pistas do aeroporto de Londres têm 3600 e 3900 metros.

Já o aeroporto internacional de Atlanta, nos EUA, destaca-se por ser aquele que mais pistas tem (5), facto que, segundo os especialistas do sector, tem mais influência nos movimentos aeroportuários. Em África, apenas o aeroporto internacional do Cairo tem mais de duas pistas.

Fontes conhecedoras do processo do aeroporto de Luanda garantem, contudo, que dotar a infra-estrutura de mais pistas seria um investimento desnecessário. E dão dois argumentos. Primeiro, defendem que o movimento aeroportuário no país não terá, nos próximos anos, um crescimento excepcional, ao ponto de as duas pistas serem insuficientes. Por outro lado, Luanda passará a contar com quatro pistas, se se incluir as duas do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro - com 3700 metros de comprimento, uma, e 2600 metros, a outra.

Recentemente, o PCA da ENANA, Manuel Ceita, garantiu que o novo aeroporto de Luanda irá permitir a recepção de grandes aeronaves, incluindo o Airbus A380, o que pode colocar Angola entre os pontos de escala de eleição das companhias.

"O novo aeroporto vai trazer grandes ganhos ao país, porque vai constituir-se não só como um ponto de escala, mas também num ponto final, permitindo a recepção de grandes aeronaves, e terá um centro de logística que vai convergir com serviços e meios de transporte", disse. Por isso, afirmou, a infra-estrutura irá permitir mais tráfego na zona central e sul de África.

Actualmente, operam no país cerca de 20 companhias, e o número de passageiros que se movimentam, anualmente, no Aeroporto 4 de Fevereiro está próximo do limite - cerca de 3,6 milhões de passageiros, segundo dados recentes da ENANA. De acordo com a empresa que gere os aeroportos nacionais, na capital há 150 voos diários, entre internacionais e domésticos.
 
O novo Aeroporto Internacional de Luanda está a ser construído numa área de 1324 hectares, terá 31 mangas e, com as suas duas pistas, terá capacidade para movimentar cerca de 15,3 milhões passageiros/ano. Se se usar este indicador como critério, o aeroporto será, também, um dos mais importantes do continente africano: o aeroporto internacional de Oliver Tambo, em Joanesburgo, por exemplo, tem capacidade para 15 milhões de passageiros por ano, o que o coloca entre os 100 mais movimentados do mundo, na 73.ª posição.

No entanto, estes indicadores estão distantes dos números do Top10, liderado pelo aeroporto internacional de Hastsfield, Atlanta, com mais de 95 milhões de passageiros por ano. Seguem-se os aeroportos internacionais de Pequim, na China, Heathrow; Tóquio (Japão) e Chicago (EUA), com, respectivamente, 82 milhões, 70 milhões, 66,7 milhões e 66,6 milhões de passageiros por ano. 

Fonte: Jornal i

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

TAP CRESCEU 5% EM 2013


A TAP atingiu, no final de 2013, um total de 10.703.000 passageiros transportados, o que representa 517.000 passageiros a mais que em 2012, portanto um crescimento de 5%. Este resultado ficou a dever-se à significativa melhoria da taxa de ocupação dos voos, que subiu de 76,8 para 79,4 por cento, traduzindo um crescimento de 2,6 pontos percentuais. Saliente-se que a companhia obteve este crescimento, apesar de ter mantido o mesmo número de aviões, com igual capacidade oferecida.

O aumento no número de passageiros transportados só em dezembro (8,3 por cento) deu um forte contributo para o resultado final, destacando-se neste mês, entre outros sectores da rede, as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, com uma subida de 12,2 por cento, e também África com mais 13,5 por cento.

No acumulado de janeiro a dezembro, a Europa, com mais 443 mil passageiros (+7,2 por cento) foi determinante para o crescimento global, merecendo igualmente destaque África com uma subida de 7,5 por cento, e a Venezuela com 12,6 por cento.
Os voos nacionais (tanto no continente como para as Regiões Autónomas), que revelaram uma quebra ao longo da maior parte do ano, mostraram uma assinalável recuperação nos últimos meses, tendo mesmo atingido um aumento de 1 por cento no volume de tráfego transportado.

Fonte: TAP


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

TAP APOSTA NOS MERCADOS AFRICANOS

Airbus A330 da TAP


A TAP está a reforçar a sua aposta em África. A companhia aérea portuguesa vai criar uma nova estrutura para a gestão nos mercados africanos, que entrará em funções em Março de 2014. E que visa potenciar a capacidade de resposta às oportunidades de crescimento neste continente.

O actual delegado em Angola, Dionísio Barum, que acumula a Direcção de África com a de Angola, deixará Luanda para se dedicar em exclusivo ao continente, sendo substituído no país por Pedro Pinto, avançou fonte oficial.

«A alteração é profunda. Passamos a ter um delegado exclusivo para África, baseado em Lisboa, porque, curiosamente, é mais fácil chegar a qualquer ponto de África a partir de Lisboa do que a partir de África, por não haver muitos voos entre os diversos pontos. Esta é uma aposta que visa aprofundar a nossa influência em África», justifica a mesma fonte.

Salienta ainda que é expectável que a companhia venha a aumentar a oferta para esta região, à semelhança do que já fez com o reforço das ligações durante o período de Natal e fim-de-ano. «Estamos muito confiantes que esta estrutura nos ajude nesse sentido», insiste.

Ao que o SOL apurou, estas alterações foram anunciadas numa reunião de quadros da empresa, a 3 de Dezembro. No encontro - em que também participaram membros da AICEP, da consultora McKinsey, da ELO ou da Geocapital, e em que se abordou a Lusofonia económica, a economia africana e o mercado aéreo - foi vincado o reforço de África como área estratégica de desenvolvimento para a TAP.

Aliás, esse foi também o discurso do presidente da companhia esta semana, num encontro com jornalistas em Lisboa, onde enfatizou a importância das ligações aos países africanos.

«Há indicadores positivos [sobre os resultados da TAP em 2013]. A nossa operação em África, que é muito importante, tem crescido fortemente», sublinhou Fernando Pinto, sem contabilizar, por os números do ano ainda não estarem fechados.

Angola lidera subida nas vendas

Na edição de Setembro do seu jornal interno, a TAP avançava que em África as vendas tinham crescido 7,8% nos primeiros oito meses do ano. «Até Agosto, este ano correu muito bem. Vendemos mais na maioria dos mercados africanos», com Angola a liderar, aumentando 11,1%, detalhava Dionísio Barum na publicação. «Penso que África vai ficar ligeiramente acima dos objectivos», antecipava. «Angola mantém-se como um mercado muito estratégico para a TAP», afirmava por sua vez o director de vendas, Carlos Paneiro.

Incidente na Guiné prejudica resultados

Ainda assim, esta semana, o presidente da companhia não deixou de dizer que o incidente com um voo da TAP entre a Guiné-Bissau e Portugal - a companhia foi obrigada a transportar mais de 70 sírios com passaportes falsos (ver página 44) - terá impacto nos resultados. «Tem um custo pesado para a empresa. O voo [que acontecia três vezes por semana] está cancelado e não temos nenhuma indicação de reabertura», explicou o gestor, justificando isso com a «falta de segurança na operação», que é «absolutamente inaceitável».

Ainda assim, apesar de ter suspendido a ligação, a TAP está a realizar voos extraordinários para transportar os cerca de mil passageiros que já tinham reservas feitas quando a ligação que foi suspensa, operação que planeia concluir até ao final do ano.

Fonte: Sol

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

TAP 10 MILHÕES!


A TAP termina pela primeira vez o ano com mais de dez milhões de passageiros transportados. A assinalável marca foi atingida na véspera de Natal e representa um acréscimo de 4,4% relativamente a 2011.
Proporcionalmente, o setor dos EUA foi o que registou o maior crescimento, com mais 19,3%relativamente a 2011, muito devido à nova rota para Miami. As ligações para África cresceram ainda 10,4%. Apesar destes números, em termos absolutos, as rotas europeias foram ainda assim as que registaram o maior incremento em número total de passageiros, com mais 300.000.

Em comunicado público, o presidente da TAP Fernando Pinto, felicitou os trabalhadores da Companhia "porque estes resultados só foram possíveis graças ao seu esforço, dedicação e profissionalismo".

Nos próximos anos é expectável que os números continuem a crescer, devido principalmente aos grandes eventos desportivos a realizar no Brasil, mercado onde a TAP tem grande implantação nas ligações de e para a Europa. A maior limitação poderá contudo estar nas dificuldades de financiamento para reequipar e alargar a frota de aeronaves.
Na sequência do falhado processo de privatização, o Governo Português procura agora soluções para implementar um plano de tesouraria que permita estabilizar a empresa e assegurar a sua sustentabilidade a curto e médio prazo.


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