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sábado, 2 de outubro de 2021

Base das Lajes – algumas notas sobre a aviação civil

  

Ciclicamente ouvimos falar da utilização das bases aéreas da FAP pelos mais diversos operadores civis, como alternativa milagrosa para um conjunto de soluções que não aparecem para os problemas de crescimento da actividade aérea nos principais aeroportos do Portugal continental. Uma discussão antiga que, curiosamente nos Açores, facto extraordinário, não se coloca, já que desde os finais dos anos 40 que a Base Aérea das Lajes é utilizada por operadores civis, ou seja, há … mais de 70 anos que não é um problema!

Adiante. 

Actividade aérea civil

Data de 15 de Junho de 1947 o primeiro voo da SATA, entre S. Miguel e Santa Maria com um avião Beechcraft D-18S (reg. CS-TAA). A este seguiram-se voos para as outras ilhas, incluindo a Terceira, em carreiras regulares, sendo que um ano depois foram adquiridos dois De Havilland DH104 Dove para os voos inter-ilhas ( por perda do aparelho anterior por acidente).

Mas é só em 1971 que se regista a primeira aterragem de um avião da TAP nas Lajes, com o início das carreiras regulares de ligação entre Lisboa e Boston nos EUA.

A título de curiosidade, refira-se que nesse mesmo ano registou-se nas Lajes a aterragem de um aparelho Concorde, transportando o Presidente Francês Georges Pompidou, para um encontro tripartido que ali teve lugar, com o Presidente Norte-Americano Richard Nixon e o Chefe do Governo Português Marcelo Caetano.

Até à construção da aerogare existente, nos anos 80, a aerogare civil funcionou desde 1976 no espaço actualmente destinado à manutenção (antigo hangar dos P-3 “subhunters” da US Navy), sendo que anteriormente a esta data, o movimento aéreo civil se efectuava onde mais tarde ficavam os Transportes Aéreos Militares, e presentemente o Museu da BA4.

Ocupando uma área em contínua expansão e remodelação, a Aerogare Civil das Lajes, funciona numa área cedida pela FAP no extremo Sudoeste da pista, incorporando a aerogare e seus serviços de apoio.

É a Aerogare Civil das Lajes quem, nos últimos anos, tem o número mais significativo de movimentos, no seio da totalidade de movimentos registados na BA4, sendo certo que de acordo com os registos de 2008 (o meu registo mais antigo), cerca de 66% dos movimentos registados pelo controle aéreo dizem respeito à aviação civil portuguesa.  De um modo geral pouco mudou até hoje, nos anos de 2018 a 2020, mesmo com uma quebra significativa no ano passado (30%), o tráfego aéreo civil representa  em termos de valores médios, pouco menos de 75%, do total dos movimentos registados nas Lajes, sendo curiosamente a média dos três anos de 66% no que diz respeito à aviação civil portuguesa.

Com algumas oscilações ao longo dos anos do número de movimentos da FAP e das forças norte-americanas, e outros militares, estes números são ilustradores da experiência da FAP na manutenção numa infraestrutura militar de uma estrutura aérea civil.


Para além da Aerogare Civil das Lajes, existem em espaço contíguo, dois hangares também civis, de entidades que partilham os serviços da BA4, um pertencente ao Aero Clube da Ilha Terceira, de onde operam três aeronaves ligeiras (duas da classe experimental), bem como num outro hangar, que actualmente é utilizado pelos seviços de handling. Junto a estes, desde Fevereiro último, o nóvel edifício do terminal de carga aérea das Lajes.




Aero Clube da Ilha Terceira

Com a sua sede instalada em espaço gentilmente cedido pela direcção da Aerogare Civil das Lajes, e com hangar construído junto à placa de estacionamento civil, hangar esse que partilha com alguns dos seus associados possuidores também eles de aeronaves, o Aero Clube da Ilha Terceira (ACIT) foi, em verdade, e durante muitos anos, o único aeroclube dos Açores em funcionamento com aeronave operacional (existe ainda Aero Clube da Ilha Verde, em S.Miguel).

Fundado em 27 de Dezembro de 1991, o ACIT, possui um único Cessna 172M (CS-DBF) que presentemente se encontra inoperativo e, segundo julgo saber, está à venda. A operação das aeronaves do ACIT e dos demais sócios com aeronaves próprias, está protocolada com a FAP, sendo destes dependentes nas operações, controlo aéreo, e serviços de emergência.

Refira-se que operam desde as Lajes duas aeronaves de características únicas, ambas da classe experimental, nomeadamente um Rans S-6ES Coyote II (CS-XAJ) [características Experimental derivam do facto de ter de possuir alguns meios de sobrevivência no mar, já que a maior parte do voo é sobre água], e um Taylor JT1 Monoplane (CS-XAB), de construcção amadora, este último, como sabemos, uma bela máquina e um brilhante exemplo de construcção amadora, fruto da persistência do seu dono, o Sr. Aristides Pires.


Novidades do Sr. Aristides Pires e do seu Moscardo

E por falar no nosso decano aviador experimental, Sr. Aristides Pires, já não visitava este Amigo há uns anos, nem o ouvia de viva voz, apesar da máscara, pelo que arrisco aqui também tecer duas ou três notas acerca do Moscardo, essa passarola estrambólica e estridente à qual já nos referimos em diversas postagens anteriores (ver referências), e que está de boa saúde e recomenda-se, mas não na opinião das competentes autoridades. 

Pois … assim como me reportam diversos amigos aviadores, da aviação ligeira, dos ultraleves e outros, e esta da classe experimental, ao que parece não há grande vontade de os ver todos a voar, de rodas no ar, e a bater as asas, muito pelo contrário, sob a capa da regulamentação ultra-rigorosa e hiper-meticulosa posta em práctica por técnicos pueris altamente especializados como passageiros do longo curso de autocarros com asas (vulgo couching), parece que a autoridade que tutela a aviação civil põe tantos entraves que parece não quer ninguém a voar. Talvez prefiram que se vão todos registar-se em países que, com as mesmas regras ou outras quiçá mais rígidas, são mais facilitadores daquele que é o propósito da aviação: voar.

A mim, que sou constructor amador e esporádico de aviões de papel, chateia-me particularmente porque não gosto de ver o Moscardo no chão, fica com o semblante fechado e triste.

Não é feliz…

O Moscardo estará no chão até quando?


  

O que vale ao Sr. Aristides é o seu bom humor e espírito inabalável!


E como diria o Eng. Sousa Veloso, despeço-me com amizade, até ao próximo programa.


Rui “A-7” Ferreira

Entusiasta de Aviação


Nota – O autor não escreve segundo o actual acordo ortográfico.




Agradecimentos –  Aristides Pires, Miguel Santos, Cor. Filipe Azinheira.


Sobre o Muscardus Aristidianus Açorianus …

Pássaro de um sonho [Muscardus Arisitidianus Açorianus] (M460 - 2RF/2011)

http://www.passarodeferro.com/2011/01/passaro-de-um-sonho-muscardus.html


Muscardus Açorianus Aristidiensis II (M222- 01RF/2013)

https://portadembarque04.blogspot.com/2013/05/muscardus-acorianus-aristidiensis-ii.html


MOSCARDO EM RECUPERAÇÃO [Muscardus Aristidianus Açorianus III] (M260 - 02RF/2013)

https://portadembarque04.blogspot.com/2013/07/moscardo-em-recuperacao-muscardus.html


A recuperação do “Moscardo” [Muscardus Arisitidianus Açorianus IV]

https://portadembarque04.blogspot.com/2014/05/a-recuperacao-do-moscardo-muscardus.html


MOSCARDO EM VOOS DE EXPERIÊNCIA [Muscardus Aristidianus Açorianus - V]

https://portadembarque04.blogspot.com/2015/03/moscardo-em-voos-de-experiencia.html


O VOO DO MOSCARDO [Muscardus Aristidianus Açorianus VI]

https://portadembarque04.blogspot.com/2017/07/o-voo-do-moscardo-muscardus.html



Nota do Autor – esta questão da utilização das bases aéreas por operadores civis, é uma discussão que, como se diz na minha terra, já mete um certo nojo. Como disse no início, ciclicamente ouvimos falar da utilização pelos mais diversos operadores civis das bases aéreas da FAP como alternativa milagrosa para um conjunto de soluções que não aparecem de geração espontânea, para os problemas de crescimento da actividade aérea civil, que cresce tanto em sítios onde existe, como chega até a crescer em sítios onde não existe. Aqui há uns anos, o problema da imensa actividade aérea no Algarve, mais a necessidade de criar um hub de carga aérea, foi solucionado com Beja, com uma espécie de “aeroporto part-time” contiguo à Base Aérea nº11…   O problema de Fátima, outro, tamanhas as hordas de fieis encatrafiados em charters vindos de todo o Mundo e arredores interestelares para rezar à Virgem (o que ela tem de aturar), eram tantos que se deveria abrir ambas as Portas de Armas de Monte Real (BA5) aos civis e ... não os vemos (os charters), por isso não há razão para abrir portas com ou sem armas...   E o problema do costume do Terreiro do Paço, perdão, Lisboa, esse sim é um problema Nacional, que não se resolve, pois há uma terrível dificuldade, quiçá gramatical, de conjugar “solução” e “séria” na mesma frase … agora lá se encontrou a “solução Montijo” (BA6), e a FAP a ter de fazer as malas … ah, e os flamingos, como vamos fazer com os flamingos do estuário do Tejo? Taditos …

Á parte de considerações várias sobre esta questão, uma discussão que já se arrasta há muitas décadas, e que toca as raias de uma palhaçada sem graça, tema que continua a depauperar os bolsos dos contribuintes, é muito interessante verificar, um facto extraordinário que se passa nos Açores, que desde os finais dos anos 40 que a Base Aérea das Lajes, portanto quase desde a sua origem, é utilizada por operadores civis, ou seja, há … mais de 70 anos que não é um problema!

Quando se projectam obras estruturantes para qualquer país com a escala de um calendário de bolso (quatro anos), ao invés de construir para a frente, como quem planta uma nogueira, pois... 

Temos de plantar mais nogueiras…


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

COMUNICADO SATA

Foto: SATA



A SATA divulgou hoje o seguinte comunicado através do seu Gabinete de Comunicação e Imagem:

"Nos últimos dias, têm sidos difundidos, principalmente através da Internet, vários textos relacionados com uma alegada petição, cujo conteúdo já foi também veiculado através de alguma comunicação social.


Face ao grave conteúdo desses textos, manipuladores, especulativos, falaciosos e atentatórios da imagem da transportadora aérea açoriana, e pelo respeito que merecem todos aqueles que utilizam os serviços da SATA, especialmente os Açorianos da nossa diáspora, bem como todos os colaboradores da companhia, a SATA entende dever tornar pública a seguinte posição:

1.   A SATA repudia com veemência o conteúdo dos textos que têm sido postos a circular, os quais deixam no ar insinuações falsas sobre a atividade e serviço desta companhia aérea, que não podem ser toleradas;

2.   A SATA respeita a opinião de todos, desde que assente em argumentos sérios e construtivos, contudo, não pode condescender com movimentações e campanhas manipuladas por interesses dissimulados, com o objetivo de danificar a imagem de uma companhia que serve os Açores e os Açorianos, todos os dias, desde há 67 anos;

3.   A alegada petição, colocada a circular, alimenta e propaga insidiosamente rumores e mitos que não correspondem à verdade dos factos relativamente aos serviços prestados pela SATA e aos seus custos para com os seus clientes;
Ao contrário do que se alude nessa alegada petição, a SATA não detém qualquer monopólio nas ligações aéreas com o continente americano - EUA e Canadá -, rotas que, como todos sabem, estão abertas à livre concorrência dos operadores de transporte aéreo;

4.   O conteúdo das cartas que foram colocadas a circular assume uma especial gravidade que não pode passar sem um vivo repúdio, dado que perversamente questiona a "segurança dos funcionários da SATA e seus clientes", a qual, de acordo com os padrões de serviço da companhia, cumprem escrupulosamente a exigente regulamentação europeia e mundial da aviação civil.

5.   É um facto que a frota da SATA integra 4 Aeronaves Airbus A310 que apresentam uma idade média de 22 anos.

É igualmente verdade que nos EUA operam 55 aeronaves idênticas, assim como no continente europeu operam 22. No entanto, esclarece-se que a operacionalidade de uma aeronave não é ditada apenas pela sua data de fabrico, mas também por outros requisitos que estão devidamente controlados e que suportam a aeronavegabilidade das mesmas.
Além disso convém realçar que as aeronaves Airbus A310 operadas pela SATA cumprem todos os requisitos e regulamentação da aviação no domínio da segurança, quer ao nível dos equipamentos, que são alvo da melhor atenção na sua manutenção, quer ao nível dos profissionais que as operam, os quais estão altamente preparados e qualificados para os desempenhos mais exigentes;

A SATA, sublinhe-se, tem como principal preocupação a segurança dos seus passageiros, não olhando a esforço e meios para garantir o respeito dos mais rigorosos níveis de segurança, quer digam respeito aos equipamentos, quer se tratem dos seus recursos humanos, dos quais se orgulha;

De registar ainda que toda esta campanha contra a SATA surge numa altura em que é público o compromisso da Companhia e do seu acionista de, até ao final do ano em curso, apresentarem um Plano de Negócios para a empresa que incluirá a renovação da frota.

6.   Confrontada com insinuações graves e repetidas alegações acerca da qualidade da segurança, que levam por essa via à propagação sub-reptícia de um clima de medo, a SATA considera serem estes atos graves e irresponsáveis que colocam em causa o bom nome da companhia e atentam, em especial, contra os seus interesses, mas também contra os interesses dos Açores e dos Açorianos.

Assim sendo, a SATA recorrerá junto das instâncias competentes, para garantir a defesa da sua imagem, que considera estar a ser gravemente  lesada.

7.   É devida uma renovada palavra aos nossos clientes, assegurando a SATA que não está, como nunca esteve em causa, a segurança das nossas aeronaves.

8.   Finalmente, a SATA dirige aos Açorianos em geral e àqueles que estão radicados nos EUA e Canadá, uma palavra de profundo agradecimento pelo apoio e confiança que tem recebido, assegurando ainda que continuará a trabalhar para melhorar a sua prestação e assim continuar a transportar pessoas e bens, sempre sob o cunho da identidade e da alma Açoriana."



sábado, 12 de abril de 2014

SATA AMEAÇADA COM MAIS GREVES


Os funcionários da transportadora açoriana SATA poderão realizar mais paralisações até final do ano, anunciou o Sindicato Nacional da Aviação Civil.
As datas não são conhecidas, mas a ameaça de paragem vigora até final do ano e aplica-se aos trabalhadores de terra da empresa.
Os trabalhadores exigem compensações à SATA por entenderem estar a ser prejudicados no que à progressão de carreiras diz respeito.
Anunciadas já estavam duas greves parciais. Uma é de quatro horas diárias e decorre entre 17 de abril e 15 de maio. Outra visa o trabalho complementar e arranca no próximo dia 17 e acaba no último dia do ano.

Fonte: A Bola
 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

SINDICATO TENTA REVERTER ENCERRAMENTO DA BASE SATA NO FUNCHAL

Aeroporto do Funchal - Madeira
O SNPVAC - Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil irá reunir-se com a Secretária Regional da Cultura, Turismo e Transportes da Madeira, Conceição Estudante, amanhã, sexta-feira, pelas 11h00, a propósito do anúncio público de encerramento da Base Operacional da SATA Internacional no Funchal.

“A iminência do fecho da base leva-nos a apresentar ao Governo Regional da Madeira os efeitos desta medida, que, para além de ser altamente nociva para o turismo e economia da Região, coloca numa situação de precaridade mais de uma dezena de madeirenses, todos eles tripulantes.”, afirma a Direção do SNPVAC.
“Há 14 anos que a SATA tem uma base permanente no Funchal e acreditamos que o Governo Regional da Madeira poderá contribuir para a alteração de posição do grupo SATA.”, explica a Direcção.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

WINDAVIA PROSEGUE A SUA EXPANSÃO (M338 - 12AL/2014)


 A320 da Windavia a estacionar no Aeroporto Internacional da Madeira - Foto: Ricardo Marques/Asas Madeira.

O operador de voos charter Windavia anunciou hoje a abertura de uma base operacional na ilha da Madeira e a retoma das três rotas que nos últimos anos eram operadas pelo Airbus A320 da SATA Internacional baseado no Aeroporto Internacional da Madeira.
O comunicado da Windavia diz que a empresa vai passar a assegurar a histórica operação Madeira-Jersey-Madeira, após acordo firmado com o operador “Estrela Travel”, registada nas Ilhas do Canal, mas propriedade de portugueses. Com início no próximo dia 1 de Abril, os voos serão realizados à terça-feira durante todo o ano.
Entretanto no próximo dia 8 de Fevereiro a Windavia passará também a assegurar a rota entre a Madeira e a cidade de Paris, com dois voos semanais ao sábado e domingo, durante todo o ano e com reforço durante o Verão. Esta aposta de um conjunto de operadores franceses estará também disponível no GDS. A SATA Internacional realizava essa rota em code-share com a companhia francesa Aigle Azur.
Já no caso da Irlanda, a Windavia anuncia que acaba de firmar um acordo de representação com o GSA APG, iniciando no próximo dia 12 de Abril a ligação regular semanal entre a Madeira e Dublin, um voo que tina sido cancelado pela SATA e que mereceu severos reparos de todo o sector hoteleiro na Região Autónoma, bem como das autoridades responsáveis pela promoção turística, que confirmaram essa decisão da companhia açoriana, durante o World Travel Market, em Londres no passado mês de Novembro. As partidas da Madeira para Dublin irão decorrer ao domingo de manhã, sendo esta uma operação assegurada por uma “pool” de importantes operadores irlandeses.
“Com estes novos destinos, a Windavia entra na fase final de implantação da sua base no Funchal”, assinala o comunicado da companhia.
Seguindo com o seu plano de crescimento, anunciado no passado dia 11 de Dezembro, a Windavia prepara-se para receber o seu segundo A320 no próximo dia 1 de Fevereiro, já em fase de pintura, a que se seguirá outro no dia 7 e o quarto no dia 15.
De acordo com Pedro Bollinger, CEO da Windavia, estas são boas notícias para o turismo português. “A maioria destas operações agora anunciadas são de “incoming”, dando um forte impulso ao crescimento do Turismo em Portugal e representando a entrada de milhões de euros na economia nacional”, destaca. Para este responsável, “a consolidação da base no Funchal passa também a servir as comunidades de emigrantes espalhadas pela Europa, ajudando à afirmação do destino Madeira”.

Fonte: Notícias da Aviação
 

sábado, 28 de dezembro de 2013

PROBLEMA TÉCNICO OBRIGA AERONAVES Q400 DA SATA A REVISÃO (M319 - 89AL/2013)

Bombardier dash8-Q400 da SATA.

A notícia reporta um alerta lançado pelas autoridades de segurança canadianas, depois de ter sido detectada uma anomalia numa das aeronaves da Bombardier, quando estava estacionada na placa.
"Trata-se de um caso único de descomando no sistema de direção do trem de proa das aeronaves Dash8-Q400", segundo referiu hoje o Gabinete de Relações Públicas da Sata Air Açores, que adiantou também que o fabricante e a entidade aeronáutica canadiana já trataram de "desenvolver um alerta para riscos associados, bem como uma ação corretiva para evitar a potencial falha do sistema".
A construtora canadiana já ordenou que os 448 aviões que supostamente poderão ser abrangidos por este problema, em todo o mundo, (incluindo os da companhia aérea açoriana), sejam corrigidos mecanicamente.
No caso dos aviões da Sata Air Açores, a modificação será operada "de acordo com as instruções do fabricante", nas instalações de manutenção e engenharia da transportadora regional, em Ponta Delgada, não sendo necessário que os aparelhos tenham de viajar até à fábrica.
Por essa razão, a companhia aérea garante que operação entre ilhas continuará a processar-sede forma normal.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Extremos

Tendo sido referida, na edição a anterior, a importância do aeroporto como principal "porta" de entrada/saída da ilha da Madeira (e arquipélago, em especial agora que, durante o inverno, o aeroporto da ilha vizinha do Porto Santo apenas dispõe de ligações regulares ao aeroporto da Madeira), deixo esta pequena publicação, em jeito de curiosidade, onde se destacam os extremos, do maior/mais longo versus menor/mais curto...

O mais pequeno aparelho a operar regularmente actualmente na Madeira é o pequeno Dash 8-Q202, operado pela Sata, naquela que é a rota regular mais curta actualmente operada a partir do aeroporto da Madeira, a rota Madeira-Porto Santo-Madeira, que é efectuada (actualmente) duas vezes por dia.

CS-TRB, um dos 2 aparelhos deste tipo que a Sata dispõe actualmente.
Um ao serviço no Arquipélago da Madeira, outro no Arquipélago dos Açores.
No outro extremo, temos o Airbus A330, que é o maior aparelho que actualmente opera regularmente no Aeroporto da Madeira, com a particularidade de ser utilizado na rota mais longa que sai/chega à Madeira.
Este tipo de aparelho, utilizado pela companhia da bandeira, TAP Portugal, opera os voos de/para Caracas, naquele que é actualmente o único voo intercontinental regular que demanda o nosso aeroporto.
CS-TOM, A330 da TAP Portugal descolando para mais um longo-curso até Caracas, na Venezuela, desde a pista 05

domingo, 24 de novembro de 2013

MEIA HORA JUNTO A UM AEROPORTO (M285 - 77AL/2013)



O Aeroporto da Madeira é, evidentemente, a principal "porta" de entrada e saída de pessoas na ilha.
É, por isso, um local de absoluta importância para a região. É nele e por ele que as contingências da insularidade são esbatidas, justamente pela oferta dos aviões.
Num pachorrento sábado de tarde e durante meia hora, aqui ficam alguns registos fotográficos obtidos nas imdediações desta estrutura aeroportuária.

O A320 da SATA que normalmente está baseado na Madeira. O famoso "TKPérola", devido ao seu "branco-pérola" que tem feito as delícias dos spotters e interessados nestas particularidades.

O Bombardier Q-400 é outro dos normais visitantes da Madeira. Aqui vêmo-lo a fazer a aproximação final á pista 05, vindo das Canárias. Pouco depois, haveria de partir, rumo a Ponta Delgada - Açores.

 O A319 da Easy Jet é uma das mais assíduas visitas ao aeroporto.

 Um A320 da TAP prepara-se para aterrar. A TAP é a principal operadora de a para a Madeira.

O Boeing 738 da Norwegian é uma das aeronaves mais interessantes que demandam a Madeira. Tem uma pintura apelativa, sobretudo na deriva, onde surgem pintadas figuras da cultura daquela nação nórdica.


Este A320 da Air Berlin, de matrícula Suíça, apresta-se para iniciar a sua descolagem rumo a Zurique. O mercado suíço e alemão são importantes "fornecedores" de turistas para as belas paisagens e temperaturas amenas da região.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sata continua a assegurar inter-ilhas na Madeira

A SATA Air Açores, cujo contrato de concessão da linha Madeira-Porto Santo-Madeira terminava no final deste ano, irá continuar a assegurar estas ligações, a partir do início de 2014 e até à conclusão do novo concurso internacional para concessão da mesma.



Esta foi a solução encontrada pela Secretaria de Estado dos Transportes, para assegurar o transporte de passageiros entre as 2 ilhas do Arquipélago da Madeira, face ao atraso no lançamento do novo concurso.

A proposta do novo concurso já foi apresentada ao Governo da Região Autónoma, que elaborou uma resposta em que contesta alguns dos pontos agora sugeridos pela Secretaria de Estado, nomeadamente uma menor frequência de voos diários e o facto de ser apresentada a hipótese do avião da companhia que irá fazer o serviço, no futuro, ficar baseado na ilha do Porto Santo.

Fontes conhecedoras do processo comentaram que se compreende essa ideia quando se tem em conta que o serviço destina-se a apoiar a população de Porto Santo, mas que será perfeitamente incoerente quando se verifica que o avião serve um importante fluxo de turistas que viajam da Madeira para o Porto Santo.
É preciso conciliar interesses e é isso que está agora em discussão para terminar a proposta que será o texto final do concurso público internacional, a lançar possivelmente no próximo mês de Novembro, adiantaram as mesmas fontes.

O concurso tem como objectivo principal seleccionar o concorrente cuja proposta garanta o cumprimento das obrigações de serviço público com menores encargos para os utentes e para o Estado português e assegure um serviço de transporte aéreo seguro e de qualidade, por forma a garantir a satisfação permanente de padrões adequados de continuidade, regularidade, qualidade, quantidade e preço.
Desde 2007 que este serviço tem sido assegurado pela SATA Air Açores, que é, no entanto alvo de algumas críticas pelos residentes da ilha Dourada (e não só) devido aos horários, frequências e preços que os voos apresentam, justificando a baixa ocupação da linha precisamente pelos elevados preços praticados pela SATA e contrapondo que caso os preços fosse mais acessíveis, os voos teriam uma maior procura e maior lucro.

Fonte: Presstur
Foto, Edição e Adaptação: Rui Sousa


terça-feira, 20 de agosto de 2013

TRABALHADORES DA SATA CONVOCAM GREVE PARCIAL DE 4 MESES



Os trabalhadores da SATA afetos ao Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) anunciaram uma greve ao trabalho suplementar e dias feriados entre 01 de setembro e 31 de dezembro.

«Queremos o pagamento do trabalho extraordinário e de todo o trabalho ao abrigo do acordo de empresa. De forma unilateral têm sido alteradas as regras do trabalho sempre suportadas no Orçamento do Estado e nas medidas de austeridade. Há uma lei que permitiu que existisse um acordo de empresa, que tem de ter alguma força, até porque na TAP estas medidas restritivas não são aplicadas», disse à Lusa o representante nos Açores do SINTAC, Filipe Rocha.

O dirigente sindical afirma que "todos são trabalhadores" da aviação e defende o mesmo tratamento que está em vigor na TAP para a SATA, ou seja, a aplicação do mesmo acordo firmado entre uma plataforma de sindicatos e a transportadora aérea nacional com vista a evitar os cortes salariais entre os 3,5% e os 10% previstos no Orçamento do Estado de 2013.

«Tendo sido o Governo central o originador tanto do Orçamento do Estado como do protocolo de entendimento celebrado com a plataforma sindical na altura, extensível aos trabalhadores da TAP, não percebemos por que é que não temos direito na SATA ao mesmo tratamento», afirmou.

Filipe Rocha explica que os dirigentes do SINTAC já reuniram com a administração da transportadora aérea dos Açores, tendo, na altura, manifestado as suas reivindicações, que afirma terem sido «percebidas». No entanto, acrescenta, neste momento «não há» por parte da transportadora aérea açoriana uma «postura negocial», argumentando com o Orçamento do Estado e as medidas de austeridade.

«A reunião com a administração da SATA foi cordial mas não se vê que haja, pelo menos de momento, uma hipótese de desbloquear o conflito porque não se assume aquilo que foi negociado na TAP, afirmando mesmo que se está perante uma matéria ilegal. O que é ilegal é não nos pagarem aquilo que nos devem ao abrigo do acordo das empresa», defende Filipe Rocha.

Uma plataforma sindical, que não integrava o SINTAC, e a administração da transportadora aérea açoriana chegaram em junho a acordo depois de greves realizadas em abril e maio convocadas pela não aplicação na SATA do entendimento conseguido na TAP.

Segundo Filipe Rocha, fazem parte do SINTAC cerca de 100 trabalhadores da SATA.

Fonte: TVI24


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A PAUSA DE UM AVIADOR (M172 - 09AL/2013)


Decorreu na passada quarta-feira a cerimónia de despedida do Comandante da SATA, Timóteo Costa.
Um aviador da Madeira, um recordista dos ares, provavelmente alguém que conhece o Aeroporto Madeirense, os ventos, os ares, tudo... como a palma das mãos,
Muitos milhares de aterragens, seguramente em muitas partes do mundo mas sobretudo aqui na Madeira.
Foi um acontecimento marcante no mundo da aviação civil portuguesa!
É sempre impressionante quando um veterano dos ares deixa os aviões. São homens destes que fazem com que o avião seja a mais segura das formas de viajar!


O Pássaro de Ferro agradece ao Alex Maio a cedência das fotos.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

SANTA CRUZ DOS AVIÕES (2)

Razões familiares levam-me a Santa Cruz, um pequena cidade insular junto ao Aeroporto da Madeira (LPMA), todos os sábados à tarde.
Sempre que a meteorologia permite, um livro e máquina fotográfica fazem companhia num banco de jardim, junto ao mar e à "Praia das Palmeiras".
A espaços, surgem os aviões, inevitáveis naquela terra. Mesmo sabendo da sua não novidade, lanço-lhes o olhar e quando vale a pena, a objetiva da máquina.
Ontem foi assim.



O Bombardier Q400 da SATA, chegando das Canárias... É um avião atípico. Sob determinados ângulos tem um aspeto tosco e até improvável.






Aproximação e chegada do Airbus A-321 da Aigle Azur.

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