quinta-feira, 1 de março de 2012

MCDONNELL DOUGLAS MD-87 "CIUDAD DE SEVILLA"




A primeira vez que voei num MD-87 foi no já algo longínquo ano de 1994 numa ligação Lisboa-Madrid na Iberia.
A aeronave s/n 49827/1654 recebeu de matrícula EC-EUE em Espanha e era então relativamente nova (tinha efetuado o primeiro voo a 1 de dezembro de 1989 e sido entregue à Iberia a 6 de abril de 1990).
Já em 1998 receberia nova matrícula EC-GRK, que manteve depois de ter sido transferido para a Spanair, oficialmente a 2 de novembro de 2005.
A 10 de novembro de 2008 foi por sua vez vendido à transportadora 1Time sul-africana e ao que consta encontra-se atualmente armazenado em Joanesburgo sem ter voltado a voar.

No regresso dessa viagem voltei também num MD-87 (ignoro sequer se até terá sido o mesmo) mas não guardei qualquer registo do voo, naquela que seria a última vez que viajei num MD-87 até à data.

A família MD-80 possui ainda muitas unidades em voo por todo o mundo, principalmente no continente americano, mas na Europa tem vindo a ser gradualmente substituídos pela supremacia da Airbus e são uma visão cada vez mais rara nos nossos aeroportos.




domingo, 19 de fevereiro de 2012

SANTA CRUZ DOS AVIÕES (2)

Razões familiares levam-me a Santa Cruz, um pequena cidade insular junto ao Aeroporto da Madeira (LPMA), todos os sábados à tarde.
Sempre que a meteorologia permite, um livro e máquina fotográfica fazem companhia num banco de jardim, junto ao mar e à "Praia das Palmeiras".
A espaços, surgem os aviões, inevitáveis naquela terra. Mesmo sabendo da sua não novidade, lanço-lhes o olhar e quando vale a pena, a objetiva da máquina.
Ontem foi assim.



O Bombardier Q400 da SATA, chegando das Canárias... É um avião atípico. Sob determinados ângulos tem um aspeto tosco e até improvável.






Aproximação e chegada do Airbus A-321 da Aigle Azur.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

RECOMENDAÇÕES

O Porta de Embarque 04 recomenda a visita e leitura  a dois blogues mantidos por dois pilotos de linha aérea. Fornecem uma visão interior do voo e da navegação, bem como história curiosas sobre o voo.
Este, norte-americano, cheio de histórias e memórias do Capt. Dave e este, com um português aos comandos, que justamente apelida o seu local de trabalho como "escritório". A julgar pelas imagens, tem excelentes vistas...

Foto: Mathieu Neuforge
 ____
Nota: O Porta de Embarque 04 acaba de completar 100 edições desde o seu início regular, em Setembro de 2010!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

4


4, de 44.
4, de quatro anos.
4, as vezes que já tinha pensado escrever.

44 foi a porta de embarque do meu último voo.
O regresso a casa, a bordo do CS-TOL.
Ainda assim, não é desse voo que hoje trato.



O voo de hoje leva-me a aterrar nas gratas memórias que guardo nestes 4 anos de saudade.
Chama-se Tony Silva e partiu há 4 anos.
Não te esquecemos amigo.
Não te esqueceremos!

Nesta metamorfose da vida, outro nosso conterrâneo, também ele do meio da aviação,
partiu no passado mês de Janeiro, o Bruno Alves.
Foram já 4 as vezes que tinha pensado escrever, mas nunca tinha chegado a concretizar.
Com o Bruno partilhei alguns voos no Jump.
Com o Bruno tive a oportunidade de fazer algumas fotos interessantes fotos ao seu
malogrado Zlin, algumas dessas fotos tiradas lado a lado com o Tony.

Graças ao Bruno, voámos em segurança.
Deixo um registo do seu esforço.


Obrigado Bruno.

Até sempre amigos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O FIM DA MALEV

Sempre olhei com admiração para a Hungria, sobretudo quando por alturas da década de oitenta, este país era uma das faces visíveis da bipolarização Leste-Oeste, em cujo palco europeu se "ensaiava" um conflito que, felizmente, nunca chegou a vir para a boca de cena.

 Uma mão cheia de Boeing 737 da Malev estacionados. Uma imagem impressiva de há alguns dias para cá...

A Hungria surgia como o mais "ocidental" dos países do bloco de Leste e a história tem no seu regaço a invasão dos tanques soviéticos na capital, Budapeste, uma das mais belas cidades da Europa e do mundo! Esta invasão de forças do então Pacto de Varsóvia (PV) comandadas pela União Soviética visou pôr fim a uma revolta que nasceu das imposições que o governo comunista da altura colocou na vida dos húngaros. À cautela, as forças soviéticas entraram em ação para estancar essa voragem de contestação e que, segundo os estrategas soviéticos, poderia fazer perigar a extensão geográfica e doutrinal do PV para um país que tinha evidentes afinidades com o chamado mundo ocidental.

 Boeing 737

Tudo isto para dizer que o fim da companhia aérea húngara - a Malev - constituiu um rude golpe, digamos, na história da nação magiar e de certa forma para mim, já que é o fim de um ícone que admirava. Era como se até há dias, a Hungria voasse e espalhasse o seu "charme" pelos locais onde os seus aviões voavam e agora já não o faz. É natural que algo de novo surja no lugar da Malev, mas o que é factual é o fim desta companhia que refletirá um certo clima de recessão no que toca ao transporte aéreo, já anunciado pelo fim recente das operações da espanhola Spanair
Para talvez se perceber o alcance do fim da Malev na Hungria, tentemos conceber Portugal sem uma das suas melhores imagens de marca, a TAP!...
Custa, não custa!?...

Um mítico Tupolev TU-154 (crédito da foto) com o "tradicional" esquema de pintura que grande parte das companhias aéreas ostentavam na década de oitenta...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ALEXANDRE O´NEIL "STAR"


Aos Vindouros, se os Houver...  

Vós, que trabalhais só duas horas
a ver trabalhar a cibernética,
que não deixais o átomo a desoras
na gandaia, pois tendes uma ética;

que do amor sabeis o ponto e a vírgula
e vos engalfinhais livres de medo,
sem peçários, calendários, Pílula,
jaculatórias fora, tarde ou cedo;

computai, computai a nossa falha
sem perfurar demais vossa memória,
que nós fomos pràqui uma gentalha
a fazer passamanes com a história;

que nós fomos (fatal necessidade!)
quadrúmanos da vossa humanidade.
 --
Algumas imagens do CS-TNP, um A-320 da TAP com indumentária integral da Star Alliance, "apanhado" em 2 de Janeiro passado... 





 Alexandre O'Neill, Poeta e português - 1924-1986

Mesa dos sonhos

Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida. 

sábado, 28 de janeiro de 2012

VOAR EM SEGURANÇA E O FIM DA SPANAIR

Foto: Rui Alves

O ano de 2011 foi, na  aviação civil, o mais seguro de sempre, tendo-se registando uma média de dois acidentes por cada milhão de voos e uma morte por cada 7,1 milhões de passageiros.
Os números atestam que o ano recentemente terminado foi o mais seguro de sempre para a aviação civil, tendo superado as "marcas" registadas em 2004, ano que se que se mantinha até 2011 como o ano mais seguro, com apenas uma morte por cada 6,4 milhões de passageiros.
O ano passado fica também registado nos dias da história da aviação por se ter verificado o maior período sem acidentes com vítimas mortais. Efetivamente, durante 74 dias, não foi registada qualquer vítima mortal em resultado de acidentes, tendo sido superada uma marca que remontava já a1985 e que se cifrava em 61 dias sem acidentes mortais.
A IATA - International Air Transport Association, aponta como principais fatores para estes factos, a melhoria das condições de segurança e de manutenção das aeronaves, nomeadamente em África e também no leste europeu, regiões do globo onde se registam muitos acidentes ou de onde são originárias muitas das aeronaves envolvidas em acidentes, muitos deles imputáveis à deficiente manutenção ou más condições de ajuda à navegação em algumas zonas.
Assim, ganha substância a ideia de que o transporte aéreo é um transporte seguro e em que os níveis de confiança se têm cimentado, levando à queda de alguns "mitos" e à cada vez mais segura conquista do céu pelo Homem.


Este início de 2012 ficará também marcado pelo fim das operações da Spanair, uma companhia aérea espanhola.
As razões para esta decisão súbita, que deixou muitos milhares de passageiros a... ver passar aviões, está explicada nesta notícia do jornal Público.
A "crise global" e sobretudo na Europa Ocidental está também a ter os seus efeitos no transporte aéreo.
Relativamente a esta companhia, é ainda recente um grave acidente envolvendo uma sua aeronave, um MD-82 (visível na foto), ocorrido em 20 de Agosto de 2008, à descolagem do Aeroporto de Barajas - Madrid rumo às Canárias. Neste grave acidente pereceram 154 pessoas.
Fica assim e nesta data, encerrada a história desta companhia aérea.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O CHARUTO DO TOMÁS COZINHEIRO

Ora bem, sempre que vejo aviões desta companhia, não resisto ao impulso de fazer uma tradução "à letra" e ad hoc e que o título desta edição revela em parangonas. A tradução é abusiva, conveniente, bem sei, mas não temo que a companhia se zangue comigo.
Entretanto, para ilustração da presente edição, trago um dos aviões "carinhosamente" apelidado de "charuto", dado tratar-se de um Airbus A-321, aeronave caracterizada por ter uma fuselagem longa e uma envergadura/área alar que, não fosse o dito voar - mesmo - poderia suscitar tremendas e perturbadoras dúvidas relativamente à sua capacidade para o ato.
Já por um par de vezes voei neste tipo de avião, ambas no sentido Funchal - Lisboa (ambas no TAP CS-TJE/Pêro Vaz de Caminha) e sempre nos lugares do fundo o que, nas descolagens, transmite uma sensação estranha, levando o passageiro - destemido - a interrogar-se sobre o grau de proximidade do seu rabo ao asfalto da pista... Mas a coisa passa e o avião, aparentemente, voa como os outros, talvez um pouco mais suscetivel aos ventos, dado o seu tamanho relativamente às asas.
Seja como for, fica aqui o registo de um destes aviões, que liga semanalmente a Escandinávia à ilha da Madeira, com gente ansiosa de sol e temperaturas amenas. E pelo andar do ano meteorológico, não podiam ter feito mais acertada escolha!

 O "charuto" aproxima-se da pista 05...

 ...Aqui a expressão "charuto" assume um significado evidente. O "cavalheiro" faz fumo!...

 ...O  OY-VKC* toma o seu lugar na placa...

 ...Aqui, o nosso "charuto" prepara-se para regressar a casa...

...Romântico, em relação com a imensidão cinzento e prata do oceano, com os louros escandinavos de cara colada à janela, acenando despedidas...

 ...A dada altura, apanhei-o rigorosamente de costas para mim...


 ...Por cima da deriva, no mar, um pequeno bote com 2 pescadores, alheios ao grande Pássaro de Ferro...

...E pronto, mal o nariz se alinhe com o centro da pista 05, motores a fundo e Escandinávia meu amor!

* Na pesquisa que efetuei sobre este avião, descobri que ele já teve estas marcas, aqui captadas pelo Miguel Nóbrega, em 2005, justamente aqui na Madeira.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

EÇA DE QUEIRÓS NAS ASAS DO CS-TTI

Eça de Queirós foi um dos mais notáveis romancistas portugueses de sempre.
As suas obras são estudadas nas escolas e são verdadeiros tesouros literários em que o realismo se desenvolve em todo o seu esplendor e onde o autor, cujas descrições fazem cátedra presentemente, era também um refinado ironista!
Há muitas frases e pensamentos seus que, ainda hoje, são referência para compreensão do presente, nomeadamente as suas sarcásticas incursões no pensamento e crítica política, aliás devidamente alimentadas pela intrincada situação política da altura.
Dos seus livros, destaco, porque os li e gostei, "A cidade e as Serras", "Contos", "O crime do Padre Amaro". Curiosamente, nunca consegui acabar de ler "Os Maias", talvez porque na altura em que o tentei ler, não estivesse "preparado", digamos, para tal.
Seja como for, a sua obra é intemporal, permanece referencial e Eça de Queirós é citado amiúde e hoje vem aqui ao Porta de Embarque 04 nas asas do Airbus A-319/CS-TTI da TAP que tive oportunidade de "apanhar" no início deste mês.

 O "Eça de Queirós" a terminar a volta para se alinhar com a 05

 O avião parece "pendurado" por fios invisíveis...

 Aí vai ele, com o Ilhéu Bugio em fundo...

E aqui, já sobre o asfalto da 05, segundos antes de a tocar.

Citando Eça de Queirós:

- " Os políticos e a as fraldas são semelhantes , possuem o mesmo conteúdo."

- "Nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as ações - mesmo as boas."

- "É que o amor é essencialmente perecível e na hora que nasce começa a morrer. Só os começos são bons. Há então um delírio, um entusiasmo, um bocadinho do céu. Mas depois!...Seria pois necessário estar sempre a começar, para poder sempre sentir?"

sábado, 14 de janeiro de 2012

TP3133 - CS-TOG

Dia 13 de Janeiro de 2012.
Sexta-feira.
Sexta-feira 13...

Para muitos um dia de azar, para mim bem pelo contrário!

Foi dia de um voo extra, operado por um A330 para a Madeira, na hora de almoço!

Finalmente, depois de uma longa espera, chegou a cabeça do tripé e,
dados todos estes factores, decidi-me a ir "apanhar o 30"!

Deixo algumas fotos do resultado de utilizar uma 100-400, com um teleconversor 2x,
de um ponto mais alto que o normal.
Aproximação à 05.
APU a ser ligado... :)
Vacate via Bravo.
Portugal Tree-One-Tree-Tree, runway 05, cleared for take off...
Airborne!

E a voltinha do costume, para seguir rumo a CCS:

Até Domingo!

Porta de embarque?...
Talvez a 01... digo eu!





ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.
 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
>